Nota Histórico-Artistica
Foi sobre uma plataforma elevada, com forte relação visual com a paisagem circundante e nas proximidades das conhecidas Quintas da Bonjóia e do Palácio do Freixo, traçadas pelo conhecido arquitecto italiano, Nicolau Nasoni (1691-1773), que, entre os séculos XVII e XVIII, se mandou erguer a Quinta, em tempos, conhecida pela designação de Revolta, talvez pelas características da sua planta, embora seja mais credível que a origem do nome decorra, justamente, de uma revolta ocorrida nas suas imediações durante as invasões francesas ou, até mesmo, na época de D. Maria I (1734-1816).
Na actualidade, este antigo complexo residencial e agrícola é, sobretudo, identificado pelo nome de "Horto do Freixo", em virtude do enorme investimento empreendido pelos actuais proprietários na área da jardinagem e dos viveiros.
Com efeito, a Quinta perpassou várias épocas e episódios até converter-se no Horto que tanta projecção lhe tem conferido nos nossos dias, resultante de várias edificações, acrescentamentos e restauros levados a cabo desde os idos de seiscentos, embora alguns autores considerem a possibilidade de o edifício primordial remontar às duas centúrias precedentes.
Uma das poucas certezas documentais residirá, no entanto, na existência, em meados do século XVIII, da Capela consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Quase um século depois, em 1851, os 4ºs. Viscondes de Balsemão aforaram a Quinta ao próprio irmão do Visconde, José Alvo Pinto de Sousa Coutinho de Balsemão, que, entre 1857 e 1861, ter-se-á destacado na promoção da cultura e educação do território angolano. Não obstante, a Quinta seria vendida, logo na década seguinte, ao abastado negociante portuense, José Duarte de Oliveira, para, em 1918, ser comprada pelo conhecido horticultor do Porto, Alfredo Moreira da Silva, em mãos de cujos descendentes ainda permanece.
A área habitacional, propriamente dita, é composta de casa apalaçada de dois pisos, de planta em "L", abrangida por um amplo terreiro com jardim de buxo desenvolvido em torno de um tanque circular granítico. Deste conjunto será, todavia, de realçar a capela adossada à extremidade direita do seu alçado principal, ao qual se acede, aliás, por um portão encimado pela pedra de armas do século XIX, embora ainda de estilo Rocaille, dos Alvo, Brandão e Azevedo. Quanto à capela, ela destaca-se pela presença de um portal de verga curva coroado por frontão arqueado interrompido por um janelão, sendo a cornija rematada por dois pináculos, sendo ainda possível admirar no seu interior os elementos remanescentes do friso azulejar policromado oitocentista.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 207/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06- 2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13617/2012, DR, 2.ª série, n.º 206, de 24-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 24-07-2012 da DRC do Norte para alteração da categoria de classificação proposta, de CIP para MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer de 29-09-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como CIP
Parecer favorável de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 25-06-2009 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 7-11-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 31-10-1995 da DR do Porto do IPPAR
Nova proposta de 17-03-1995 da CM do Porto
Proposta de classificação de 11-07-1985 da CM do Porto
Número do Processo
Não disponível