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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ermida de Nossa Senhora da Penha

Arquitectura Religiosa / Ermida

Designação
Designação Atual
Ermida de Nossa Senhora da Penha
Outras Designações
Ermida de Nossa Senhora da Penha / Capela de Nossa Senhora da Penha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Ermida
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Implantada num afloramento rochoso no cimo da serra de São Mamede, a capela de Nossa Senhora da Penha é antecedida por um longo escadório, que termina no adro fronteiro à ermida, onde se ergue um cruzeiro, aqui colocado no início do século XX. Este é um miradouro privilegiado, sobranceiro à vila, que se observa em toda a sua extensão, e a partir do qual se avistam territórios bem mais longínquos. O adro prolonga-se, depois, num espaço bem mais reduzido, que acompanha todo o perímetro da capela. Esta, desenvolve-se numa planta em forma de L, com nave de secção trapezoidal, que se articula com a capela-mor, circular e, do lado do Evangelho, a sacristia, de desenho rectangular.
O Livro de Tombo do Arquivo Municipal permite fazer remontar a edificação da capela aos anos imediatamente anteriores a 1570, uma vez que subsistem dois registos desse ano: o primeiro, de 24 de Março, refere-se à licença concedida pelo Bispo de Portalegre para a construção de um altar e a celebração da primeira missa; o segundo às obras de reparação efectuadas e ao levantamento de casas anexas para que os seus moradores se responsabilizassem pela ermida e por uma outra muito próxima, dedicada a São Miguel. Muito embora os registos não permitam concluir a qual das ermidas as reparações eram referentes, a verdade é que não restam dúvidas sobre a existência, em 1570, da Senhora da Penha, edificada a expensas do concelho (REPENICADO, pp. 128-129).
A fachada principal, de remate em empena e cunhais pintados, é aberta por um portal de verga curva com ombreiras gravadas, ladeado por uma janela de dimensões reduzidas, e sobrepujado por óculo quadrilobado e por um registo de azulejos azuis e brancos com a representação de Nossa Senhora da Penha. Nas restantes fachadas apenas há a mencionar, a Sul, um afloramento granítico visível no interior da nave, e a Norte um banco.
No interior, a nave é coberta por abóbada de berço e as paredes são revestidas por um rodapé de azulejo em xadrez azul e branco e por azulejos brancos até à cornija. Do lado da Epístola, encontra-se um nicho e uma pia de água benta.
A capela-mor, com cúpula semiesférica, é totalmente revestida por azulejos de padrão seiscentista, identificados no corpus reunido por Santos Simões como de maçarocas ou pinhas (p-102), com cercaduras vulgares de acantos (C7). O mesmo padrão é visível numa outra igreja da vila, situada no interior do castelo - Nossa Senhora da Alegria (SIMÕES, 1971, p. 204). O retábulo-mor, em alvenaria pintada, apresenta planta côncava, com duas colunas laterais e tribuna, encimada por ático de volutas e cartela central.
Assim, podemos concluir que, à primeira campanha de obras da segunda metade do século XVI, sucedeu, já em meados da centúria seguinte, uma outra, decorativa, responsável pelo revestimento azulejar da capela-mor, terminando as intervenções com o retábulo, de linguagem barroca. A grade que fecha o arco triunfal, de volta perfeita, foi colocada há poucos anos, para evitar as frequentes profanações de que o templo era alvo, entre os quais o furto da imagem de Nossa Senhora da Penha. A que hoje observamos é uma réplica da original.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Procedimento caducado - sem protecção legal
Não aplicável

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista
Sítio do Pouso
Serra da Penha -
Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1570
1570, uma vez que subsistem dois registos desse ano: o primeiro, de 24 de Março, refere-se à licença concedida pelo B...
1971
1971, p.
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho) Implantada num afloramento rochoso no cimo da serra de São...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º ...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Azulejaria em Portugal no século XVII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1971 Lisboa
Breve roteiro da notável vila de Castelo de Vide REPENICADO, António Vicente Raposo Edição 1966 Castelo de Vide
Relação de Sucessos Históricos, Notícias e Acontecimentos Políticos, Administrativos, Sociais e Outros da Notável Vila de Castelo de Vide, separata do jornal O Castelovidense, n.º 281 - 397. REPENICADO, António Vicente Raposo Edição 1965
Memória Histórica da muito notável vila de Castelo de Vide VIDEIRA, César Augusto de Faria, Edição 1908 Castelo de Vide
Castelo de Vide - Arquitectura Religiosa, vol I TRINDADE, Diamantino Sanches Edição 1981

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