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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja paroquial de Matosinhos, incluindo o seu recheio

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja paroquial de Matosinhos, incluindo o seu recheio
Outras Designações
Igreja do Salvador, paroquial de Matosinhos
Bom Jesus de Matosinhos / Igreja Paroquial de Matosinhos / Igreja do Salvador / Igreja do Bom Jesus de Matosinhos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Santuário de peregrinação muito procurado desde tempos bastante remotos devido à aparição, neste local, de uma imagem milagrosa, o Bom Jesus de Matosinhos foi conhecendo uma importância crescente, chegando ao século XVIII com uma dimensão nacional, e com irmãos da confraria em todo o país.
Das primitivas edificações nada se conhece, a não ser que, em 1542, aqui existia uma capela doada, nesse ano, à Universidade de Coimbra. Foi esta instituição que ergueu um novo templo, entre 1559 e 1579, numa obra dirigida por João de Ruão, e com retábulo-mor executado por Tomé Velho (SMITH, 1966, p. 102). A partir daqui há registos de sucessivas intervenções, muitas das quais tiveram como objectivo actualizar o equipamento liturgico da igreja. Em 1650-51 o retábulo foi substituído por um outro entalhado por Ambrósio Pereira que, por sua vez, foi alterado por João Pereira, abrindo uma tribuna para a exposição do Santíssimo, cujo culto conhecia então uma importância extraordinária (IDEM).
O crescimento da Irmandade e a exiguidade do espaço, sentida cerca de 1726, ditaram primeiro a renovação da capela-mor, com novo retábulo, desta feita da responsabilidade do entalhador Luís da Costa Pereira, que executou ainda o forro da igreja e o do arco cruzeiro (BRANDÃO, 1963, p. 45). De acordo com os dados disponíveis, pretendia-se, também, renovar a nave. Os trabalhos prosseguiram até cerca de 1743, quando a Irmandade decidiu aumentar o projecto inicial, encarregando Nicolau Nasoni de traçar uma nova planta, aprovada pela Mesa a 3 de Julho de 1743. Os planos de Nasoni conservaram boa parte da estrutura arquitectónica quinhentista da nave, onde se mantêm as arcadas suportadas por colunas jónicas. A planta resultante é de cruz latina, com três naves de cinco tramos, onde se abriram duas novas capelas, e capela-mor rectangular.
O desenho mais significativo foi o de uma nova e imponente fachada que se reveste de um especial interesse no contexto das suas obras por ser a única desenvolvida no sentido horizontal, e denotando uma influência rococó nas linhas finas e nervosas que marcam os elementos decorativos de um alçado que, em todo o caso, ainda se inscreve no barroco que caracterizou os trabalhos de Nasoni até então (SMITH, 1966, p. 104; ALVES, 1989, p. 309). O frontispício de Matosinhos é seccionado por pilastras e aberto por três portais de verga recta encimados por frontões interrompidos por cartelas. Os panos laterais correspondem às torres sineiras e o central termina com um corpo definido por pilastras e rematado por frontão triangular interrompido. As formas são, na generalidade planas, privilegiando a linha em detrimento da plasticidade observada noutras obras (SMITH, 1966, p. 104).
A documentação existente permite acompanhar a evolução dos trabalhos e conhecer os intervenientes. António Rodrigues, que voltaria a trabalhar com Nasoni na igreja do Bougado, foi o responsável pela obra de pedraria e Manuel Pereira Soares pela de carpintaria, iniciada em 1744. Em 1746 tinham início os trabalhos de talha, um ano antes da conclusão da obra de pedraria (BRANDÃO, 1964, p. 13). A capela-mor e o arco triunfal foram totalmente revestidos a talha dourada, de estilo joanino, que se relaciona ainda com o tecto da nave, que deverá ser o da campanha seiscentista (SMITH, p. 104). A sagração do templo ocorreu em 1760.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Matosinhos / Matosinhos e Leça da Palmeira
Avenida D. Afonso Henriques
Matosinhos -
Polícia:
LATITUDE
41.186749
LONGITUDE
-8.68396
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1542
1542, aqui existia uma capela doada, nesse ano, à Universidade de Coimbra.
1559
1559 e 1579, numa obra dirigida por João de Ruão, e com retábulo-mor executado por Tomé Velho (SMITH, 1966, p. 102
1579
1579, numa obra dirigida por João de Ruão, e com retábulo-mor executado por Tomé Velho (SMITH, 1966, p. 102
1650
1650-51 o retábulo foi substituído por um outro entalhado por Ambrósio Pereira que, por sua vez, foi alterado por Joã...
1726
1726, ditaram primeiro a renovação da capela-mor, com novo retábulo, desta feita da responsabilidade do entalhador Lu...
1743
1743, quando a Irmandade decidiu aumentar o projecto inicial, encarregando Nicolau Nasoni de traçar uma nova planta, ...
1744
1744.
1746
1746 tinham início os trabalhos de talha, um ano antes da conclusão da obra de pedraria (BRANDÃO, 1964, p. 13
1760
1760.
1963
1963, p.
1964
1964, p.
1966
1966, p.
1982
1982 (ver Decreto) Santuário de peregrinação muito procurado desde tempos bastante remotos devido à aparição, neste l...
1989
1989, p.
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IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Nicolau Nasoni, arquitecto do Porto SMITH, Robert C. Edição 1966
"Nasoni, Nicolau", Dicionário de Arte Barroca em Portugal ALVES, Joaquim Jaime Ferreira Edição 1989
A obra de Nicolau Nasoni no actual concelho de Matosinhos, separata da Revista MUSEU, 2ª série, n.º 7 BRANDÃO, Domingos de Pinho Edição 1964 Porto
"Obra de talha dourada no concelho de Matosinhos", Boletim da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos, n.º 10 BRANDÃO, Domingos de Pinho Edição 1963 Matosinhos

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