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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pórticos principal e lateral da igreja matriz de Alvor

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Pórticos principal e lateral da igreja matriz de Alvor
Outras Designações
Pórticos principal e lateral da Igreja do Divino Salvador de Alvor / Igreja Paroquial de Alvor / Igreja do Divino Salvador (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Em pleno centro histórico da vila de Alvor, em local privilegiado em relação ao porto e ao primitivo castelo da localidade, a igreja do Divino Salvador é o monumento mais emblemático da vila e, provavelmente, a obra manuelina algarvia de maior divulgação e impacto nacional.
A construção do actual edifício, que veio substituir um outro, de origem medieval, data dos anos 20 do século XVI e nela trabalhou o mestre manuelino do Alvor, como lhe chamou Manuel Castelo Ramos, escultor responsável, também, pelo portal lateral da igreja da Misericórdia de Silves e pelo portal da Igreja Matriz de Estômbar (RAMOS, 1990).
De facto, o portal axial é o principal elemento estilístico do conjunto. De volta perfeita, e de seis arquivoltas profusamente decoradas, nele foram gravados algumas das mais belas esculturas manuelinas, como pares de músicos, dragões e aves ladeando a Árvore da Vida, cenas de lutas, etc., elementos iconográficos próprios de um vocabulário tardo-medieval, em transição para o Renascimento e plano de influências orientalizantes, saídos da mão de um dos nossos melhores artistas deste período.
De um ponto de vista arquitectónico, a obra do Divino Salvador de Alvor não atingiu o estatuto excepcional do seu portal principal, mas revela-se uma empresa bastante homogénea. Fiel a um esquema de igreja praticamente salão, com três naves quase à mesma altura e quatro tramos, a obra insere-se no mesmo processo de unificação espacial que caracteriza os inícios do século XVI. Infelizmente, as muitas transformações por que o templo passou, determinaram a adulteração da capela-mor. Do período manuelino mantém-se, ainda, o arco triunfal, cuja decoração é muito semelhante à do portal lateral Sul, este praticamente idêntico à entrada lateral da Misericórdia de Silves, de arco polilobado e de arquivolta única, decorado com máscaras humanas inseridas num mundo vegetalista.
No século XVIII, deram-se as principais obras, muito provavelmente na sequência de danos causados pelo terramoto de 1755. Data desta altura a torre sineira e alguns altares barrocos, colocados ao longo da nave. Nas décadas seguintes, o templo não cessou de ser artisticamente enriquecido, como o prova o retábulo-mor, obra já rococó, que integra, ao centro, uma ampla tela dedicada ao Salvador do Mundo (LAMEIRA, 2000, p.288).
No século XX, a excelência do portal principal desta igreja não passou despercebida à maioria dos investigadores que se dedicaram, e dedicam, à arte do século XVI. Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1948, as principais obras de restauro tiveram lugar na década de 70, altura em que se demoliram alguns elementos barrocos, ou já rococós, como o coro-alto e se restauraram os retábulos. Na actualidade, a igreja, e o seu natural impacto na paisagem, encontram-se relativamente ameaçados pela expansão urbanística que caracteriza a orla costeira algarvia. A sua relação com o castelo, alvo já de algumas intervenções arqueológicas, mas ainda não de uma campanha peolongada e verdadeiramente sistemática, encontra-se prejudicada por algumas habitações e a fachada Norte, onde se adossa um morabito de provável origem islâmica, está parcialmente ocultada por construções privadas posteriores. Aguarda-se, assim, que este templo seja alvo de uma rigorosa investigação, que vá para além do actualmente apreensível, e que confirme, ou aprofunde, a qualidade e relevância dos elementos já estudados.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 37 077, DG, I Série, n.º 228, de 29-09-1948 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 720/77, DR, I Série, n.º 269, de 21-11-1977 (sem restrições) (ver Portaria)
Afectação 12699926
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Portimão / Alvor
Largo da Igreja
Alvor -
Polícia:
LATITUDE
37.131431
LONGITUDE
-8.594763
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1755
1755.
1948
1948 (ver Decreto) Em pleno centro histórico da vila de Alvor, em local privilegiado em relação ao porto e ao primiti...
1990
1990).De facto, o portal axial é o principal elemento estilístico do conjunto. D
2000
2000, p.288).No século XX, a excelência do portal principal desta igreja não passou despercebida à maioria dos invest...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
A Arte do Manuelino ATANÁZIO, Manuel Mendes Edição 1984
A Obra Silvestre e a Esfera do Rei PEREIRA, Paulo Edição 1990 Coimbra
A Arquitectura em Portugal na época de D. Manuel e nos princípios do reinado de D. João III. O gótico final português, o estilo manuelino e a introdução da arte no renascimento", História da Arte em Portugal CHICÓ, Mário Tavares Edição
O Estilo Manuelino SANTOS, Reinaldo dos Edição 1952 Lisboa
A talha no Algarve durante o Antigo Regime LAMEIRA, Francisco Edição 2000 Faro
"O manuelino algarvio", O Algarve da Antiguidade aos nossos dias, pp.227-232 RAMOS, Manuel Francisco Castelo Edição 1999
"Decoração arquitectónica manuelina na região de Silves (séculos XV-XVI)", Revista Xelb, nº3, 1996, pp.79-142 RAMOS, Manuel Francisco Castelo Edição 1996 Silves
Apontamentos monográficos de Alvor FIGUEIREDO, Ana Edição 2000 Portimão

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Visualização Geográfica

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Exploração Geográfica
Morabito anexo à sacristia da igreja matriz de Alvor
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Morabito de São João, ou Capela de São João
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Ruínas do antigo castelo ou Forte de Alvor
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