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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Marco granítico n.º 71

Arquitectura Civil / Marco

Designação
Designação Atual
Marco granítico n.º 71
Outras Designações
Marco na Real Companhia Velha / Marcos de Demarcação da Zona de Produção de Vinhos Generosos do Douro em Santa Marta de Penaguião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Marco
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
O marco granítico n.º 71 integra-se no vasto conjunto dos padrões de demarcação que, no século XVIII, serviram para delimitar geograficamente a Região Vinhateira do Alto Douro, ou Alto Douro Vinhateiro. Está atualmente em exposição no edifício da Real Companhia Velha, em Vila Nova de Gaia.
Este marco, em forma de paralelepípedo com remate liso, assenta sobre uma base de madeira, apresentando uma estrutura de 139 cm de altura por 34 cm de largura. Na face principal foi gravada a inscrição "FEITORIA 1758 Ã", distribuída por quatro linhas e realçada. São notórias algumas lacunas, no campo superior direito e nas arestas da face posterior.
História
Embora se conheçam referências documentais ao Vinho do Porto desde o terceiro quartel do século XVII, será a partir do Tratado de Methuen, celebrado em 1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O referido acordo entre as duas coroas estimulou de forma notória a produção nacional, procedendo-se então à reestruturação dos vinhedos e elegendo-se os terrenos da zona do Cima Corgo para a sua produção.
No entanto, a elevada produção da região, que transformou totalmente a sua paisagem e passou a dedicar-se em exclusivo à vinha, levou a uma crise de superprodução de vinho, apenas ultrapassada com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no ano de 1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O estabelecimento da Companhia teve como objetivo demarcar a região vinícola do Alto Douro, garantindo assim a qualidade do vinho e criando a primeira zona mundial de origem controlada no sentido em que é hoje entendido esse conceito.
Foi justamente no âmbito desta medida que em 1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colocação de 201 marcos de granito, aos quais se juntaram, em 1761, mais 134 marcos. Este vasto conjunto de imponentes padrões de pedra marca uma extensa região que se estende ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, abrangendo nove concelhos dos distritos de Vila Real e Viseu.
Executados em granito, estes padrões paralelepipédicos foram gravados com a designação "Feitoria", havendo nalguns casos a adição do ano em que foram colocados. A demarcação e a respetiva colocação dos marcos foram realizadas pela Comissão Demarcante, constituída por Carvalho e Melo, e o texto resultante deste trabalho permite identificar as vinhas demarcadas, os seus proprietários e o local de implantação original do marco.
Em 1946 grande parte dos marcos pombalinos foram classificados como de interesse público, sendo então catalogados com um número. Estão integrados na classificação do Alto Douro Vinhateiro, inscrito em 2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.
pensa-se que o marco classificado com o n.º 71 corresponda ao sétimo marco colocado na demarcação da freguesia de Alvações do Corgo. Este padrão estaria originalmente implantado na vinha de Manuel Teixeira, a norte da estrada para Nogueira.
Em 1950 era localizado na Azinheira, servindo de canteiro num armazém, propriedade de Alberto Artur Teixeira. Este proprietário vendeu o padrão à Real Companhia Velha, que o colocou em exposição nas suas caves de Gaia.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
(com a colaboração do Museu do Douro)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 35 909, DG, I Série, n.º 236, de 17-10-1946 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Vila Nova de Gaia / Mafamude e Vilar do Paraíso
-- num armazém localizado na Azinheira
- -
Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1703
1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O
1756
1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O
1757
1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colo...
1758
1758 Ã", distribuída por quatro linhas e realçada. Sã
1761
1761, mais 134 marcos.
1946
1946 (ver Decreto) ImóvelO marco granítico n.º 71 integra-se no vasto conjunto dos padrões de demarcação que, no sécu...
1950
1950 era localizado na Azinheira, servindo de canteiro num armazém, propriedade de Alberto Artur Teixeira.
2001
2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.pensa-se que o marco ...
2010
2010.pensa-se que o marco classificado com o n.º 71 corresponda ao sétimo marco colocado na demarcação da freguesia d...
2018
2018(com a colaboração do Museu do Douro)
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Marcos da Demarcação AA.VV. Edição 2007 Peso da Régua
As demarcações pombalinas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1951 Porto
As demarcações marianas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1996 Porto

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