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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja Matriz do Salvador, também denominada «Igreja Matriz de Alcáçovas», incluindo o Adro e Cruzeiro

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja Matriz do Salvador, também denominada «Igreja Matriz de Alcáçovas», incluindo o Adro e Cruzeiro
Outras Designações
Igreja Matriz do Salvador, adro e cruzeiro / Igreja Matriz de Alcáçovas, adro e cruzeiro / Igreja Paroquial de Alcáçovas / Igreja de São Salvador (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A primitiva igreja matriz de Alcáçovas, dedicada a Santa Maria, foi fundada em 1308 pelo bispo de Évora D. Fernando II (ESPANCA, Túlio, 1975). O templo foi comenda da Ordem de Cristo, e posteriormente da Ordem de Avis, tendo como padroeiros os donatários da vila, os Henriques de Trastâmara.
Em meados do século XVI, a igreja foi reconstruída segundo um novo projecto, de gosto maneirista, sendo o risco da fachada muito semelhante à estrutura da igreja do Espírito Santo de Évora. Desconhece-se o autor da traça, sabendo-se porém que durante alguns anos a obra de edificação foi dirigida pelo mestre de pedraria Baltazar Fernandes (Idem, ibidem).
Nesta época, a matriz terá mudado de orago, tendo então como padroeiro São João Baptista, e no século XVIII passou a ser dedicada a Cristo Salvador, orago que se manteve até hoje.
De planta rectangular, desenvolvida longitudinalmente, o templo apresenta uma fachada que se divide em três registos e cinco panos. Estes são marcados pela disposição de pilares dóricos, que separam o corpo principal, os corpos laterais, correspondentes às naves colaterais, e os dois torreões.
Da edificação quinhentista são os portais, o principal de moldura rectangular encimada por frontão, de gosto classicista, e os laterais, de moldura rectangular simples, e os torreões coroados por sineiras e pináculos piramidais. O programa decorativo barroco, que englobou as molduras dos janelões do segundo registo, o remate do frontão do corpo central e os fogaréus, foi executado cerca de 1748 (Idem, ibidem).
O espaço interior divide-se em três naves de cinco tramos, antecedidas por coro-alto e cobertas por abóbada de nervura assentes sobre colunas dóricas. Da campanha quinhentista subsistem também o púlpito, de mármore, e as pias de água benta. Em cada nave colateral foram abertas quatro capelas. Do lado do Evangelho foram consagradas as capelas de Nossa Senhora do Rosário, decorada com pintura mural, Nossa Senhora dos Remédios, que alberga no retábulo uma tela maneirista com a representação da Santíssima Trindade , a capela do Senhor Jesus do Pereira, e a capela-panteão dos Henriques, ou do Senhor dos Passos, reaproveitada da estrutura original do templo, mas que sofreu algumas transformações no século XVII, que no entanto não alteraram o arco gótico da entrada e os túmulos dos instituidores. Posteriormente, este espaço foi decorado com pintura mural a seco, durante duas campanhas decorativas, uma realizada no século XVIII, que corresponde ao camarim da capela, outra do século XIX, na abóbada e alçados (SOUSA, Catarina, 2003, p. 125).
Do lado da Epístola situam-se as capelas de Santo António, decorada com painéis de azulejos seiscentistas, a de São João Evangelista, a de São Miguel, e a de São Francisco Xavier, onde foi inserido o túmulo de Pedro Fernandes Colaço da Fonseca, mordomo-mor do infante D. João, que havia sido enterrado na igreja primitiva.
A capela-mor, de planta quadrangular, é antecedida por arco triunfal pleno assente em pilastras dóricas. O espaço é coberto por abóbada de caixotões de pedra, que em época posterior à sua edificação foi estucada e policromada, e as paredes laterais são forradas com painéis de azulejo de tapete, policromos e com figuração naturalista, executados por uma oficina lisboeta cerca de 1696. O retábulo-mor, de talha maneirista dourada e policromada, foi executado pelo mestre eborense Sebastião Vaz em 1640, albergando no centro uma tábua pintada em 1712, representando Cristo Salvador (ESPANCA, Túlio, 1975).
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2005
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Viana do Alentejo / Alcáçovas
Largo da Igreja
Alcáçovas -
Polícia:
LATITUDE
38.397224
LONGITUDE
-8.154893
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1308
1308 pelo bispo de Évora D.
1640
1640, albergando no centro uma tábua pintada em 1712, representando Cristo Salvador (ESPANCA, Túlio, 1975). C
1696
1696.
1712
1712, representando Cristo Salvador (ESPANCA, Túlio, 1975).
1748
1748 (Idem, ibidem).
1975
1975).
1993
1993 (ver Decreto) A primitiva igreja matriz de Alcáçovas, dedicada a Santa Maria, foi fundada em 1308 pelo bispo de ...
2003
2003, p.
2005
2005
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1978 Lisboa
"Igreja de S. Salvador de Alcáçovas", A Cidade de Évora, nº 60, pp. 211-225 ESPANCA, Túlio Edição 1968 Évora
Rota do Fresco - Roteiro SOUSA, Catarina Vilaça de Edição 2003 Cuba

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