Nota Histórico-Artistica
Edificado em 1526, o Convento de Santo António do Fundão faz parte de um conjunto de conventos franciscanos edificados nas Beiras a partir da centúria de Quatrocentos, de que se destacam os cenóbio s de São Francisco na Guarda e na Covilhã, os de Santo António em Trancoso, Castelo Branco e Guarda, ou o do Espírito Santo em Gouveia.
Apesar da sua fundação no primeiro quartel do século XVI, o convento do Fundão só seria inaugurado em 1577, sendo que foi alvo de campanhas de obras pontuais até aos finais de Setecentos. O conjunto é composto pela igreja e pelas dependências conventuais organizadas em torno do claustro.
De planta rectangular, a igreja possui fachada principal de sóbrias linhas maneiristas, Dividida em dois registos, apresenta no primeiro uma arcada embebida na parede, com três arcos de volta perfeita, o do centro enquadrando o portal principal, os laterais, de moldura cega, com janelas. O piso superior tem uma janela ao centro ladeada por dois nichos monumentais e encimada por um terceiro nicho.
O interior da igreja resulta das obras executadas no século XVIII, apresentando nave única com cabeceira rectangular e abóbada de berço - originalmente em madeira policromada - um arco triunfal, dois confessionários e dois púlpitos laterais. A capela-mor, reedificada em 1738 possuía originalmente um imponente retábulo de talha, que em 1923 foi vendido para a Igreja Matriz de Partida.
O claustro, de dois pisos, congrega em seu torno as antigas dependências conventuais, nomeadamente o refeitório e cozinha, o scriptoria, a biblioteca, adega e oficinas. O piso superior destinava-se às celas dos frades, à casa de hóspedes e respectiva enfermarias.
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR, I.P./ Junho de 2011
Diploma de Classificação
Edital n.º 168/2021, DR, 2.ª série, n.º 25, de 5-02-2021 (ver Edital)
Deliberação de 13-11-2020 da CM do Fundão a determinar a classificação como como MIM
Edital n.º 587/2019, DR, 2.ª série, n.º 89, de 9-05-2019 (ver Edital)
Deliberação de 29-03-2019 da CM do Fundão a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM
Anúncio n.º 13735/2012, DR, 2.ª série, n.º 226, de 22-11-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 24-10-2012 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento do procedimento, por não ter valor nacional, e o envio de cópia do processo à CM do Fundão, para a ponderação da classificação como de IM
Nova proposta de 16-10-2012 da DRC do Centro para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido em 8-11-2006 à DR de Castelo Branco do IPPAR para formalizar proposta de ZEP
Proposta de 31-08-2004 da DR de Castelo Branco do IPPAR para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 11-04-2003 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 7-04-2003 da DR de Castelo Branco do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de 31-05-1993 da CM do Fundão a solicitar a interrupção do processo, por o imóvel estar em vias de recuperação para unidade hoteleira
Proposta de classificação de 10-01-1986 da CM do Fundão
Número do Processo
Não disponível