Nota Histórico-Artistica
A paroquial de Igrejinha é um templo construído em meados do século XVI, dentro do marco estilístico maneirista, cujo carácter local não é suficiente para afastá-la do original núcleo construtivo alentejano da época moderna. A origem do monumento situa-se por 1528, ano em que o vereador da Câmara de Évora, Luís Mendes de Oliveira, e sua mulher, Isabel Jorge, doaram várias propriedades para que se edificasse uma igreja. Ainda que não tenhamos informações acerca da marcha de construção, é de crer que o estaleiro tenha estado activo nas décadas seguintes, terminando-se a fachada principal já pela segunda metade do século.
É um templo de nave única coberta por abóbada de berço, cuja mais importante particularidade é o facto de a entrada se encontrar protegida por narthex inscrito na frontaria, o que reforça a relativa monumentalidade e robustez da fachada principal. Esta é limitada por poderosos cunhais de cantaria e possui arco axial de volta perfeita sobrepujado por janela quadrangular, rematando em empena triangular. A sugestão de monumentalidade é ainda dada pelos remates dos contrafortes laterais, em forma de pináculos.
No interior, destacam-se várias realizações artísticas, com especial destaque para o núcleo de pintura barroca, onde se inclui o revestimento mural da capela das Almas, datado de 1724, e oito tábuas de um antigo retábulo, hoje conservadas na sacristia. É ainda importante referir alguns apontamentos de azulejaria seiscentista, de padrão geométrico formando tapete, e a retabulária barroca, setecentista, saída de oficinas regionais, em particular de Évora.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 246/2013, DR, 2.ª série, n.º 79, de 23-04-2013(ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovadoi por despacho de 16-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13483/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 21-01-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 19-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido à DR de Évora do IPPAR por despacho de 10-03-2006 da vice-presidente do IPPAR, para formalizar proposta de ZEP
Proposta de 19-03-2004 da DR de Évora do IPPAR para a classificação como IIP
Edital de 9-12-2003 da CM de Arraiolos
Despacho de abertura de 4-11-2003 do presidente do IPPAR
Nova proposta de abertura de 30-10-2003 da DR de Évora do IPPAR
Proposta de 31-07-1997 da DR de Évora do IPPAR para a abertura da instrução do processo de classificação
Em 19-06-1997 a CM de Arraiolos enviou documentação para instruir o processo
Processo iniciado em 1987 no IPPC
Número do Processo
Não disponível