A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja do Bonfim

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja do Bonfim
Outras Designações
Igreja do Senhor do Bonfim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Considerada a mais barroca das igrejas portalegrenses, o Senhor do Bonfim situa-se, tal como o nome indica, num dos extremos da cidade. É um templo muito popular, palco de múltiplas romarias, que foi edificado no século XVIII por ordem do então Bispo de Portalegre, D. Álvaro Pires de Castro Noronha (também responsável pela construção do claustro da Sé). A igreja, de cariz quase erudito, é "bem proporcionada, de pequena escala e, talvez por isso, integralmente acabada - o que nem sempre acontecia aos programas iniciados no tempo de D. João V - abastados à partida, empobrecidos à chegada..." (RODRIGUES, PEREIRA, 1988, p. 73).
Este facto deverá ser compreendido à luz da história da cidade, uma vez que, e contrariamente ao que acontecia em cidades de dimensão semelhante, Portalegre conheceu grande prosperidade no século XVII, chegando mesmo a equiparar-se a Braga, Porto ou Évora. A burguesia local desenvolveu-se fortemente nesta época, baseando a sua actividade na agricultura, moagem e nos muito divulgados panos de Portalegre (RODRIGUES, 1989, p. 374).
De acordo com o Livro para as despesas e férias dos Mestres e serventes da Igreja do Senhor do Bonfim e a lápide de mármore sobre a porta lateral, a primeira pedra da igreja foi lançada a 1 de Dezembro de 1721 (PATRÃO, 1992, p. 190). Posteriormente, já na década de 70, o Bispo D. Pedro de Melo e Brito da Silveira e Alvim incentivou novas obras e vários melhoramentos que conduziram a um enriquecimento gradual do interior do templo.
A planta, rectangular, apresenta nave única, capela-mor e dois altares laterais. No exterior, a ornamentação concentra-se no pórtico, ladeado por duas torres sineiras e encimado por um frontão contracurvado, com decorações e alvenaria em relevo. A decoração interna é dominada pela aplicação de talha dourada, pintura a óleo, e silhares de azulejos azuis e brancos.
A talha reveste as paredes da capela-mor, o arco triunfal, os altares da nave (dedicados a Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora do Loreto), os dois púlpitos, situados sensivelmente a meio da nave, e as molduras que enquadram as telas. Contudo, parte destas obras denotam um concheado de características mais avançadas, que se aproximam de um gosto rococó.
O silhar de azulejos da nave, azul e branco, representa diferentes cenas da Vida de Cristo, legendadas nos próprios painéis - O Sõr no templo lansando fora os mercadores; A entrada do S. em Geruzalem; A seia do senacolo; e O lavatório dos pés dos discípulos.
No que respeita à pintura, encontramos alguns passos da Paixão nas paredes que articulam o arco triunfal com a nave; o Calvário e a Descida da Cruz na capela-mor; e representações alusivas à vida de Cristo na nave, que complementam, no registo superior, os painéis de azulejos de temática idêntica. Este último conjunto de pinturas, de meados do século XVIII, denota uma qualidade bastante inferior (KEIL, 1943). As pinturas do tecto são recentes, tal como os estuques pintados do tecto da capela-mor. Destaque ainda para a zona sob o coro, em que os frescos remontam à época de construção da igreja.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)
Número do Processo
À saída de Portalegre na E.N. n.º 246 para Castelo de Vide e Marvão
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço
-- -
Portalegre -
Polícia:
LATITUDE
39.304548
LONGITUDE
-7.433915
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1721
1721 (PATRÃO, 1992, p.
1943
1943).
1970
1970 (ver Decreto) Considerada a mais barroca das igrejas portalegrenses, o Senhor do Bonfim situa-se, tal como o nom...
1988
1988, p.
1989
1989, p.
1992
1992, p.
6
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Portalegre PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge Edição 1988 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
"Igreja do Senhor do Bonfim de Portalegre", A Cidade - Revista Cultural de Portalegre PATRÃO, José Dias Heitor Edição 1992
Tratado da Cidade de Portalegre SOTTO MAIOR, Diogo Pereira Edição 1984 Lisboa
"Portalegre", Dicionário da Arte Barroca em Portugal RODRIGUES, Jorge Edição 1989 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Quinta do Bonfim
Quinta do Bonfim

Portalegre

Ver Ficha
Seminário do Imaculado Coração de Maria ou Seminário Maior
Seminário do Imaculado Coração de Maria ou Seminário Maior

Portalegre

Ver Ficha
Edifício da Segurança Social
Edifício da Segurança Social

Portalegre

Ver Ficha
Convento de Santo António
Convento de Santo António

Portalegre

Ver Ficha