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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense

Arquitectura Civil / Fábrica

Designação
Designação Atual
Edifício da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense
Outras Designações
Edifício da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Fábrica
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Criada em 1838, a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense foi uma das maiores unidades fabris da capital no século XIX, constituindo um ponto de referência na história da industrialização da cidade de Lisboa.
À época do seu estabelecimento, as actividades da fábrica estavam separadas. A fiação fazia-se no filatório de algodão situado no Palácio do Malheiro, em São Sebastião da Pedreira, que havia pertencido a António Pereira de Guimarães, a tecelagem, por seu turno, funcionava em paralelo no Palácio dos Condes de Camaride e na fábrica da antiga firma Pomé e C.ª, ao Campo Pequeno.
Em 1840, a sociedade da Fiação Lisbonense instala-se no antigo Convento de São Francisco de Xabregas, juntando já todas as actividades fabris no mesmo edifício. No ano de 1844, um grande incêndio deflagrou neste espaço, o que levou a que a fábrica, até 1849, passasse a funcionar no Palácio do Marquês de Niza, situado junto ao convento.
Em 1846-1847 a direcção da companhia decidiu construir um edifício de raiz para instalar a fiação e a tecelagem, escolhendo uns terrenos situados em Santo Amaro, comprados ao Conde da Ponte, para edificar a nova fábrica.
O projecto do edifício é da autoria do arquitecto português João Pires da Fonte, que com esta construção introduziu em Lisboa o "modelo inglês das fábricas incombustíveis, de espaços racionalizados e organizados segundo uma lógica produtiva, adaptada à engenharia têxtil e com utilização de pedra nas fachadas, e de ferro, na estrutura interna, como material de construção e suporte de pisos" (CUSTÓDIO, 1994, p. 377).
A Fábrica de Santo Amaro foi inaugurada em 1849, constituindo-se num edifício rectangular, dividido por quatro pisos, com uma gigantesca chaminé e albergando uma máquina a vapor que servia tanto a fiação como a tecelagem, cujos sectores se interligavam dentro do edifício.
Entre 1851 e 1855, a companhia mandou construir mais cinco edifícios, junto ao edifício principal, para que aí se instalassem máquinas de fiação e teares mecânicos em ferro, que estavam dispersos em outras zonas da cidade. Este conjunto ficou conhecido como Fábrica Pequena. Cerca de 1900, este conjunto foi aumentado com a edificação da Oficina Nova, para integrar 240 novos teares, e três anos depois, a fábrica possuía já luz eléctrica.
Na história desta empreendedora unidade fabril destaca-se ainda o facto de ter sido a primeira companhia a edificar um bairro operário para albergar os funcionários e famílias. Esta "vila operária", construída em 1873, corresponde ao bloco de casas na Rua 1º de Maio, situada nas traseiras da fábrica.
Com a implantação da República, a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, que gozou de excelente prestígio e situação financeira até 1910, começou a ter os primeiros problemas, agravados com a crise de 1917. A unidade fabril acabaria por se dissolver, e os edifícios de Santo Amaro foram vendidos, primeiro à empresa Portugal e Colónias, depois à tipografia Anuário Comercial.
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR, I.P./ 26 de Setembro de 2007
Diploma de Classificação
Em 14-12-2009 foi dado conhecimento do despacho à proprietária e à CM de Lisboa, enviando a esta última cópia do processo para a ponderação de uma eventual classificação como de IM
Despacho de revogação de 27-11-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 12-11-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação expressa do despacho de abertura de 18-06-1999
Despacho de encerramento de 6-11-2007 do director do IGESPAR, I.P.
Parecer de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a não classificação nacional
Proposta de 25-06-2007 da DR de Lisboa do IPPAR para análise do processo no Conselho Consultivo do IPPAR quanto ao valor patrimonial do imóvel
Despacho de abertura de 18-06-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta 11-06-1999 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 4-09-1997 da APAI
Número do Processo
Coord. geog. (Lisboa Hayford Gauss IGeoE): 109083; 193262
Proteção
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Não aplicável

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Alcântara
Rua Rodrigues Faria
Lisboa -
Polícia: 103
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1838
1838, a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense foi uma das maiores unidades fabris da capital no século XIX, consti...
1840
1840, a sociedade da Fiação Lisbonense instala-se no antigo Convento de São Francisco de Xabregas, juntando já todas ...
1844
1844, um grande incêndio deflagrou neste espaço, o que levou a que a fábrica, até 1849, passasse a funcionar no Palác...
1846
1846-1847 a direcção da companhia decidiu construir um edifício de raiz para instalar a fiação e a tecelagem, escolhe...
1847
1847 a direcção da companhia decidiu construir um edifício de raiz para instalar a fiação e a tecelagem, escolhendo u...
1849
1849, passasse a funcionar no Palácio do Marquês de Niza, situado junto ao convento. E
1851
1851 e 1855, a companhia mandou construir mais cinco edifícios, junto ao edifício principal, para que aí se instalass...
1855
1855, a companhia mandou construir mais cinco edifícios, junto ao edifício principal, para que aí se instalassem máqu...
1873
1873, corresponde ao bloco de casas na Rua 1º de Maio, situada nas traseiras da fábrica. C
1900
1900, este conjunto foi aumentado com a edificação da Oficina Nova, para integrar 240 novos teares, e três anos depoi...
1910
1910, começou a ter os primeiros problemas, agravados com a crise de 1917.
1917
1917.
1994
1994, p.
1997
1997 da APAI Criada em 1838, a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense foi uma das maiores unidades fabris da capita...
1999
1999 Despacho de encerramento de 6-11-2007 do director do IGESPAR, I.P.
2007
2007 do director do IGESPAR, I.P.
2009
2009 foi dado conhecimento do despacho à proprietária e à CM de Lisboa, enviando a esta última cópia do processo para...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Fábrica de Fiação e Tecidos de Algodão de Santo Amaro", Dicionário da História de Lisboa CUSTÓDIO, Jorge Edição 1994 Lisboa
"Pátios e vilas de Lisboa, 1870 -1930: a promoção privada do alojamento operário". <i>Análise Social</i>, nº 127 PEREIRA, Nuno Teotónio Edição 1994 Lisboa
Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, Vol. V (3º tomo) ATAÍDE, M. Maia Edição 1988 Lisboa

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