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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Megálito-capela adjacente à igreja paroquial de Alcobertas, a qual é incluída na classificação

Arquitectura Religiosa / Conjunto

Designação
Designação Atual
Megálito-capela adjacente à igreja paroquial de Alcobertas, a qual é incluída na classificação
Outras Designações
Igreja de Santa Maria Madalena, paroquial de Alcobertas, e megálito-capela adjacente / Anta-capela de Alcobertas / Igreja Paroquial de Alcobertas / Igreja de Santa Maria Madalena (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Conjunto
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
"Antes de esta Igreja o ser era huma pequena Ermidinha, mal composta, e tosca, cujas paredes se firmavão sobre humas pedras grandes que alli creou a natureza, e entre ellas se edificou a pobre Ermidinha, e alli collocarão, para ser venerada, huma Imagem de Santa Maria Madalena" (CARDOSO, 1747, p.192).
A Igreja paroquial de Alcobertas é um raro exemplo de cristianização de um ancestral monumento megalítico, que sobreviveu até aos nossos dias inserido na obra arquitectónica do templo. Trata-se de uma anta de planta poligonal, composta por sete esteios, dotada de corredor de extensão desconhecida, mas de que ainda se conservam dois esteios, que formam a passagem da câmara para o interior da igreja. As diversas reformas efectuadas no conjunto monumental levaram à adulteração de parcelas no monumento pré-histórico, entre as quais se conta a colocação de um telhado de quatro águas, revestimentos nas juntas dos esteios e colocação de um retábulo junto ao esteio de fundo.
A igreja propriamente dita deve datar dos anos finais do século XV, crescendo de importância nas décadas seguintes, a ponto de o arcebispo de Lisboa a ter elevado a templo principal da freguesia, a 4 de Julho de 1536.
A sua actual configuração resulta de uma campanha de obras levada a cabo na transição para o século XVIII. A anta deixou, então, de funcionar como capela-mor do templo, passando a desempenhar as funções de capela lateral.
Estilisticamente, o conjunto é algo incaracterístico, destinado a reforçar a monumentalidade da fachada principal, prolongada verticalmente de forma artificial. Esta é antecedida por alpendre de água única assente sobre tripla arcada classicizante (de colunas com assinalável entásis), de arcos abatidos, sobre a qual se abre janelão do coro e nicho com imagem do orago. Do lado esquerdo, integrada no corpo do templo, eleva-se torre sineira de secção quadrangular, quatro vãos sineiros e terminação piramidal, igualmente muito vertical.
O interior é de nave única, com capela baptismal (onde se inclui uma pia de perfil manuelino), arco de volta perfeita de acesso à anta-capela e cabeceira tripartida, mais larga que o corpo, com capela-mor ladeada por duas pequenas sacristias e acesso pelo exterior do lado direito. Salientam-se os conjuntos azulejares seiscentistas, que ornamentam o frontal de altar (com figuração de Santa Madalena enquanto pecadora) e o arco de acesso à anta (em que a santa reza aos pés de Cristo).
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Rio Maior / Alcobertas
EN 1,114, a NNE de Rio Maior (a c. de 10 km)
Alcobertas -
Polícia:
LATITUDE
39.418474
LONGITUDE
-8.903552
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1536
1536.
1747
1747, p.192).A Igreja paroquial de Alcobertas é um raro exemplo de cristianização de um ancestral monumento megalític...
1957
1957 (ver Decreto) "Antes de esta Igreja o ser era huma pequena Ermidinha, mal composta, e tosca, cujas paredes se fi...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Notas arqueológicas da região de Alcobertas", Actas e Memórias do I Congresso Nacional de Arqueologia, pp.281-292 BARBOSA, Francisco, PAÇO, Manuel Afonso do, SOUSA, José do Nascimento e, BARBOSA, Francisco Bergstrom Edição 1959 Lisboa
"Antas-capelas e capelas junto a antas no território português: elementos para o seu estudo", A Cidade de Évora, 2ª série, nº1, pp.287-329 SARANTOPOULOS, Panagiotis, BALESTEROS, Carmen, OLIVEIRA, Jorge de Edição 1996 Évora
"Breves palavras sobre Arqueologia do Concelho de Rio Maior", Revista de Guimarães, vol. LXXXVIII, pp.389-399 ALMEIDA, Fernando de Edição 1979 Guimarães
Diccionario geografico, ou noticia historica de todas as cidades, villas, lugares, e aldeas, Rios, Ribeiras, e Serras dos Reynos de Portugal e Algarve, com todas as cousas raras, que nelles se encontrão, assim antigas, como modernas, vol. I CARDOSO, Pe. Luís Edição 1747 Lisboa
Rio Maior, estudo da Vila e seu Concelho DUARTE, Fernando Edição 1951 Rio Maior

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