Edifícios onde estão instaladas as tradicionais Repúblicas de Estudantes
Arquitectura Civil / Edifício
Designação
Designação Atual
Edifícios onde estão instaladas as tradicionais Repúblicas de Estudantes
Outras Designações
Edifícios das Repúblicas de Coimbra
Tipologia
Edifício
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Segundo o art.º 197 (edição de 2007), do Código da Praxe Académica de Coimbra, com origem nos finais dos anos 50, uma República corresponde a um conjunto de estudantes que vivem em comunidade doméstica podendo esta ser de dois tipos: oficializada ou não oficializada sendo que apenas a primeira tem existência reconhecida e direito a exercer a Praxe. Igualmente uma República Oficializada tem de ser administrada exclusivamente pelos repúblicos, nesse caso um Presidente ou Mor, ter cozinha própria, placa colocada na fachada com o nome, emblema, bandeira entre outros requisitos.
É com o advento do liberalismo, num ambiente político mais propício a certas liberdades de iniciativa, que a comunidade estudantil coimbrã procura criar alternativas para fazer face à falta de alojamentos na cidade, começando então a surgir as primeiras Repúblicas. Estas casas comunitárias nasceram imbuídas de um espírito de defesa da liberdade, igualdade e irreverência, verificando-se essa atitude até no próprio nome que adoptam, num desafio declarado ao sistema vigente, tendo inclusivamente em certos casos existido um envolvimento directo das Repúblicas nas questões políticas, nomeadamente a nível universitário.
No pós 25 de Abril, curiosamente as Repúblicas sofrem uma notória degradação, até em termos das próprias instalações, tornando-se alvo de contestação permanente por parte da população de Coimbra. A partir de 1982 este processo de decadência é de algum modo travado com a intervenção das estruturas universitárias, passando os estudantes e as instalações a poder contar com o apoio dos Serviços de Acção Social, apoio que ainda hoje se mantêm.
Com base em alguns estudos efectuados, supõem-se que tenham existido ao longo dos tempos em Coimbra, cerca de uma centena e meia de Repúblicas, subsistindo hoje apenas vinte e quatro.
MariaRamalho/DGPC/Novembro 2014
Diploma de Classificação
Enviada cópia do processo à CM de Coimbra em 13-11-2014 para a ponderação de classificação como CIM
Despacho de arquivamento de 30-09-2014 do diretor-geral da DGPC
Proposta de arquivamento de 2-07-2014 da DRC do Centro, por terem sobretudo valor imaterial, não possuírem valor arquitetónico de âmbito nacional e a qualquer tempo poderem alterar a sua função
Requerimento de classificação de 22-05-1981 do Gabinete do Primeiro Ministro
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Não aplicável
ZEP
n/a
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Coimbra / Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
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Coimbra -
Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1981
1981 do Gabinete do Primeiro Ministro Segundo o art.º 197 (edição de 2007), do Código da Praxe Académica de Coimbra, ...
1982
1982 este processo de decadência é de algum modo travado com a intervenção das estruturas universitárias, passando os...
2007
2007), do Código da Praxe Académica de Coimbra, com origem nos finais dos anos 50, uma República corresponde a um con...
2014
2014 para a ponderação de classificação como CIM Despacho de arquivamento de 30-09-2014 do diretor-geral da DGPC Prop...
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