Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Situado no núcleo mais antigo da pequena localidade de Salzedas, o Bairro, ou Burgo do Quelho, cresceu à sombra do Mosteiro de Santa Maria da Ordem de Cister fundado em 1168, integrando-se numa região que conserva ainda grande parte da ruralidade que sempre a caraterizou.
Trata-se de um conjunto maioritariamente habitacional, que revela ainda muito do marco rural em que foi gerado, evidenciando alguns pisos térreos a função de curro para animais, sendo a parte residencial limitada ao segundo piso e, caso exista, terceiro. Abundam ainda vestígios de técnicas e materiais de construção aplicados de forma exemplar, com destaque para a utilização da terra, os alpendres em madeira, bem como pequenos corpos avançados nos pisos superiores, por forma a aumentar ligeiramente o espaço interno, à custa de uma sobreposição com o espaço público, ele próprio muito reduzido e composto por apertadas e sinuosas artérias de comunicação. Esta disposição dominante carateriza ainda a maior parte das edificações ao longo da Rua da Senhora do Arco, Rua da Ramalha, Rua do Carvalho e Praça António Pereira de Sousa, contribuindo para a homogeneidade do conjunto. Existem, todavia, já alguns casos de corrupção deste antigo modelo, em particular na Praça principal, onde surgem edifícios dissonantes, que utilizam já a cantaria regular em vez da tradicional irregularidade própria dos materiais mais antigos.
História
Tradicionalmente considerada a antiga Judiaria de Salzedas, o Bairro do Quelho correponde, antes, ao primitivo aglomerado urbano gerado em torno do Mosteiro medieval.
Aguarda-se ainda pela definição de um projeto de intervenção global, que reforce as características unitárias deste relevante e único conjunto urbano.
Paulo Fernandes/IPPAR/2006 atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2018.
Diploma de Classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 17-02-2006 da vice-presidente do IPPAR
Número do Processo
Não disponível