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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Conjunto constituído pela Ponte de Assureira, Capela de São Brás e moinho de água a nascente da ponte

Arquitectura Civil / Conjunto

Designação
Designação Atual
Conjunto constituído pela Ponte de Assureira, Capela de São Brás e moinho de água a nascente da ponte
Outras Designações
Ponte de São Brás / Ponte de Assureira / Ponte de São Brás (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Capela de São Brás (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Moinho de Assureira / Moinho de São Brás (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Conjunto
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No panorama das pontes históricas nacionais, Castro Laboreiro possui um dos mais homogéneos e interessantes núcleos, cuja relevância no âmbito nacional é ainda reforçada pelo facto de quase todas elas provarem como a Idade Média reutilizou (e, em tantos casos, reformulou) antigas estruturas de passagem de época romana, fazendo com que algumas apresentem um aspecto misto, fruto de duas fases distintas de utilização, como provou Aníbal Rodrigues precisamente para este conjunto do Alto Minho interior (RODRIGUES, 1985).
Na origem, Assureira é uma das muitas inverneiras da região, locais relativamente abrigados e a mais baixa altitude ("em torno dos 700-800 metros"), onde as populações passavam os Invernos, de acordo com a habitação sazonal que caracterizava esta zona (LIMA, 1996, p.11). Desde muito cedo, um rudimentar habitat foi concentrado neste local, ponto privilegiado ainda pela proximidade do rio de Castro Laboreiro e pelas naturais condições de passagem.
Na época romana, foi aqui que se edificou uma das várias pontes da região, cuja estrutura sobreviveu, em parte, até aos dias de hoje. A análise efectuada por Aníbal Rodrigues é clara quanto à sobrevivência de alguns elementos deste período, designadamente na sua metade nascente, como as lages de grandes e regulares dimensões e a feitura do arco, de volta perfeita, com aduelas "com o paramento exterior almofadado e de uma perfeição extraordinária" (RODRIGUES, 1985, pp.19-20).
Cerca de mil anos depois, nos primeiros séculos da nacionalidade, a ponte foi objecto de uma ampla reforma, que se pautou pelo alargamento do tabuleiro, muito possivelmente com a intenção de dar "passagem a toda a espécie de carros de tracção animal" (RODRIGUES, 1985, p.20). É desta forma que compreendemos a grande diferença de aparelho e de sistema construtivo entre as metades nascente e ponte da estrutura. Esta última, compõe-se de um lajeado de pedras miúdas e dispostas um tanto anarquicamente, sendo as aduelas irregulares, sintomas de uma profunda alteração, que pretendeu alargar o tabuleiro para o dobro da sua extensão (3,30m na actualidade) (RIBEIRO, 1998, p.170).
Esta radical transformação prova, acima de tudo, a manutenção da ponte como elemento fundamental para as populações, ao longo de séculos, servindo um núcleo de povoamento que constantemente a atravessou nas suas actividades ganadeiras e nas movimentações sazonais entre inverneiras e brandas.
Prova disto mesmo são os restantes elementos edificados que se relacionam com a ponte. Bem perto, para nascente, aproveitando o caudaloso leito desta secção do rio, construiu-se um moinho, em época incerta, mas que se poderá situar na Idade Moderna. Mais antigo é um lintel de janela, de arco contracurvado escavado, decorado "com uma vieira e duas estrelas", integrado na capela de São Brás (LIMA, 1996, p.19). Este pequeno templo é, hoje, uma construção incaracterística, com abundante material reutilizado e uma parte superior que é, claramente, um acrescento recente, em cimento, que corrompeu toda a estrutura e originalidade anteriores. No entanto, a integração desta padieira de época manuelina prova como, desde essa altura, aqui existiu um edifício de cunho mais cuidado, provavelmente de carácter religioso, que a actual capela veio substituir.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de 1-06-1992 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Melgaço / Castro Laboreiro e Lamas de Mouro
-- -
- -
Polícia:
LATITUDE
42.003796
LONGITUDE
-8.16553
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1985
1985).Na origem, Assureira é uma das muitas inverneiras da região, locais relativamente abrigados e a mais baixa alti...
1992
1992 (ver Decreto) No panorama das pontes históricas nacionais, Castro Laboreiro possui um dos mais homogéneos e inte...
1996
1996, p.11).
1998
1998, p.170).Esta radical transformação prova, acima de tudo, a manutenção da ponte como elemento fundamental para as...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pontes Romanas e Românicas de Castro Laboreiro RODRIGUES, Pe. Aníbal Edição 1985 Viana do Castelo
Caminhos velhos e Pontes de Viana e Ponte de Lima ARAÚJO, José Rosa de Edição 1962 Viana do Castelo
Castro Laboreiro. Povoamento e organização de um território serrano LIMA, Alexandra Cerveira Pinto Sousa Edição 1996 Melgaço
Pontes Antigas Classificadas RIBEIRO, Aníbal Soares Edição 1998 Lisboa

Galeria de Imagens

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