Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Implantado na lateral oeste da Praça da Liberdade, frente ao edifício do Banco de Portugal, no Porto, o Quiosque do Serviço de Transportes Coletivos do Porto é um pequeno edificado de planta retangular com os cantos chanfrados, dando às fachadas a ilusão de comporem um octógono.
Os vários panos são divididos por pilastras fingidas, salientes e intercaladas por janelas retangulares, compostas por estrutura em ferro forjado, com desenhos geométricos, que serve de encaixe a blocos de vidro martelado, com alguns fragmentos pintados, imitando vitrais. As pilastras são unidas a toda a volta por friso de almofadas retangulares. Sobre este destaca-se um grande friso octogonal.
O remate da estrutura é feito por um coroamento octogonal composto por molduras preenchidas por almofadas retangulares, alternadas por blocos salientes, uns retangulares com borlas, outros em forma de diamante.
História
O Quiosque do Serviço de Transportes Coletivos do Porto integra o conjunto de quiosques do Porto que subsistiram às mudanças urbanísticas e arquitetónicas da cidade na segunda metade do século XX.
Entre as últimas décadas de Oitocentos e as primeiras de Novecentos, a Invicta recebeu um grande número desta tipologia de estruturas de lazer, em ferro ou, os mais tardios, em betão, com modelos cujo gosto evoluiu com a arte do seu tempo. Estas micro-arquiteturas, edificadas em diferentes formas e destacando-se pelas suas cores, marcavam a paisagem urbana vendendo livros, revistas, bebidas, frutas, flores, tabaco, e servindo como local de tertúlias intelectuais ou de convívio da sociedade portuense.
Este quiosque da Praça da Liberdade, o segundo a ser edificado nesta que é a principal praça do Porto, é uma estrutura de betão de gosto vincadamente art deco. Desconhece-se a data da edificação, mas atendendo ao seu desenho geométrico modernista, pode situar-se a construção deste quiosque entre as décadas de 20 e de 30 do século XX.
Atualmente, o quiosque serve de ponto de venda de títulos de transporte. Foi classificado como de interesse municipal em 1997.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018.
Diploma de Classificação
A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível