Nota Histórico-Artistica
Sítio
O cemitério de São Cristóvão localiza-se no concelho de Vieira do Minho a nascente da Vila de Ruivães, no Outeiro de São Cristóvão. Implanta-se na vertente setentrional da Serra da Cabreira, num planalto a uma altitude de cerca de 650 metros, com acesso pedestre.
É constituído por um conjunto de quatro sepulturas antropomórficas talhadas na rocha granítica que se destacariam na paisagem circundante. Duas encontram-se danificadas tendo conservado apenas parte da cabeceira. Nenhuma preserva a cobertura original. Orientadas noroeste-sudoeste, as duas estruturas funerárias completas apresentam, respetivamente 1,74 m e 1,72 m de comprimento o que, seguindo os cálculos propostos por Mário Barroca, correspondiam a indivíduos com alturas na ordem dos 1,62 e 1,64 m. A largura máxima, junto aos ombros, é de 0,44 m para a primeira, e de 0,41 m para a mais pequena.
As características destes sepulcros limitam a atribuição de uma cronologia fina. A ausência de espólio e de material osteológico, de estratigrafia associada, assim como as frequentes violações dificultam essa ação. De uma forma geral, a construção de sepulturas rupestres baliza-se entre os séculos VIII e XII.
Este local nunca foi alvo de uma escavação arqueológica, mas os vestígios à superfície revelam a existência de edificações de planta retangular e quadrada. De acordo com as informações constantes no Inventário de Sítios e Achados Arqueológicos do Concelho de Vieira do Minho, realizado por Luís Fontes e Ana Roriz, trata-se das ruínas de um povoado Medieval, possivelmente São Martinho de Vilar de Vacas, cuja freguesia é citada nas Inquirições de 1258. A tradição popular coloca aqui a existência de uma capela, reforçada ainda, pela descoberta de uma possível pia batismal. O mesmo trabalho indica, neste espaço, a existência de um povoado de Época Romana, aferível pela concentração de cerâmica de construção, tipo tegulae e imbrices, cerâmica de uso doméstico e blocos de granito afeiçoados.
História
A mais antiga referência ao cemitério de São Cristóvão encontra-se no artigo Por Terras de Vieira. II As sepulturas abertas em rocha de Ruivães , de 1940, da autoria de Carlos Teixeira, seguido de Sepulturas abertas na rocha, de António Augusto da Rocha Peixoto publicado em 1967. Mais recentemente, destaca-se o trabalhos de inventário e prospecção de Luís Fontes e Ana Roriz, no âmbito da elaboração da carta arqueológica do Concelho de Vieira do Minho.
Ana Vale
DGPC, 2019
Diploma de Classificação
Em 2-04-2019 foi dado conhecimento do despacho à requerente e à CM de Vieira do Minho, enviando a esta última cópia do despacho para ponderação de uma classificação como de IM
Despacho de 14-03-2019 da diretora-geral da DGPC a determinar o arquivamento do pedido de abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Informação favorável de 20-02-2019 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Proposta de arquivamento de 11-05-2015 da DRC do Norte, por não ter valor nacional
Requerimento de classificação de 11-03-2015 de particular remetido em 12-03-2015
Número do Processo
Não disponível