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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Alenquer

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Alenquer
Outras Designações
Castelo de Alenquer / Castelo e cerca urbana de Alenquer (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O castelo gótico de Alenquer organizava-se em dois recintos diferenciados: no nível superior, ajustando-se à topografia do terreno, localizava-se a alcáçova; no inferior, abrangendo uma área mais vasta, desenvolvia-se a cerca que protegia o primitivo aglomerado urbano.
Sobre a configuração das anteriores fases da fortaleza nada sabemos, à excepção de alguns dados históricos que confirmam a sua existência. Assim, é de presumir que a primeira forma tenha sido dada pelos muçulmanos, que terão fortificado a povoação. Ela foi conquistada pelas forças cristãs em 1148, no mesmo processo militar que levou à tomada de Lisboa, Sintra, Almada e Palmela. Consta que D. Afonso Henriques ordenou uma campanha restauradora do conjunto, mas nenhum elemento material certifica a sua consumação.
No troço de muralha voltado a Norte conservam-se duas torres quadrangulares avançadas em relação à cerca, numa solução que se aproxima das torres albarrãs islâmicas, embora sem se autonomizarem da muralha. Este facto pode indicar uma anterioridade deste sector da cerca mas, quer o aparelho construtivo, quer a forma de enrocamento da estrutura, não apresentam pontos de contacto com a arquitectura islâmica.
Certo é que, nos primeiros anos do século XIII, o castelo era uma das mais importantes praças fortes da região imediatamente a Norte de Lisboa. D. Sancho I mandou construir um paço que doou a sua filha, D. Sancha. Esta, perante a recusa de seu irmão em reconhecer a doação, viu-se obrigada a refugiar-se no interior das muralhas, as quais foram imediatamente cercadas pelo futuro D. Afonso II. Neste processo de luta entre os irmãos desavindos, o Papa Inocêncio III interveio e cedeu o castelo à Ordem do Templo, prova da relevância militar da estrutura naquela conjuntura.
A partir desse período, Alenquer passou a ser parte integrante do património das rainhas, sendo sucessivamente doada às soberanas do reino. As obras de edificação do conjunto que actualmente resta devem situar-se pelos inícios do século XIV, altura em que a Rainha Santa Isabel detinha a vila. Com efeito, os escassos vestígios materiais conservados indicam uma cronologia plenamente gótica. A planta da alcáçova é genericamente oval e não consta que integrasse torre de menagem isolada no pátio, mas sim adossada a uma das frentes de muralha. A cerca era corrida por adarve protegido por merlões quadrangulares e, perto do rio, aparentemente com funções defensivas sobre uma antiga fonte que abastecia a população, ergue-se a Torre da Couraça. Esta deverá ser de cronologia posterior à edificação do castelo e é uma imponente estrutura, de mais de 18 m de altura, bastante modificada nos séculos seguintes, tendo sido aproveitada para fins habitacionais privados.
Residência real no final da Idade Média, o castelo foi parcialmente destruído em 1385, quando D. João I subiu ao trono e o alcaide de Alenquer havia jurado fidelidade à causa castelhana. A torre de menagem foi destruída e parte das muralhas seguiram o mesmo caminho. Só em 1439, continuando a localidade a pertencer ao património das rainhas, D. Leonor Teles ordenou levantar a cerca derrubada.
No século XVI, o estado de abandono do castelo levou a que se entulhasse a cisterna e, a partir de 1580, abraçando novamente o seu alcaide o lado errado da História (neste caso o partido de D. António, prior do Crato), o castelo entrou em definitiva decadência, não voltando a ser reconstruído. Paulatinamente, passou a ser utilizado como pedreira e, no século XIX, foi a própria Autarquia a determinar a demolição de algumas parcelas.
Em 1927, Hipólito Cabaço procedeu à limpeza parcial da cisterna e identificou espólio que permite situar a construção da fortaleza entre 1350 e 1385, lapso temporal que urge definir com maior clareza. Em 1940, a DGEMN demoliu a capela por cima da Porta de Nossa Senhora da Conceição e procedeu ao restauro de parte da muralha, mas o processo de restauro ficou inacabado, assim permanecendo até hoje.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 40 361, DG, I Série, n.º 228, de 20-10-1955 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 15-11-1954
Parecer de 12-11-1954 da 1.ª Subsecção da 6.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Em15-10-1954 a DGEMN propôs a classificação do Castelo de Alenquer
Despacho de homologação de 22-12-1943
Parecer de 9-12-1943 da 1.ª Subsecção da 6.ª Secção da JNE a propor a classificação como MN de todos os Castelos, Torres, Muralhas, Portas, Fortalezas e trechos dos mesmos que constituem ao longo das fronteiras e no interior do país e das ilhas, a mais impressionante rede de Memoriais de vida heróica e histórica, não classificados
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181502
Localização
Lisboa / Alenquer / Alenquer (Santo Estêvão e Triana)
Vila Alta de Alenquer
Triana -
Polícia:
LATITUDE
39.057752
LONGITUDE
-9.007144
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1148
1148, no mesmo processo militar que levou à tomada de Lisboa, Sintra, Almada e Palmela.
1350
1350 e 1385, lapso temporal que urge definir com maior clareza.
1385
1385, quando D.
1439
1439, continuando a localidade a pertencer ao património das rainhas, D.
1580
1580, abraçando novamente o seu alcaide o lado errado da História (neste caso o partido de D. A
1927
1927, Hipólito Cabaço procedeu à limpeza parcial da cisterna e identificou espólio que permite situar a construção da...
1940
1940, a DGEMN demoliu a capela por cima da Porta de Nossa Senhora da Conceição e procedeu ao restauro de parte da mur...
1943
1943 Parecer de 9-12-1943 da 1.ª Subsecção da 6.ª Secção da JNE a propor a classificação como MN de todos os Castelos...
1954
1954 Parecer de 12-11-1954 da 1.ª Subsecção da 6.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP Em15-10-1954 a DGE...
1955
1955 (ver Decreto) Despacho de homologação de 15-11-1954 Parecer de 12-11-1954 da 1.ª Subsecção da 6.ª Secção da JNE ...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
Castelos de Portugal CRUZ, M. F. Edição
"Notícia de uma colecção de cerâmica medieval do Museu Hipólito Cabaço de Alenquer", II Congresso Nacional de Arqueologia, vol.2, pp.571-576 MATOS, José Luís Martins de Edição 1971 Coimbra
Paços Medievais Portugueses SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1995 Lisboa
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
Alenquer e o seu concelho HENRIQUES, Guilherme João Carlos Edição 1873 Lisboa
Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal GIL, Júlio, CABRITA, Augusto Edição 1986 Lisboa
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de Edição 1963 Lisboa
Alenquer. Subsídios para a sua História RIBEIRO, Luciano Edição 1936 Lisboa
Alenquer medieval (sécs. XII-XV) FERRO, João Pedro Edição 1989 Lisboa
O concelho de Alenquer - subsídios para um roteiro de arte e etnografia MELO, António de Oliveira, GUAPO, António Rodrigues Edição 1989 Alenquer
Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos Edição 2010 Coimbra

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

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