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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Montelavar e respetivo adro

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Montelavar e respetivo adro
Outras Designações
Igreja Paroquial de Montelavar / Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A igreja matriz de Montelavar é uma característica edificação religiosa do termo de Lisboa e um dos muitos exemplos que provam o dinamismo da imensa região rural em torno da capital pelas primeiras décadas do século XVI. Com efeito, e à semelhança de um considerável número de igrejas da zona, a paroquial de Montelavar teve uma primeira campanha construtiva manuelina, a que se seguiram diversos melhoramentos e reformulações ao longo dos dois séculos seguintes.
A parcela mais antiga do conjunto, e aquela que corresponde à primitiva edificação, é a capela-mor, de estrutura rectangular e a que se acede através de arco triunfal apontado, dotado de capitéis vegetalistas, fecho decorado com um busto de anjo e intradorso ornamento por rosetas. É um espaço de dois tramos, sendo o mais nascente diferenciado ao nível do pavimento (com três degraus), integralmente coberta por abóbada polinervada apoiada em mísulas e marcada axialmente por grandes bocetes decorados com elementos florais. Não conhecemos suficientemente o projecto manuelino da igreja, uma vez que o corpo do edifício foi radicalmente transformado algum tempo depois, mas é de supor que fosse de nave única coberta de madeira, assim se assumindo a hierarquia espacial tão característica da arquitectura religiosa rural do reinado de D. Manuel, em que as marcas qualitativas mais relevantes se concentravam no portal principal e na capela-mor.
No final do século XVII e inícios do seguinte, aproveitando um outro momento de grande desenvolvimento do reino, o templo foi objecto de uma grande campanha de obras, responsável, em termos gerais, pelo actual aspecto do conjunto. A fachada principal e a nave foram reconstruídas de raiz, e a elas se associaram, do lado Sul, a torre sineira, um alpendre (hoje fechado por janelas e com acesso a partir do exterior por portal de verga recta) e a sacristia.
A frontaria é de pano único entre pilastras-cunhais de cantaria e ostenta, axialmente, o portal, de arco abatido e encimado por tímpano curvo, a que se sobrepõe, no segundo registo, um janelão moldurado de perfil igualmente abatido. A empena é triangular, definida inferiormente por cornija que forma frontão triangular decorado com óculo circular no tímpano. A torre sineira, adossada à fachada principal, é de secção quadrangular, e eleva-se em dois andares, correspondendo o segundo às quatro arcadas sineiras, de arco de volta perfeita, terminando em domo ladeado por pináculos nos ângulos.
O interior, de nave única, tem as paredes revestidas por azulejos de padrão característicos do século XVII e possui coro-alto de madeira, adossado à frontaria e suportado por duas colunas. O tecto é de madeira, policromada com cartelas, e existe ainda um púlpito de caixa quadrangular do lado Norte. As paredes da capela-mor repetem o mesmo revestimento azulejar seiscentista e a face fundeira é integralmente ocupada por retábulo-mor de talha dourada joanina, realizado na primeira metade do século XVIII, de estrutura tripartida seccionada por pares de colunas salomónicas e duas arquivoltas no coroamento.
Sem registo de obras assinaláveis aquando do terramoto de 1755, esta igreja prova ter sido uma obra de qualidade arquitectónica acima da média, a ponto de não ser também intervencionada no século XVIII. Os primeiros trabalhos de restauro de que temos conhecimento aconteceram a partir de 1813, data em que se colocou o relógio circular na torre sineira. Algum tempo depois, o exterior foi beneficiado com uma intervenção consolidadora, acompanhada certamente por trabalhos de pintura e, provavelmente, de substituição de parcelas dos telhados.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 211/2024, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2024 (desclassificou duas construções situadas no adro) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18-12-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 204/2023, DR, 2.ª série, n.º 194, de 6-10-2023 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 4-07-2023 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 8-03-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta final de 14-06-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Proposta de 6-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a desclassificação de duas construções situadas no adro da igreja, por não possuírem valor patrimonial
Em 14-05-2014 a CM de Sintra comunicou que concordava com a desclassificação das duas construções
Anúncio n.º 95/2014, DR, 2.ª série, n.º 77, de 21-04-2014 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 3-02-2014 do diretor-geral da DGPC
Despacho de concordância de 1-11-2013 do Secretário de Estado da Cultura
Proposta de 16-10-2013 da DGPC para início de procedimento de desclassificação de duas construções situadas no adro da igreja, por não possuírem valor patrimonial
Portaria n.º 740-CU/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 3175/2012, DR, 2.ª série, n.º 32, de 14-02-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Proposta de arquivamento de 27-09-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de encerramento de 3-05-2005 do vice-presidente do IPPAR (não produziu efeitos)
Proposta de encerramento de 24-08-2000 da DR de Lisboa do IPPAR, por ter sido descaracterizada pelas obras
Despacho de abertura de 19-10-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 8-10-1999 da DR de Lisboa do IPPAR
Parecer de 11-07-1960 da JNE a propor a não classificação, por não ter elementos relevantes
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 211/2024, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2024 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18-12-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 204/2023, DR, 2.ª série, n.º 194, de 6-10-2023 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 4-07-2023 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 8-03-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta final de 14-06-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Proposta de alteração de 24-04-2017 da CM de Sintra
Em 20-02-2017 foi solicitado parecer à CM de Sintra
Proposta de 6-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Sintra / Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar
Largo da Igreja
Montelavar -
Polícia:
LATITUDE
38.860956
LONGITUDE
-9.334777
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1755
1755, esta igreja prova ter sido uma obra de qualidade arquitectónica acima da média, a ponto de não ser também inter...
1813
1813, data em que se colocou o relógio circular na torre sineira.
1960
1960 da JNE a propor a não classificação, por não ter elementos relevantes A igreja matriz de Montelavar é uma caract...
1999
1999 do vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 8-10-1999 da DR de Lisboa do IPPAR Parecer de 11-07-1960 da ...
2000
2000 da DR de Lisboa do IPPAR, por ter sido descaracterizada pelas obras Despacho de abertura de 19-10-1999 do vice-p...
2005
2005 do vice-presidente do IPPAR (não produziu efeitos) Proposta de encerramento de 24-08-2000 da DR de Lisboa do IPP...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de encerramento de 3-05-2005 do vice-presidente do...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultur...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)Anúncio n.º 3175/2012, DR, 2.ª série, n.º 32, ...
2013
2013 do Secretário de Estado da Cultura Proposta de 16-10-2013 da DGPC para início de procedimento de desclassificaçã...
2014
2014 a CM de Sintra comunicou que concordava com a desclassificação das duas construções Anúncio n.º 95/2014, DR, 2.ª...
2017
2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC Proposta de 6-01-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para...
2023
2023 da subdiretora-geral da DGPC Anúncio n.º 204/2023, DR, 2.ª série, n.º 194, de 6-10-2023 (ver Anúncio) Despacho d...
2024
2024, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2024 (desclassificou duas construções situadas no adro) (ver Portaria)Relatório...
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Título Autor(es) Tipo Data Local
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia

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Sítio Arqueológico da Granja dos Serrões
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Fonte de Cabreia, também denominada «Fonte Velha»
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Complexo de Arqueologia Industrial designado por "Buracas" de Armês
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