Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Localizada num dos extremos da aldeia de Atilhó, a Capela de Santa Margarida é um templo setecentista de planta retangular, com anexo lateral correspondente à sacristia. Implantada numa cota mais baixa em relação à rua fronteira, e delimitada por muro, o templo está adossado ao cemitério local.
De grande austeridade arquitetónica e decorativa, a capela apresenta fachada principal aberta por portal central, com moldura de linhas retas, idêntica à das janelas retangulares que o flanqueiam. Sobre a porta sobrepõe-se um pequeno óculo, envolvido por roseta. O frontispício é ladeado por cunhais de pilastras com entablamento, encimados por pináculos com esferas, numa solução que se repete no alçado posterior.
O elemento de maior destaque é a sineira que remata a empena na fachada principal, formada por arco de volta perfeita com duplas volutas que se unem, suportando a cruz central, flanqueada por pináculos idênticos aos dos cunhais.
No interior mantém-se a austeridade decorativa, com paredes revestidas por azulejos azuis, brancos e amarelos. Este programa decorativo terá sido executado no século XX, época de que data também o espaço da sacristia. Na capela-mor, um pouco mais larga do que a nave, destaca-se ao centro o retábulo de talha dourada e policromada, de gosto rococó, que integra a imagem da padroeira, Santa Margarida, ladeada pelas esculturas de Santa Bárbara e Santa Luzia. Nas paredes laterais deste espaço foram colocadas diversas mísulas com imaginária de devoção popular.
História
A Capela de Santa Margarida de Atilhó terá sido edificada na segunda metade do século XVIII, apontando-se a data de 1763, inscrita na fachada lateral do lado do Evangelho, como o ano da sua sagração. Estilisticamente, este templo revela fortes afinidades com a Igreja de Santa Eulália de Pensalvos, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, que foi alvo de uma intervenção arquitetónica no final do século XVII.
No século XX a capela foi intervencionada, datando desta campanha o revestimento azulejar e a edificação da sacristia.
A Capela de Atilhó foi classificada como de interesse municipal em 1986.
Catarina Oliveira
DGPC, 2017
Diploma de Classificação
A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível