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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco
Outras Designações
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Implantada entre duas ruas que convergem no pequeno adro fronteiro à fachada principal, a igreja dos terceiros de São Francisco acompanha o declive do terreno, principalmente ao nível das salas do Consistório e das imagens da Procissão da quarta-feira de Cinzas, anexas ao templo.
Muito embora a Ordem Terceira de São Francisco se tenha fixado, em Elvas, em 1663, a construção da sua igreja teve início, apenas, em 1701. A planta longitudinal, articula nave única com coro alto e quatro capelas laterais, e capela-mor, através de arco triunfal de volta perfeita. Estudos recentes sobre este conjunto permitiram identificar o autor do seu traçado, o arquitecto elvense João de Madeyra (TEODORO, 1996, p. 170), que teria concluído a campanha arquitectónica em 1719. Todavia, e seguindo as investigações do mesmo autor, o contrato para a campanha decorativa do interior da igreja, nomeadamente para a execução do retábulo-mor, data de 28 de Agosto de 1729, o que implica dez anos sem notícias de outros trabalhos. Este último documento, assinado pelo reverendo Frei Martinho de São José, obriga à execução do retábulo pelos entalhadores Francisco Freire e Manuel de Oliveira, segundo o risco já apresentado pelos mesmos (IDEM, p. 170). Atendendo a que Miguel Ángel Vallecillo Teodoro atribuiu aos mesmos entalhadores os retábulos laterais, cremos que a campanha de talha se tenha prolongado pelos primeiros anos da década de 1730. Trata-se de um imponente conjunto barroco, embora já com elementos rococó, que extravasa o retábulo-mor, para revestir a totalidade da capela-mor, inclusivamente a abóbada e o arco triunfal, o qual se relaciona, ainda com a talha que reveste as capelas laterais.
Com o terramoto de 1755, e em virtude da igreja se encontrar sobre uma falha geológica, todo o conjunto foi muito afectado, obrigando a importantes obras de reconstrução que, de acordo com a inscrição da fachada, são datáveis de 1761. Esta, limitada por pilastras nos cunhais e terminando em empena com volutas, pauta-se por uma grande depuração. Excepção feita ao portal, onde se concentram os elementos decorativos. De verga recta, é flanqueado por pilastras que suportam um entablamento largo (onde figura a data de 1761 e uma estrela de oito pontas), ligando-se ao janelão superior através de duas volutas que enquadram as armas da Ordem. Já a fachada lateral, apresenta uma configuração que recorda a arquitectura civil, com janelas molduradas, numa concepção comum no Brasil, mas invulgar no nosso país, e que faz "destes edifícios verdadeiros conjuntos multifuncionais e de imagem híbrida" (RODRIGUES; PEREIRA, 1995, p. 70).
Desta fase pós-terramoto é, ainda, o revestimento azulejar das paredes da nave, em silhares recortados com representações da vida de São Francisco, identificadas na cartela inferior. São exemplares rococó, executados entre 1760-65 (SIMÕES, 1979, p. 388), e que se relacionam com a tonalidade azulada da base dos altares laterais (TEODORO, 1996, p. 170).
O púlpito, enquadrado pelo painel da estigmatização de São Francisco é, tal como as bases dos altares, de mármore branco e negro.
Uma última referência para a cisterna do pátio, uma encomenda do bispo D. João de Sousa Castelo Branco.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Localização
Portalegre / Elvas / Caia, São Pedro e Alcáçova
Largo dos Terceiros
Elvas -
Polícia:
LATITUDE
38.882705
LONGITUDE
-7.161687
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1663
1663, a construção da sua igreja teve início, apenas, em 1701. A
1701
1701.
1719
1719.
1729
1729, o que implica dez anos sem notícias de outros trabalhos.
1730
1730.
1755
1755, e em virtude da igreja se encontrar sobre uma falha geológica, todo o conjunto foi muito afectado, obrigando a ...
1760
1760-65 (SIMÕES, 1979, p.
1761
1761.
1977
1977 (ver Decreto) Implantada entre duas ruas que convergem no pequeno adro fronteiro à fachada principal, a igreja d...
1979
1979, p.
1995
1995, p.
1996
1996, p.
9
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Elvas PEREIRA, Mário, RODRIGUES, Jorge Edição 1995 Lisboa
Retablística Alto Alentejana (Elvas, Villaviciosa y Olivenza) en los siglos XVII-XVIII TEODORO, Miguel Ángel Vallecillo Edição 1996 Mérida
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
A Talha em Portugal SMITH, Robert C. Edição 1962 Lisboa
O Azulejo em Portugal SANTOS, Reinaldo dos Edição 1957 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre) KEIL, Luís Edição 1943 Lisboa

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