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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Marcos de demarcação da zona de produção de vinhos generosos do Douro

Arquitectura Civil / Marco

Designação
Designação Atual
Marcos de demarcação da zona de produção de vinhos generosos do Douro
Outras Designações
Marcos de Demarcação da Zona de Produção de Vinhos Generosos do Douro em Peso da Régua (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Marco
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Localizados na freguesia de Galafura, estes marcos integram um conjunto de outros exemplares da mesma tipologia executados em granito e classificados como "Imóvel de Interesse Público" em 1946, caracterizando parte importante de toda a região vinhateira do Alto Douro inscrita na lista de Património Mundial da UNESCO sob a designação genérica de "Alto Douro Vinhateiro".

Esta região encontra-se geograficamente demarcada ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, com toda a diversidade que lhe é característica em termos de Fauna e de Flora, essencialmente decorrente das variadas características geológicas e influências climatéricas típicas desta região do país, que sobressairá, no entanto, pela sua "mediterraneidade".
Foi, contudo, a especificidade dos seus solos que acabou por conferir a toda esta região uma paisagem de contornos absolutamente únicos no panorama nacional e internacional, elevando-a ao lugar de mais antiga região vitícola do Mundo, regulamentada por um sistema de classificação das parcelas e dos respectivos vinhos, numa expressão máxima da influência do elemento antrópico sobre o desenvolvimento económico e cultural desta região ao longo dos séculos, expressa no elemento paisagístico, sua principal fonte de recursos de vivências quotidianas. Mas o "Alto Douro Vinhateiro" é de igual modo exemplar pela hegemonia, quase única, alcançada entre o Homem e a Natureza, numa interligação contínua de respeito e de afectos, que os crescentes interesses urbano-industriais ainda não lograram corromper, criando um ecossistema modelado por socalcos que evitam a erosão dos terrenos e permitem o cultivo da vinha. Pelo contrário, o indiscutível valor antigo, histórico e monumental desta vasta região transformou-se na sua maior valência, salvaguardando-a para a posteridade, enquanto "projecto" cultural (porquanto socialmente único, sobretudo em termos etnográficos) inserto numa ampla estratégica de crescimento das regiões do interior de Portugal mediante a criação de novos roteiros e necessidades turísticas.
Datará de 1675 a primeira alusão que possuímos à existência do "Vinho do Porto", inserta numa documentação referente à sua exportação para os Países Baixos. Foi, no entanto, com o "Tratado de Methuen", celebrado em 1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a obter a projecção que conhecemos desde então, designadamente ao penetrar no exigente e restritivo mercado britânico, que passaria a optar pelos vinhos portugueses. O enorme sucesso alcançado com esta medida estimulou de forma notória os seus produtores, procedendo-se, já em pleno século XVIII, à ampla reestruturação dos vinhedos, elegendo-se os terrenos da zona do Cima Corgo, onde o vinho obtido se apropriaria mais às tradições alimentares das Ilhas Britânicas. Foi essencialmente a partir dessa altura que se operou uma ampla transformação na paisagem circundante, adaptando-a às necessidades económicas de todo um país. Mas ao submeter-se, dessa forma, ao domínio da vinha, teve lugar uma crise de superprodução, apenas ultrapassada com a criação, em 1756, da "Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro" por iniciativa do futuro Marquês de Pombal (1699-1782) com a qual se pretendia garantir a qualidade do vinho, a fixação dos preços e a demarcação da região vinhateira.
E foi no âmbito desta última medida que, em 1757, se procedeu à colocação de 201 marcos de fabrico com a intenção de prolongar esta primeira grande delimitação, alargada quatro anos depois, com a fixação de mais 134 marcos. Executados em granito, é na face alisada destes elementos paralelepipédicos voltada para os caminhos, que se lê, epigrafada, a designação "Feitoria 1758" ou "Feitoria 1761" com a qual se distinguem os vinhos esportáveis.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 35 909, DG, Série I, n.º 236, de 17-10-1946 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Peso da Régua / Galafura e Covelinhas
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Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1675
1675 a primeira alusão que possuímos à existência do "Vinho do Porto", inserta numa documentação referente à sua expo...
1699
1699-1782) com a qual se pretendia garantir a qualidade do vinho, a fixação dos preços e a demarcação da região vinha...
1703
1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a obter a projecção que conhecemos desde então, designadam...
1756
1756, da "Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro" por iniciativa do futuro Marquês de Pombal (1699-1...
1757
1757, se procedeu à colocação de 201 marcos de fabrico com a intenção de prolongar esta primeira grande delimitação, ...
1758
1758" ou "Feitoria 1761" com a qual se distinguem os vinhos esportáveis.
1761
1761" com a qual se distinguem os vinhos esportáveis.
1782
1782) com a qual se pretendia garantir a qualidade do vinho, a fixação dos preços e a demarcação da região vinhateira...
1946
1946 (ver Decreto) Localizados na freguesia de Galafura, estes marcos integram um conjunto de outros exemplares da me...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Quintas do Douro. As Arquitecturas do Vinho do Porto FAUVRELLE, Natália Edição 1999 Porto
História da Viticultura Duriense e do vinho do Porto. Douro e Vinho do Porto: uma Bibliografia CASTRO, Adelaide Gil Sarmento de Edição 1999 Porto
O Vinho do Porto: notas sobre a sua história, produção e tecnologia ROSAS, José António Ramos-Pinto, PIMENTEL, Eduardo Serpa, GALHANO, Amândio, FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1998 Porto
Candidatura do Alto Douro Vinhateiro a Património Mundial BIANCHI-DE-AGUIAR, Fernando Edição 2000 Porto

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