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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Mosteiro de Landim, incluindo a igreja, casa do Mosteiro e todo o terreno abrangido pela cerca

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Designação
Designação Atual
Mosteiro de Landim, incluindo a igreja, casa do Mosteiro e todo o terreno abrangido pela cerca
Outras Designações
Tipologia
Mosteiro
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Até à actualidade, a data de fundação do Mosteiro de Santa Maria de Landim permanece incerta. No entanto, aponta-se D. Gonçalo Rodrigues da Palmeira, fidalgo da corte de D. Teresa, como fundador do Monasteiro de Nandim, entre os anos de 1110 e 1128 (www.mosteirodelandim.com). Até ao final do século XII esta casa monacal masculina adoptaria a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, agregando-se ao Mosteiro de São Salvador de Grijó (GOMES, 2000, p. 430).
O primitivo edifício de Landim seria um complexo românico, do qual ainda se visualizam alguns vestígios como "os capitéis e as arcadas cegas na capela da igreja e alguns capitéis geminados" (www.mosteirodelandim.com).
A grande transformação da estrutura arquitectónica do mosteiro iria, no entanto, verificar-se no século XVI, depois de ter sido extinto o seu priorado, passando a comunidade a ser administrada por comendatários, destacando-se de entre estes D. Miguel da Silva, bispo de Viseu, a quem é atribuída a iniciativa da grande obra de reforma do mosteiro no século XVI, executada por Francisco Cremona, arquitecto da sua "corte" (MOREIRA, 2000, p. 85; JAIME, MARTINS, TELES, 2005, p. 193).
Embora seja possível que o comendatário quisesse executar algumas reformas no mosteiro enquanto esteve em Portugal, a realidade é que o modelo edificado em nada se identifica com as obras renascentistas patrocinadas pelo bispo de Viseu, apresentando linhas inequivocamente maneiristas, muito ao gosto flamenguista que imperou nas edificações religiosas no Noroeste português entre meados do século XVI e os primeiros anos do século XVII. A obra terá sido executada na segunda metade da centúria, muito provavelmente já perto do terceiro quartel de Quinhentos, seguindo o modelo tipológico dos templos crúzios da região, nomeadamente Grijó.
A fachada do templo apresenta uma estrutura alongada, com arcada que permite o acesso ao nártex. O registo intermédio foi rasgado por dois nichos, com as imagens de Santo Agostinho e São Teotónio, ladeando uma janela. O conjunto é rematado em empena triangular, onde foi desenhado um frontão em relevo, albergando a imagem de Nossa Senhora da Assunção. Do lado esquerdo da fachada foi edificada a torre sineira, rematada por pináculos.
O interior da igreja apresenta nave central coberta por tecto de caixotões de entalhe barroco e decorada com silhar de azulejos seiscentistas. A nave lateral, marcada por arcos assentes sobre colunas toscanas, é também coberta por tecto de caixotões e decorada com azulejos oitocentistas policromos e retábulos de talha executados em diferentes épocas. O coro-alto assenta sobre arco de pedra abatido, mostrando ainda parte do cadeiral de madeira. A comunicação com o edifício do mosteiro faz-se pelo lado do Evangelho.
A capela-mor, cujo espaço foi prolongado durante as obras maneiristas, é coberta por abóbada de berço cujos arcos assentam sobre os capitéis românicos remanescentes da primeira campanha edificativa do mosteiro. Ao centro foi edificado o retábulo de talha policroma, em estilo nacional.
O claustro, de secção quadrada, apresenta colunata dórica no primeiro registo, sendo o segundo registo fechado, rasgado por fenestrações dispostas a espaços regulares. Ao centro foi edificada uma pequena fonte.
Actualmente, o Mosteiro de Landim destaca-se pelo seu estado de conservação exemplar, devido sobretudo à família proprietária, que adquiriu o imóvel depois da extinção das ordens religiosas e mantém a sua administração até à actualidade.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006
Diploma de Classificação
Decreto n.º 2/96, DR, 1.ª série B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Número do Processo
Avenida do Mosteiro, Lugar do Mosteiro
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Vila Nova de Famalicão / Landim
- acesso pela Avenida do Mosteiro
Lugar do Mosteiro -
Polícia:
LATITUDE
41.379271
LONGITUDE
-8.463985
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1110
1110 e 1128 (www.mosteirodelandim.com).
1128
1128 (www.mosteirodelandim.com).
1996
1996 (ver Decreto) Até à actualidade, a data de fundação do Mosteiro de Santa Maria de Landim permanece incerta. No
2000
2000, p.
2005
2005, p.
2006
2006
39
IMAGENS
8
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Cónegos Regrantes de Santo Agostinho", Dicionário de História Religiosa de Portugal, vol. 1, pp. 429-434 GOMES, Saul António Edição 2000 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1971 Lisboa
"Uma corte beirã: D. Miguel da Silva e o Paço de Fontelo", Monumentos, nº 13, pp. 83-91 MOREIRA, Rafael Edição 2000 Lisboa
Epigrafia medieval portuguesa (862-1422) BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Lisboa
O Mosteiro de Landim : contributos para o estudo da propriedade eclesiástica CASTRO, Maria de Fátima Edição 1995 Vila de Prado
Mosteiro de Santa Maria de Landim : raízes e memória MARTINS, António, FARIA, Emília Sampaio Nóvoa Edição 2002 Landim
"Igreja do Mosteiro de Landim: reconhecimento, reflexão, recuperação", Monumentos, nº 22, pp. 192-199 JAIME, Artur, MARTINS, Hugo, TELES, Silvia Edição 2005 Lisboa
"Origens e arquitectura", www.mosteirodelandim.com Edição Landim

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