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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Vila Sousa

Arquitectura Civil / Vila

Designação
Designação Atual
Vila Sousa
Outras Designações
Tipologia
Vila
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O lento mas constante processo de industrialização que provocou a concentração de mão-de-obra operária em Lisboa, a partir de meados do século XIX, levou inicialmente ao surgimento de muitas habitações precárias situadas em pátios, e mais tarde à construção de villas operárias. Os eixos urbanos onde se situava a maior parte dos pátios e das vilas estão relacionados com a proximidade de zonas industriais ou portuárias, mas também com o valor económico dos terrenos. Assim, os bairros antigos da zona oriental da cidade, nomeadamente nas zonas da Graça e de Sapadores, assistiram à edificação de muitos pátios, vilas e bairros operários, constituindo o mais importante núcleo ainda hoje existente (Nuno Teotónio PEREIRA, 1994). Algumas destas vilas resultaram de adaptação ou reconstrução de antigos palácios que foram transformados em pequenos núcleos habitacionais, entre os quais se conta o antigo palácio dos Condes de Vale de Reis, no Largo da Graça.
O edifício, que pertenceu à família de D. Nuno de Mendonça, ficou devoluto após um incêndio em 1819, sendo reconstruído em 1890 como Vila Tomás Costa, posteriormente apelidada de Vila Sousa. O conjunto mantém uma estrutura típica dos antigos palácios, de resto concordante com a tipologia dos pátios e de muitas vilas, com edifícios de dois e quatro pisos e mansardas, deitando para um pátio quadrangular acessível através de um arco de pedra com portão de ferro. Sobre o portão pode ler-se a data de 1890 e o nome Vila Sousa. No centro do pátio empedrado levanta-se um candeeiro de iluminação pública. A fachada que deita para o Largo da Graça está revestida de azulejos.
Embora a Vila Sousa não constitua qualquer novidade ou excepção em termos estéticos ou formais, merece realce o facto de se tratar de uma solução de nível superior ao da maioria dos alojamentos operários deste género. A relativa qualidade das habitações em si, bem como a dimensão e desafogo do conjunto edificado, estariam na sua origem mais próximas dos ambientes da pequena burguesia do que das camadas operárias.
Sílvia Leite/ DIDA-IGESPAR, IP / 2010
Diploma de Classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 28-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por a vila não ter valor nacional, e o envio à CM de Lisboa para a ponderação da classificação como de IM
Edital N.º 37/2007 de 26-04-2007 da CM de Lisboa
Despacho de 8-11-2006 da vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura da instrução do processo de classificação, face ao valor patrimonial do conjunto
Proposta de 25-10-2006 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 29-11-1990 da CM de Lisboa, após deliberação de 11-07-1990
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Procedimento caducado - sem protecção legal
Não aplicável

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / São Vicente
Travessa das Mónicas
Lisboa -
Polícia: 6- 28
Travessa de S. Vicente
Lisboa -
Polícia: 13-15
Largo da Graça
Lisboa -
Polícia: 74-85
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1819
1819, sendo reconstruído em 1890 como Vila Tomás Costa, posteriormente apelidada de Vila Sousa. O
1890
1890 como Vila Tomás Costa, posteriormente apelidada de Vila Sousa.
1990
1990 da CM de Lisboa, após deliberação de 11-07-1990 O lento mas constante processo de industrialização que provocou ...
1994
1994).
2006
2006 da vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura da instrução do processo de classificação, face ao valor pat...
2007
2007 de 26-04-2007 da CM de Lisboa Despacho de 8-11-2006 da vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura da instr...
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)Proposta de 28-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a...
2010
2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por a vila não ter valor nacional, e o...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Pátios e vilas de Lisboa, 1870 -1930: a promoção privada do alojamento operário". <i>Análise Social</i>, nº 127 PEREIRA, Nuno Teotónio Edição 1994 Lisboa
Esta Lisboa VIEIRA, Alice Edição 1993 Lisboa

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