Trata-se de um solar setecentista marcado por grande unidade formal, embora talvez, se possam distinguir nele duas campanhas de obras.
Dá acesso à quinta um aparatoso portal de cantaria rusticada, rematado por florões "rocaille", ladeados por dois fogaréis. À sua direita fica uma casa de caseiros com primeiro andar, acrescentada posteriormente, e à esquerda a casa nobre. Esta, de planta rectangular, desenvolve-se em dois pisos: o térreo formado por três divisões, uma das quais com chaminé e o andar nobre constituído, igualmente, por três divisões, uma das quais com chaminé e o andar nobre constituído, igualmente, por três salas com comunicações entre si e telhados de "caixotão" de expressivo cunho regional.
Contíguo ao segundo portal e do seu lado esquerdo fica um dos mais interessantes trechos desta quinta, o conjunto setecentista de tanque e nora ainda com engenho. A parede do referido tanque, contígua à nora, é mais elevada do que as outras e totalmente decorada com elementos ornamentais de gesso em relevo de gosto idêntico aos portais e que envolvem a saída da água em forma de fonte. Aqui se destacam dois golfinhos policromados, ladeados por duas grandes volutas. Todo este trabalho de gesso faz parte da tradição de um artesanato algarvio com contaminações mais ou menos eruditas que se desenvolvem, pelo menos, desde o século XVI e de que o exemplo mais conhecido será a casa das figuras, já hoje imóvel de interesse público.
Junto à referida nora, envolvido por arcaria coesa e em frente do segundo portal, destaca-se uma alameda formada por pilares que se abrem no fim em hexágono. Devem ter sido suporte de caramachão.
Trata-se portanto de um a "horta algarvia", em todo o verdadeiro sentido da palavra e, aoi mesmo tempo, uma antiga quinta de lazer e recreio do século XVIII, onde se conseguiu, uma perfeita síntese de valores da cultura local com elementos eruditos cortesãos importados e adaptados.
Diploma de Classificação
Portaria n.º 618/2013, DR, 2.ª série, n.º 182, de 20-09-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 7-07-1980
Parecer de 4-07-1980 da COISPCN a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 9-01-1979 da DGEMN
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público
ZEP
Despacho de 30-04-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar que, após a publicação do diploma de classificação, se estudem as restrições a aplicar na ZEP Anúncio n.º 58/2013, DR, 2.ª série, n.º 27, de 7-02-2013 (ver Anúncio) Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 27-07-2011 da DRC do Algarve
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Faro / Faro (Sé e São Pedro)
Estrada Nacional 125
Faro -
Polícia:
LATITUDE
37.025624
LONGITUDE
-7.944539
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1979
1979 da DGEMN Trata-se de um solar setecentista marcado por grande unidade formal, embora talvez, se possam distingui...
1980
1980 Parecer de 4-07-1980 da COISPCN a propor a classificação como IIP Proposta de classificação de 9-01-1979 da DGEM...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho) Despacho de homologação de 7-07-1980 Parecer de 4-07-1980 ...
2011
2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho) Despacho de homologação de 7-...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 182, de 20-09-2013 (sem restrições) (ver Portaria)Procedimento (indevidamente) prorrogado at...
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Faro. Edificações Notáveis
LAMEIRA, Francisco
Edição
1995
Faro
"As quintas da Campina de Faro. Elementos para a sua caracterização", Revista Estudos / Património, nº9, pp.109-121