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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Barbacena

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Barbacena
Outras Designações
Castelo de Barbacena / Fortificações de Barbacena (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A povoação de Barbacena foi definitivamente reconquistada pelo rei D. Sancho II, na primeira metade do século XIII. O povoamento do burgo, possivelmente desenvolvido sobre um castro pré-romano, fez-se a partir da doação de Barbacena a D. Estêvão Anes, Chanceler-Mor de D. Afonso III, casado com uma filha ilegítima do monarca, e senhor do Alvito, no ano de 1251. O primeiro foral de Barbacena é outorgado pelo seu novo senhor em 1273, ainda durante o reinado afonsino. Durante o reinado de D. João I, são conhecidos os nomes de dois nobres partidários do rei, João Fernandes Pacheco e Martim Afonso de Melo, sendo este último guarda-mor do monarca e alcaide de Évora, a quem é sucessivamente atribuído o senhorio de Barbacena. João Fernandes Pacheco, adepto da causa do Mestre de Avis, perderia este e outros senhorios após trair o rei, passando a posse de Barbacena para Martim Afonso de Melo.
Em 1519, D. Manuel daria novo foral à vila, ordenando a reconstrução do seu castelo, que assim se pode supor em mau estado de conservação. Alguns anos mais tarde, em 1536, Barbacena é morgadio de D. Jorge Henriques, caçador-mor de D. João III, a quem se deve o arranque da construção do castelo, que fica por terminar aquando da morte do seu donatário, em 1572. Três anos mais tarde, a fortificação é comprada por Diogo de Castro do Rio, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real, e o primeiro a usar o título de senhor de Barbacena. O castelo então erguido, de planta quadrangular, não seria seguramente a primeira construção fortificada do local, onde deverá ter existido obra medieval.
No século XVII, no contexto da Guerra da Restauração, a fortaleza sofreu obras de modernização, de forma a adequar-se às novas tácticas militares, que exigiam a construção de um baluarte moderno. A entrada principal que ainda hoje se pode ver, um portal de pedra formando frontão com dois coruchéus, é desta época.
Em 1645, as tropas castelhanas assaltam o castelo, e em 1658 a guarnição é mesmo forçada a render-se ao Duque de Ossuna. Os ataques e as pilhagens, bem como a constante necessidade de modernização das defesas numa zona de tal importância estratégica, determinam a necessidade de novas obras de remodelação e fortificação, desta feita a cargo de Afonso Furtado de Mendonça, chanceler-mor do reino e primeiro Visconde de Barbacena, bisneto de Diogo de Castro do Rio. Seguem-se novos ataques ao baluarte, desta vez por parte do Marquês de Bay, governador de Badajoz, durante a Guerra da Sucessão de Espanha. Na verdade, Barbacena seria sitiada várias vezes até ao início do século XIX, e a sua proximidade com Espanha seria causa de considerável instabilidade da população local, devido às incursões dos soldados espanhóis.
Do castelo, de planta rectangular, conservam-se as paredes e a entrada principal, já citada, e ainda vestígios de um portal mais antigo, em arco redondo, entaipado. Da muralha da fortaleza, transformada no século XVII em planta estrelada, conservam-se vários troços e alguns elementos abaluartados, bem como torreões baixos (a Torre de Menagem foi derrubada no início do século XVII). Pode ainda ver-se a antiga Casa do Governador, edifício de alguma nobreza, com escadaria central dupla, e vestígios de uma capela no piso superior.
O castelo continuaria na posse da mesma família durante largos anos. Em 1816, D. João VI cria o cargo de Conde de Barbacena a favor de Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, 1º conde e 6º visconde de Barbacena. Seu filho, Francisco Furtado de Castro do Rio de Mendonça, 2º conde e 7º visconde de Barbacena, chegou a residir no castelo. Em 1896, há notícia da transacção do imóvel, vendido por Hermenegildo José Costa Campos a Alfredo de Andrade, de quem descenderia um dos últimos proprietários, José Luis Sommer de Andrade, vendedor do castelo em 2005, sendo o adquirente Mico da Câmara Pereira. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Portalegre / Elvas / Barbacena e Vila Fernando
Estrada Santa Eulália - Barbacena
Barbacena -
Polícia:
LATITUDE
38.960296
LONGITUDE
-7.293521
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1251
1251.
1273
1273, ainda durante o reinado afonsino.
1519
1519, D.
1536
1536, Barbacena é morgadio de D.
1572
1572.
1645
1645, as tropas castelhanas assaltam o castelo, e em 1658 a guarnição é mesmo forçada a render-se ao Duque de Ossuna. Os
1658
1658 a guarnição é mesmo forçada a render-se ao Duque de Ossuna. Os
1816
1816, D.
1896
1896, há notícia da transacção do imóvel, vendido por Hermenegildo José Costa Campos a Alfredo de Andrade, de quem de...
1967
1967 (ver Decreto) A povoação de Barbacena foi definitivamente reconquistada pelo rei D. S
2005
2005, sendo o adquirente Mico da Câmara Pereira.
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre) KEIL, Luís Edição 1943 Lisboa
Nicolau de Langres e a sua obra em Portugal MATTOS, Gastão de Mello Edição 1941 Lisboa
Elementos para um diccionário de geographia e história portugueza: concelho d'Elvas e extinctos de Barbacena, Villa-Boim e Villa Fernando ALMADA, Victorino de Edição 1891 Elvas
Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos Edição 2010 Coimbra

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