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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Penamacor, também denominado Fortaleza de Penamacor

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Penamacor, também denominado Fortaleza de Penamacor
Outras Designações
Castelo e cerca urbana de Penamacor (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As origens do castelo de Penamacor recuam ao reinado de D. Sancho I, concretamente ao ano de 1189, data em que o monarca doou a vila ao Mestre da Ordem do Templo, D. Gualdim Pais. Tem-se atribuído a este momento (ou a uma data um pouco posterior) o início da construção do recinto fortificado mas é de supor que, à semelhança do que aconteceu com outras doações aos Templários, também Penamacor tivesse já alguma relevância militar, alicerçada numa possível pré-existência. As recentes escavações no Cimo da Vila ainda não confirmaram essa fase imediatamente anterior, mas ela deve permanecer como hipótese de trabalho a ter em conta em próximas intervenções.
Do antigo castelo medieval é muito pouco o que resta e esses vestígios atestam uma cronologia já avançada, em plena Baixa Idade Média. Sabe-se que no reinado de D. Dinis foram empreendidas obras de amuralhamento, entre as quais se conta a torre de menagem e alguns panos de muralha. No momento actual, todavia, é a esse período que se atribui a obra genérica do castelo medieval, com algumas fases construtivas imediatamente posteriores, como a barbacã e outros elementos, datáveis já dos reinados de D. Fernando e de D. João I.
O principal elemento remanescente é a majestosa torre de menagem, erradamente designada "de vigia" por LANDEIRO, 2ªed., 1982, p.27 e sistematicamente assim caracterizada pelos autores que se seguiram. É uma estrutura de planta quadrangular regular, com entrada elevada acima do solo que requeria o uso de uma escada amovível. Escassamente fenestrada, era coroada uniformemente por balcão de matacães assente em cachorrada, "uma solução militar relativamente rara em Portugal" e que deve corresponder a uma intervenção realizada pelos inícios do século XVI, uma vez que Duarte d'Armas, por essa mesma altura, refere que a a torre de menagem nom era acabada ao tempo que eu aly estaua (SILVÉRIO, BARROS e TEIXEIRA, 2004).
O aglomerado urbano medieval é ainda perceptível, ao longo da Rua de São Pedro. As parcelas habitacionais aí existentes revelam um perímetro genérico de tendência oval, próprio das vilas muralhadas góticas. Sensivelmente ao centro desta artéria, desenvolve-se uma outra, de perfil transversal àquela, e que coloca em comunicação com o centro histórico a antiga entrada da alcáçova.
Nos inícios do século XVI, Duarte d'Armas desenhou um castelo de complexo sistema defensivo, com uma alcáçova perfeitamente perceptível, dotada de barbacã e uma possível liça, e um perímetro amuralhado de tendência oval, defendido por torre no extremo oposto ao da alcáçova.
Nos séculos seguintes, o castelo foi alvo de profundas reformas. Logo em 1568 edificou-se a Casa da Câmara sobre a porta Norte da vila, como ainda se encontra, uma espécie de torre de três pisos, cujo andar térreo é ocupado pela entrada no recinto, fazendo com que a Câmara controlasse directamente quem entrava e saía da povoação. Décadas depois, as muralhas foram reforçada e parcialmente reconstruídas, no âmbito das Guerras de Restauração. Nessa ocasião, sob o comando do Marquês de Castelo Melhor, construíram-se seis baluartes em redor da anterior fortificação medieval, e outros melhoramentos foram realizados.
O processo de destruição e desmantelamento do castelo iniciou-se no século XIX. Na centúria anterior, existem ainda notícias de manutenção das guarnições militares, mas a sua extinção, em 1834, precipitou a destruição de todo o sistema militar. A partir dessa altura, o conjunto serviu de pedreira a diversas construções privadas. Em 1867, destruiu-se a porta de Santo António, tendo o município adquirido a pedra daí resultante; em 1874, Baltasar Pereira da Silva pediu autorização para se desmantelar um baluarte, tendo a câmara concedido 30 carros para transporte. O processo continuou na primeira metade do século XX, mas cedo os habitantes da vila reconheceram a importância desse património, com a instalação do Museu Municipal nos antigos Paços do concelho logo em 1943.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 14/2013, DR, 1.ª série, n.º 119, de 24-06-2013 (ver Decreto)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-01-2013 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13641/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 8-08-1973 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Parecer de 18-05-1973 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como MN
Proposta de 13-02-1973 da DGAC para a classificação da Fortaleza de Penamacor
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 181601
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Castelo Branco / Penamacor / Penamacor
- Cimo da Vila
Penamacor -
Polícia:
LATITUDE
40.167579
LONGITUDE
-7.167997
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1189
1189, data em que o monarca doou a vila ao Mestre da Ordem do Templo, D.
1568
1568 edificou-se a Casa da Câmara sobre a porta Norte da vila, como ainda se encontra, uma espécie de torre de três p...
1834
1834, precipitou a destruição de todo o sistema militar. A
1867
1867, destruiu-se a porta de Santo António, tendo o município adquirido a pedra daí resultante; em 1874, Baltasar Per...
1874
1874, Baltasar Pereira da Silva pediu autorização para se desmantelar um baluarte, tendo a câmara concedido 30 carros...
1943
1943.PAF
1973
1973 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura Parecer de 18-05-1973 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a pro...
1982
1982, p.27 e sistematicamente assim caracterizada pelos autores que se seguiram.
2004
2004).O aglomerado urbano medieval é ainda perceptível, ao longo da Rua de São Pedro. As
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de homologação de 8-08-1973 do Secretário de Estad...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Anúncio n.º 13641/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-201...
2013
2013, DR, 1.ª série, n.º 119, de 24-06-2013 (ver Decreto) Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Apontamentos sobre Monumentos Militares do Norte do Concelho de Penamacor",Comunicações das 1ªs. Jornadas Regionais sobre Monumentos Militares BENTO, Mário Pires Edição 1983 Castelo Branco
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco SALVADO, António Edição 1976 Castelo Branco
Castelos da Raia Vol. I: Beira GOMES, Rita Costa Edição 1996 Lisboa
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
"Aspectos da evolução da arquitectura militar da Beira Interior", Beira Interior - História e Património, pp.215-238 BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Guarda
As Cidades e as Vilas da Monarquia Portuguesa que têm brasão de armas BARBOSA, Inácio de Vilhena Edição 1860 Lisboa
Castelos da Beira histórica BEÇA, Humberto Edição 1922 Porto
"Escavações arqueológicas no Castelo de Penamacor / Cimo da Vila: resultados da primeira campanha (2003)", Revista Portuguesa de Arqueologia, vol. 7, nº2, pp.473-540 BARROS, Luís, SILVÉRIO, Silvina, TEIXEIRA, André Edição 2004 Lisboa
Castelos Portugueses MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor Edição 2002 Lisboa
Beira Baixa. Da sua terra, da sua história, das suas gentes NUNES, António Pires Edição 2002 Castelo Branco
"A vila de Penamacor na História da Arte em Portugal", Estudos de Castelo Branco, nº2 NUNES, António Pires Edição 1977 Castelo Branco
"Considerações sobre as fortalezas da vila de Penamacor", I Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor (1979) NUNES, António Pires Edição 1982 Penamacor
Novo Roteiro do Concelho de Penamacor JOLON Edição 1988 Penamacor
I Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor PIRES, Edmundo A. Edição 1979 Penamacor
O Concelho de Penamacor na História, na Tradição e na Lenda LANDEIRO, José Manuel Edição 1938 Penamacor
História de Penamacor MENDES, Carlos Baptista Edição 2001 Lisboa
"Subsídios para a História do Castelo de Penamacor", 1ªs. Jornadas Regionais sobre Monumentos Militares FIGUEIREDO, Jorge Edição 1983 Penamacor
Os castelos da Beira-Interior na defesa de Portugal (séculos XII-XVI) GONÇALVES, Luís Jorge Rodrigues Edição 1995 Lisboa

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