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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa dos Melos (ou Casa Rural) e Celeiros do Mosteiro do Lorvão

Arquitectura Civil / Casa

Designação
Designação Atual
Casa dos Melos (ou Casa Rural) e Celeiros do Mosteiro do Lorvão
Outras Designações
Conjunto do Mosteiro do Lorvão (casa, celeiros) / Casa Rural Quinhentista / Casa dos Melo / Conjunto da casa rural e celeiros do Mosteiro do Lorvão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Casa
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A mais antiga referência à povoação de Pampilhosa data de 1117, quando Gonçalo Randulfes e o seu filho Telo decidiram doar ao Mosteiro de Lorvão, em disposição testamentária, a villa rústica de Pampiliosa, cujo termo integrava parte da atual freguesia. Tanto quanto se sabe, os proprietários iniciais da casa rural que viria a ser conhecida como Casa dos Melos seriam Catarina e Pero de Andrade, ambos falecidos antes de 1650, cujos descendentes diretos foram identificados como foreiros do Mosteiro do Lorvão. A propriedade da família Andrade passou para a família Melo a partir do século XIX, por via matrimonial, mantendo-se na sua posse até meados da década de 1980. Os Melo adquiriram à abadessa do Lorvão "a casa das tulhas e celeiro" que pertenciam ao mosteiro e ficavam anexos à sua habitação, bem como um lagar - o Lagar Velho - em 1849.
A Casa Rural, como é habitualmente conhecida, é um conjunto edificado em torno de um pátio, ou eira, disposto de forma a servir as suas funções agrícolas. A casa principal, de planta retangular disposta longitudinalmente, divide-se em dois pisos. A fachada principal possui, no piso térreo, a porta principal, sobre a qual foi edificada uma varanda que forma um átrio com bancos de pedra. Na linha desta varanda foram rasgadas janelas de peito de moldura com avental. O interior do edifício, atualmente transformado pelas suas funções museológicas, conserva a estrutura de compartimentação original, destacando-se a cozinha com uma grande chaminé. No amplo celeiro, ou casa das tulhas, ainda é possível ver algumas talhas de barro que serviam para recolher os cereais e o azeite.
O conjunto, incluindo a casa que passara, a dada altura, a funcionar como casa dos caseiros da família, foi adquirido em 1984 pelo Grupo Etnográfico da Pampilhosa (GEDEPA) que o recuperou, progressivamente, do estado de ruína parcial em que se encontrava, processo durante o qual foram efetuadas algumas alterações menos desejáveis, de forma a adaptar os espaços para albergarem o núcleo museológico local, uma biblioteca e um arquivo documental. Em função deste novo uso, merece destaque o seu recheio atual, constituído por um interessante espólio evocador de modos de vida doméstica e rural e de artes e ofícios quase extintos.
DBC/DCIC /PC IP/2024
Diploma de Classificação
Em 28-05-2024 foram solicitados elementos à CM da Mealhada
Despacho de concordância de 29-12-2023 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 15-11-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura para que seja solicitada informação à CM da Mealhada acerca das obras efetuadas pela associação detentora do imóvel, incluindo documentação, como memória descritiva, estado de conservação, cartografia, plantas e fotografias recentes
Proposta de 20-09-2021 da DRC do Centro para a revogação do despacho de homologação, por não ter valor nacional
Despacho de 15-12-1983 do Ministro da Cultura a homologar a classificação como IIP
Proposta de 1-03-1983 da CM da mealhada para a classificação como VC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Em Vias de Classificação
Em Vias de Classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público)

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Aveiro / Mealhada / Pampilhosa
-- --
Pampilhosa - Mealhada -
Polícia:
LATITUDE
40.334775
LONGITUDE
-8.41775
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1117
1117, quando Gonçalo Randulfes e o seu filho Telo decidiram doar ao Mosteiro de Lorvão, em disposição testamentária, ...
1650
1650, cujos descendentes diretos foram identificados como foreiros do Mosteiro do Lorvão.
1849
1849.
1980
1980.
1983
1983 do Ministro da Cultura a homologar a classificação como IIP Proposta de 1-03-1983 da CM da mealhada para a class...
1984
1984 pelo Grupo Etnográfico da Pampilhosa (GEDEPA) que o recuperou, progressivamente, do estado de ruína parcial em q...
2021
2021 da DRC do Centro para a revogação do despacho de homologação, por não ter valor nacional Despacho de 15-12-1983 ...
2023
2023 do diretor-geral da DGPC Proposta de 15-11-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura para que seja solicitada...
2024
2024 foram solicitados elementos à CM da Mealhada Despacho de concordância de 29-12-2023 do diretor-geral da DGPC Pro...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro GONCALVES, António Nogueira Edição 1959 Lisboa
Aveiro - do Vouga ao Buçaco NEVES, Amaro, SEMEDO, Enio, ARROTEIA, Jorge Carvalho Edição 1989 Lisboa

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