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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora das Virtudes da Ordem de São Francisco

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora das Virtudes da Ordem de São Francisco
Outras Designações
Mosteiro de Nossa Senhora das Virtudes (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A origem da Igreja das Virtudes relaciona-se com o episódio lendário de aparecimento de uma imagem de Nossa Senhora a um guardador de vacas, pelos inícios do século XV. Esse facto deu origem a uma romaria ao local, o que terá determinado a construção de um primitivo templo, presumivelmente em madeira e outros materiais perecíveis. Pouco tempo depois, no reinado de D. Duarte, e crescendo de importância o local e a devoção em torno dele, o rei ordenou que se construísse um convento franciscano anexo à ermida, empreendimento a que se seguiu a edificação de um hospital, estalagens e demais estruturas de apoio à comunidade e à verdadeira peregrinação que se generalizou ao longo do século XV (MARQUES, 1995, p.77).
De inquestionável importância durante toda a Idade Moderna, os séculos mais recentes assistiram ao abandono do conjunto, antecedido pela perda de relevância da simbólica mariana aqui celebrada, definitivamente em decadência a partir do século XIX. No início da década de 90 do século XX, quando se efectuaram escavações arqueológicas no monumento, este encontrava-se em ruínas, destelhado, com os portais entaipados e múltiplos sinais de degradação.
A planimetria geral do monumento é quatrocentista, assim como os seus portais. O principal é de arco apontado, de duas arquivoltas apoiadas sobre colunelos dotados de capitéis vegetalistas de recorte tardo-gótico. O portal lateral Sul é bastante mais simples, limitando-se a incorporar aduelas que formam o perfil apontado, não existindo impostas, capitéis ou arquivoltas. O interior é de nave única relativamente pequena, articulando-se com a capela-mor que é já posterior. Por estas características, comprova-se que o projecto quatrocentista deu origem a um monumento estilisticamente coerente mas destituído de rasgos artísticos de vanguarda, num processo que privilegiou a constituição de um edifício que servisse as funções básicas devocionais.
No século seguinte, continuando a crescer em importância o local, ter-se-á alargado a capela-mor e, mais importante, construiu-se uma capela (funerária?) do lado Sul (de planta quadrangular coberta por abóbada polinervada), que comunicava com a capela-mor através de um estreito corredor, aberto por portal ogival simples.
Bastante mais importantes foram as obras realizadas na primeira metade do século XVII. Uma inscrição de 1624 dá-nos uma datação aproximada para os melhoramentos então efectuados. Estes trabalhos incidiram sobre praticamente todas as parcelas do monumento, desde a fachada principal até à capela-mor. Naquela, refez-se a secção superior, com inclusão de dois janelões do coro e reconfiguração da empena, que passou a ostentar friso horizontal e nicho axial para a imagem do orago no tímpano. Nesta, prolongou-se a estrutura mais para nascente, prevendo certamente a inclusão de um retábulo de grande escala, ao mesmo tempo que se construíram os dois pequenos nichos-retábulos que ladeiam o arco triunfal.
O convento, apesar de ter sido destruído quase completamente, localizar-se-ia do lado Norte da igreja, onde ainda se conservam alguns restos estruturais, sendo de presumir que grande parte das estruturas estejam ainda soterradas, à semelhança do que se passava com algumas parcelas do próprio templo antes de iniciados os trabalhos arqueológicos.
PAF
Diploma de Classificação
A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital N.º 125/92 de 29-09-1992 da CM de Azambuja
Despacho de homologação de 3-08-1990 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 13-07-1990 do presidente do IPPC
Parecer de 28-06-1990 do Conselho Consultivo do IPPC a propor que, face à proposta ser da CM de Azambuja e o imóvel se encontrar em estado avançado de ruína, o mesmo fosse classificado como VC
Em 9-01-1989 a CM de Azambuja enviou documentação para a instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 24-03-1980 da CM de Azambuja

Processo autónomo:
Despacho de concordância de 23-04-1980 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 10-04-1980 da COISPCN a propor a não classificação do imóvel
Proposta de classificação de 19-03-1979 da CM de Azambuja, enviada à DGEMN
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Azambuja / Aveiras de Baixo
Largo das Amoreiras, junto ès estação dos CF
Virtudes -
Polícia:
LATITUDE
39.08667
LONGITUDE
-8.828327
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1624
1624 dá-nos uma datação aproximada para os melhoramentos então efectuados. Est
1979
1979 da CM de Azambuja, enviada à DGEMN A origem da Igreja das Virtudes relaciona-se com o episódio lendário de apare...
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1990
1990 do Secretário de Estado da Cultura Despacho de concordância de 13-07-1990 do presidente do IPPC Parecer de 28-06...
1992
1992 da CM de Azambuja Despacho de homologação de 3-08-1990 do Secretário de Estado da Cultura Despacho de concordânc...
1995
1995, p.77).De inquestionável importância durante toda a Idade Moderna, os séculos mais recentes assistiram ao abando...
1996
1996 (ver Decreto) Edital N.º 125/92 de 29-09-1992 da CM de Azambuja Despacho de homologação de 3-08-1990 do Secretár...
2001
2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001 Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver De...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A Senhora das Virtudes", Ribatejo. Casos e Tradições, vol. 2 CÂNCIO, Francisco Edição 1949
"A Igreja das Virtudes (Aveiras de Baixo - Azambuja)", Revista de Arqueologia, nº2, pp.77-88 GONÇALVES, João Ludgero Marques Edição 1995 Lisboa
"O Concelho de Azambuja nas Memórias Paroquiais de 1758", Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, n.º 91. tomo II, pp. 273-351 SOARES, Maria Micaela Edição 1989 Lisboa

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