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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Mosteiro de São Cristóvão de Lafões

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Mosteiro de São Cristóvão de Lafões
Outras Designações
Real Mosteiro de São Cristóvão de Lafões / Mosteiro de São Cristóvão de Lafões (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Aqueduto do Mosteiro de São Cristóvão de Lafões (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Isolado, no cimo da serra da Arada e nas proximidades do rio Barosa, o Convento de São Cristóvão de Lafões homenageia São Bento e o local do seu primeiro retiro em Itália (Bubiaco ou Sublaco) (COCHERIL, 1978, pp. 125-132), mas também o santo padroeiro deste complexo conventual, uma vez que São Cristóvão é o protector dos "caminhantes nos lugares solitários" (VARELA GOMES, 1998, p. 362). Parece certo que lhe antecedeu uma ermida, com a mesma invocação, que ainda hoje se conserva com a data de 1672. A fundação conventual tem suscitado muitas dúvidas e interpretações, mas, hoje, e à luz da documentação, parece relativamente consensual considerar-se D. João Peculiar, Bispo do Porto, como fundador deste convento que, de início, abraçou a regra de Santo Agostinho (ALVES, 1995, pp. 11-12). O célebre Frei João Cerita foi, assim, prior e abade ao tempo de D. Afonso Henriques, período em que terá ocorrido a mudança da Regra para a de São Bento. Por fim, a adesão a Cister (com filiação directa em Claraval) foi última alteração da regra a observar no convento, que ocorreu em data próxima do ano de 1161.
Durante o período medieval, São Cristóvão de Lafões foi uma instituição muito rica, com rendimentos consideráveis (ALVES, 1995, pp. 13-17). Contudo, e à semelhança de boa parte dos mosteiros cistercienses, chegou ao século XVI num estado de considerável ruína, devido à gestão danosa dos abades comendatários. Disso mesmo nos deu conta o secretário do abade de Claraval (Dom Edme de Saulieu) que, em 21 de Dezembro de 1532 visitou o convento de São Cristóvão, então totalmente em ruínas e, onde apenas viviam 4 religiosos (ALVES, 1995, p. 18). Sobre o primitivo templo medieval, apenas sabemos que tinha três altares, cruzeiro com torre sineira ou campanário, constituindo, muito possivelmente um modelo semelhante ao da primeira igreja do Lorvão, "com cabeceira de três absides e nave aproximadamente quadrada" (VARELA GOMES, 1998, p. 363; e GOMES, 1998, p. 391 e ss; BORGES, 1992).
Foi necessário esperar pela criação da Congregação Autónoma Portuguesa, em 1567 (e reconhecida por D. Sebestião em 1560) para se criar, em Portugal, um movimento centralizador, capaz de restaurar e ou reconstruir as casas cistercienses do nosso país, actualizando ainda a sua linguagem estética, de acordo com as nomas tridentinas e o gosto barroco que se fez sentir entre o final do século XVI e o século XVIII (MOURA, 1998, p. 329). São Cristóvão de Lafões integrou-se nesta dinâmica renovadora, e a sua reconstrução iniciou-se na segunda metade do século XVII, embora nunca tenha chegado a ser concluída, uma vez que, em 1834, a extinção das Ordens Religiosas interrompeu o processo.
O convento, que dispunha das habituais dependências, organizava-se em torno do claustro, de dois pisos, formado por cinco arcos de volta perfeita e definidos por pilastras de ordem toscana. A zona Este encontra-se incompleta e a igreja situa-se no ângulo Sudeste do claustro. Reconstruído pela terceira vez em 1704, após um incêndio, o templo apresenta nave de planta quadrada mas com os cantos cortados, a que se acede através de uma profunda galilé, oposta à capela-mor, igualmente longa. De acordo com os estudos recentes de Paulo Varela Gomes, esta configuração forma um triplo quadrado, cuja concepção pode ser anterior ao início do século XVIII, e que remete para uma série de exemplos de planta centralizada existentes no Centro e Norte litoral (VARELA GOMES, 1998, p. 364). O zimbório que remata a nave é mais tardio, tal como o óculo de moldura rococó, que se abre sobre o coro. Por sua vez, as molduras em granito do exterior e do interior, de fomas compactas, ou de "um austero estilo de placas" recorda o trabalho executado á época no Norte do país e na Galiza (VARELA GOMES, 1998, p. 364).
Actualmente, e depois de décadas de abandono, o convento foi recuperado encontrando-se na posse de particulares.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Declaração de retificação n.º 1061/2015, DR, 2.ª série, n.º 237, de 3-12-2015 (retificou a localidade e a freguesia) (ver Declaração
Portaria n.º 837/2015, DR, 2.ª série, n.º 223, de 13-11-2015 (alterou a designação para Mosteiro de São Cristóvão de Lafões) (ver Portaria)
Despacho de concordância de 23-10-2015 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 12-10-2015 do diretor-geral da DGPC
Informação favorável de 29-05-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Informação favorável de 29-09-2015 da DRC do Centro
Proposta de 3-09-2015 dos proprietários para a alteração da designação da classificação, de "Convento de São Cristóvão de Lafões" para "Mosteiro de São Cristóvão de Lafões", para corresponder à designação adotada para os cistercienses
Portaria n.º 399/2010, DR, 2.ª série, n.º 113, de 14-06-2010 (classificou o Convento de São Cristóvão de Lafões) (ver Portaria)
Edital de 31-01-2003 da CM de São Pedro do Sul
Despacho de homologação de 23-10-2002 do Ministro da Cultura
Parecer de 22-09-2002 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP do Mosteiro de Lafões
Proposta de 26-07-1999 da DR de Coimbra do IPPAR para a classificação como IIP
Edital de 12-05-1998 da CM de São Pedro do Sul
Despacho de abertura de 17-06-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 3-06-1996 da DR de Coimbra do IPPAR para a abertura do processo de instrução da classificação
Proposta de 24-05-1996, de particular, para a classificação do Convento de Lafões
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Declaração de retificação n.º 1061/2015, DR, 2.ª série, n.º 237, de 3-12-2015 (retificou a localidade e a freguesia) (ver Declaração
Portaria n.º 837/2015, DR, 2.ª série, n.º 223, de 13-11-2015 (alterou a designação para Mosteiro de São Cristóvão de Lafões) (ver Portaria)
Portaria n.º 399/2010, DR, 2.ª série, n.º 113, de 14-06-2010 (sem restrições) (fixou a ZEP do Convento de São Cristóvão de Lafões) (ver Portaria)
Edital de 4-08-2008 da CM de São Pedro do Sul
Despacho de concordância de 28-01-2008 da Ministra da Cultura
Edital de 31-07-2007 da CM de São Pedro do Sul
Despacho de concordância de 3-04-2007 do presidente do IPPAR
Parecer de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a alteração, seguindo, na maior parte do perímetro, a linha de água que envolve o mosteiro
Nova proposta de 27-08-2003 da DR de Coimbra
Despacho de homologação de 23-10-2002 do Ministro da Cultura
Parecer de 22-09-2002 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a revisão dos limites, tendo em consideração as linhas de água
Proposta de 26-07-1999 da DR de Coimbra
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / São Pedro do Sul / Valadares
-- --
Valadares -
Polícia:
LATITUDE
40.76342
LONGITUDE
-8.173074
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1061
1061/2015, DR, 2.ª série, n.º 237, de 3-12-2015 (retificou a localidade e a freguesia) (ver Declaração Portaria n.º 8...
1161
1161.
1532
1532 visitou o convento de São Cristóvão, então totalmente em ruínas e, onde apenas viviam 4 religiosos (ALVES, 1995,...
1560
1560) para se criar, em Portugal, um movimento centralizador, capaz de restaurar e ou reconstruir as casas cistercien...
1567
1567 (e reconhecida por D.
1672
1672.
1704
1704, após um incêndio, o templo apresenta nave de planta quadrada mas com os cantos cortados, a que se acede através...
1834
1834, a extinção das Ordens Religiosas interrompeu o processo. O
1978
1978, pp.
1992
1992).
1995
1995, pp.
1996
1996 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 3-06-1996 da DR de Coimbra do IPPAR para a abertura do processo de instr...
1998
1998 da CM de São Pedro do Sul Despacho de abertura de 17-06-1996 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 3-06-1996 d...
1999
1999 da DR de Coimbra do IPPAR para a classificação como IIP Edital de 12-05-1998 da CM de São Pedro do Sul Despacho ...
2002
2002 do Ministro da Cultura Parecer de 22-09-2002 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP d...
2003
2003 da CM de São Pedro do Sul Despacho de homologação de 23-10-2002 do Ministro da Cultura Parecer de 22-09-2002 do ...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 113, de 14-06-2010 (classificou o Convento de São Cristóvão de Lafões) (ver Portaria)Edital ...
2015
2015, DR, 2.ª série, n.º 237, de 3-12-2015 (retificou a localidade e a freguesia) (ver Declaração Portaria n.º 837/20...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Cister, a arquitectura e a cultura artística na época moderna", Arte de Cister em Portugal e Galiza (catálogo da exposição), pp. 230-279 PEREIRA, José Fernandes Edição 1998 Lisboa
Visitações a Mosteiros Cistercienses em Portugal. Séculos XV e XVI GOMES, Saul António Edição 1998 Lisboa
Arte Monástica em Lorvão, Sombras e Realidade, Dissertação de Doutoramento BORGES, Nelson Correia Edição 1992 Coimbra
"Património Histórico-Cultural da Região de Lafões", Millenium - Revista do ISPV - n.º 22 - Abril de 2001 OLIVEIRA, A. Nazaré Edição 2001 Viseu
Arquitectura, Religião e Política em Portugal no século XVII - A Planta Centralizada GOMES, Paulo Varela Edição 2001 Porto
O Real Mosteiro de São Cristóvão de Lafões ALVES, Alexandre Edição 1995 Viseu
"Da figuração à abstracção. O percurso artístico dos mosteiros cistercienses em Portugal entre os séculos XVI e XVIII", Arte de Cister em Portugal e Galiza (catálogo da exposição), pp.328- 375. MOURA, Carlos Alberto Louzeiro Edição 1998 Lisboa
Routier des abbayes cisterciennes du Portugal COCHERIL, Maur Edição 1986 Paris

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Igreja de São João Batista, paroquial de Souto de Lafões, incluindo o seu património integrado
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A Pedra da Escrita
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Castro de Nossa Senhora da Guia e Capela e Adro de Nossa Senhora da Guia
Castro de Nossa Senhora da Guia e Capela e Adro de Nossa Senhora da Guia

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