Considerada "umas das mais antigas propriedades rigorosamente demarcadas do termo ancestral de Monsaraz" (ESPANCA, 1978), a Herdade do Esporão encontrava-se já delimitada em 1267, pertencendo nesta época a Soeiro Rodrigues, juiz de Évora. No entanto, o morgadio do Esporão só seria instituído em 1427 por D. Teresa Anes da Fonseca, casada com Fernão Lopes Lobo.
A sua filha, D. Leonor Ribeiro da Fonseca casou com Álvaro Mendes de Vasconcelos, cavaleiro da casa do Duque de Bragança e regedor da cidade de Évora, que mandou edificar durante o seu morgadio, entre os anos de 1457 e 1490, a Torre do Esporão (GONÇALVES, 1975). Este edifício é um símbolo emblemático da arquitectura militar alentejana nos últimos anos do gótico. Não tendo qualquer utilidade ao nível de defesa territorial, a sua edificação prendeu-se sobretudo com questões de afirmação social.
Esta era uma atitude comum na sociedade portuguesa de então, em que muitas famílias nobres em ascensão mandavam edificar nos seus senhorios ou nas urbes onde viviam torreões que serviam de residência, ou de local de pernoita, e que tinham como objectivo salientar a pureza da sua linhagem e a sua nova condição social. Terá sido este o caso de Álvaro Mendes de Vasconcelos.
De planimetria quadrangular, a torre divide-se em três registos com fenestrações nos pisos superiores, dispostas de forma simétrica. Na fachada principal da torre foi edificada uma escadaria, de acesso ao segundo piso, edificada sobre um arco.
Esta estrutura exterior não corresponde à edificação primitiva, que foi sendo alterada pelos sucessivos proprietários. Além das alterações, também a progressiva degradação do imóvel foi um factor preponderante para as alterações que sofreu no século XX. Em 1973 a Herdade do Esporão foi comprada pela Finagra, que em 2002 custeou obras de reabilitação do edifício, que alteraram substancialmente as fachadas e sobretudo os espaços interiores da torre.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006
Diploma de Classificação
Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
9914630
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Reguengos de Monsaraz / Reguengos de Monsaraz
Herdade do Esporão
Reguengos de Monsaraz -
Polícia:
LATITUDE
38.390841
LONGITUDE
-7.551588
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1267
1267, pertencendo nesta época a Soeiro Rodrigues, juiz de Évora. N
1427
1427 por D.
1457
1457 e 1490, a Torre do Esporão (GONÇALVES, 1975). E
1490
1490, a Torre do Esporão (GONÇALVES, 1975). E
1957
1957 (ver Decreto) Considerada "umas das mais antigas propriedades rigorosamente demarcadas do termo ancestral de Mon...
1973
1973 a Herdade do Esporão foi comprada pela Finagra, que em 2002 custeou obras de reabilitação do edifício, que alter...
1975
1975).
1978
1978), a Herdade do Esporão encontrava-se já delimitada em 1267, pertencendo nesta época a Soeiro Rodrigues, juiz de ...
2002
2002 custeou obras de reabilitação do edifício, que alteraram substancialmente as fachadas e sobretudo os espaços int...
2006
2006
4
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta
ficha no
imediato.
Partilhar Património
Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
"Monsaraz e o seu Termo", Boletim da Junta Distrital de Évora, nº 2, pp. 56 - 73
GONCALVES, José Pires
Edição
1962
Évora
"A defesa e solar do Esporão, no termo de Monsaraz", A Cidade de Évora, nº 58, pp. 27 - 81
GONCALVES, José Pires
Edição
1975
Évora
Paços Medievais Portugueses
SILVA, José Custódio Vieira da
Edição
1995
Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)
ESPANCA, Túlio
Edição
1978
Lisboa
Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico