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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja Paroquial de Soutelinho da Raia e fonte medieval próxima

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja Paroquial de Soutelinho da Raia e fonte medieval próxima
Outras Designações
Igreja Paroquial de Soutelinho da Raia / Igreja de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Constituindo um dos seis concelhos da região do 'Alto Tâmega', Chaves testemunha origens muito remotas, conquanto predominem os correspondentes à Idade do Ferro (a exemplo dos povoados fortificados de altura) e do período romano, ao qual remontam diversas tipos construtivos, nomeadamente no que diz respeito ao sistema viário, numa evidência da da localização estratégica da região e da própria fertilidade dos solos, riqueza termal e abundância mineral dos subsolos.

Antiga e imponente Aqua Flaviae romana, pontuada de obras arquitectónicas características de uma urbe da sua importância, Chaves acumulou valências ao longo dos tempos, embora a sua imponência declinasse a partir do século III, mormente com as denominadas "invasões bárbaras", que ditaram a destruição quase total da cidade romana, agravada durante a presença moura, com as intermináveis incursões bélicas e a consequente fuga populacional para as montanhas, até que, já no século XI, D. Afonso III (848-912), o 'Magno', de Castela, a reconquistou, ordenando a sua reconstrução e repovoamento. Chaves, porém, integraria 'Portugal' apenas em 1160.

Este quadro de permanente instabilidade era, contudo, compreensível perante a sua condição fronteiriça, que justificou o levantamento, por ordem de D. Dinis (1261-1325), do extenso sistema defensivo ainda hoje parcialmente visível na cidade, fortalecido no reinado de D. Afonso III (1210-1279), com a doação do principal instrumento de autonomia concelhia - ao mesmo tempo que de incentivo ao repovoamento -, ou seja, o foral, confirmado no reinado de D. Afonso IV (1291-1357) e renovado por D. Manuel I (1469-1521), em 1514. Uma pacificação que permitiu conduzir um crescente número de campanhas de obras, do qual resultou a construção de múltiplos edifícios que renovaram a cidade e lhe reconcederam a voltaram a dotar a monumentalidade há muito perdida e/ou esquecida, ainda que as contendas militares acabassem por devastar pontualmente as suas terras até ao século XIX.

De entre as inúmeras freguesias que compõem, na actualidade, o concelho de Chaves, faz parte Soutelinho da Raia, que, como o próprio nome indica, se situa na zona fronteiriça, entre Portugal e Espanha, caracterizando-se pelos bosques densos e cerrados dos seus limites, integrando um dos caminhos portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela.

Povoação de típicas e antigas construções graníticas, Soutelinho da Raia dispõe de alguns monumentos interessantes do ponto de vista, quer histórico, quer artístico. Disto é bem um exemplo a igreja paroquial, edifício consagrado a Santa Bárbara e erguido entre os séculos XVII e XVIII, inscrevendo-se, por conseguinte, na gramática construtitva e decorativa barroca.

O alçado principal é encimado por nicho com imagem granítica e torre sineira de dupla ventana. No interior, deste robusto templo de pequenas dimensões, de nave única, sobressaem os fragmentos dos frescos que cobririam as paredes (a relembrar a primitiva feição renascentista da igreja), assim como a talha policroma dos altares mor e laterais, como policromado é o seu tecto de madeira.

Associada à classificação da igreja, encontra-se a fonte medieval de cobertura de duas águas que se ergue nas suas proximidades, similar a outras denominadas "fontes de chafurdo" (ou "de mergulho") existentes nesta região do país.

[AMartins]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 443/2006, DR, II Série, n.º 49, de 9-03-2006 (ver Portaria)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Chaves / Calvão e Soutelinho da Raia
-- -
Soutelinho da Raia -
Polícia:
LATITUDE
41.828777
LONGITUDE
-7.575353
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1160
1160.
1210
1210-1279), com a doação do principal instrumento de autonomia concelhia - ao mesmo tempo que de incentivo ao repovoa...
1261
1261-1325), do extenso sistema defensivo ainda hoje parcialmente visível na cidade, fortalecido no reinado de D.
1279
1279), com a doação do principal instrumento de autonomia concelhia - ao mesmo tempo que de incentivo ao repovoamento...
1291
1291-1357) e renovado por D.
1325
1325), do extenso sistema defensivo ainda hoje parcialmente visível na cidade, fortalecido no reinado de D.
1357
1357) e renovado por D.
1469
1469-1521), em 1514.
1514
1514.
1521
1521), em 1514.
2006
2006, DR, II Série, n.º 49, de 9-03-2006 (ver Portaria) Constituindo um dos seis concelhos da região do 'Alto Tâmega'...
3
IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Vias romanas das regiões de Chaves e Bragança", Revista de Guimarães BARRADAS, Lereno Antunes Edição 1956 Guimarães
"Chaves", Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
Levantamento Arqueológico do Concelho de Chaves, relatórios anuais de actividades TEIXEIRA, Ricardo Jorge Coelho Marques Abrantes, AMARAL, Paulo Edição 1992 Chaves
De Aquae Flaviae a Chaves. Povoamento e organização do território entre a Antiguidade e a Idade Média, Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto TEIXEIRA, Ricardo Jorge Coelho Marques Abrantes Edição 1996 Porto
Os castros do concelho de Chaves MARTINS, João Baptista Edição 1993 Chaves
Inventário de sítios com interesse arqueológico do Concelho de Chaves MARTINS, João Baptista Edição 1984 Chaves
Visita a Castros nos arredores de Chaves MONTALVÃO, António Edição 1971 Chaves
Caminhos portugueses de peregrinação a Santiago - Itinerários portugueses TÉRRON, Angêles Garcia, PORTUGAL, José Edição 1995 Galicia
Guia de Portugal, Trás-os-Montes e Alto Douro, I - Vila Real, Chaves e Barroso Obra

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