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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (antigo Palácio dos Viscondes de Portalegre)

Arquitectura Civil / Edifício

Designação
Designação Atual
Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (antigo Palácio dos Viscondes de Portalegre)
Outras Designações
Palácio dos Viscondes de Portalegre / Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Edifício
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No decorrer dos séculos XVII e XVIII a cidade de Castelo Branco conheceu um importante impulso na construção, ou reconstrução, de edifícios civis e religiosos fora das muralhas. Como "grande parte das obras deste período são fruto de reformas radicais de edifícios anteriores" a arquitectura caracteriza-se por uma certa oscilação entre o maneirismo e o barroco "(...) que vacila entre o conservadorismo e a inovação; entre o modelo sóbrio, arcaico e tradicional, e o modelo elaborado, que consubstancia novas arquitecturas e novos estilos" (LEITE, 1991, p. 40).
O Palácio dos Viscondes de Portalegre, como é conhecido na cidade, foi construído em 1743, encontrando-se então na posse da família Fonseca Coutinho. O seu desenho denota exactamente a utilização de tipologias diferenciadas - maneiristas e barrocas -, integrando-se estruturalmente na denominada arquitectura apalaçada da Beira "(...) proporções e massas horizontalizadas imponentes; a fachada principal, voltada para a rua, é a mais cuidada, marcada pelo eixo central - porta / janela - e pelo simetrismo da sua composição, em detrimento das laterais ou posteriores. Dos elementos decorativos disponíveis, além dos brasões, poucos mais são usados na valorização da habitação: enrolamentos, cartelas, concheados ou grades e varandas de ferro que contrastam com a compacticidade e dureza do granito" (LEITE, 1991, p. 45).
Construído, como já referimos, em 1743, a planta do Palácio deveria, originalmente, apresentar apenas um corpo central, a que foram posteriormente acrescentados dois corpos laterais desiguais, que lhe conferiram a estrutura em U que hoje conhecemos (semelhante ao edifício onde se encontra a Câmara Municipal). Na fachada regular de dois andares destaca-se, ao centro, o portal de lintel recto onde se observa a data de 1743, rematado por frontão triangular interrompido. Sobrepõe-se-lhe uma janela de sacada de dimensões um pouco superiores às restantes que compõem o alçado principal. A rigorosa simetria que se observa na disposição dos vãos repete-se em todos os alçados. No interior, destaca-se no átrio, a escadaria de acesso ao primeiro andar, o salão nobre com pé-direito duplo, e a sala de música.
Em 1888 o Estado adquiriu o imóvel, para três anos depois instalar aí o Governo Civil. Já no decorrer da primeira metade do século XX, o edifício acolheu inúmeras dependências de serviços públicos. Em 2001 o piso superior foi afecto ao IPPAR, funcionando aí a Direcção Regional de Castelo Branco, e o Governo Civil no piso térreo.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Despacho de concordância de 19-09-2019 da diretora-geral da DGPC e a determinar o envio do processo à DRC para reanálise da proposta de ZEP
Parecer de 19-07-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a concordar com a delimitação mas a considerar as restrições/articulados vagos e algo permissivos, propondo a a revisão da proposta de ZEP no sentido de maior rigor e objetividade no sentido de facilitar o processo de decisão baseado em critérios claros e objetivos que contrariem a decisão casuística
Proposta de 19-07-2018 da DRC do Centro
Em 13-06-2018 a CM de Castelo Branco informou que o Órgão Executivo da CM, em reunião de 1-06-2018, deliberou por unanimidade aprovar a proposta de ZEP
No seguimento de nova reunião com a CM de Castelo Branco, em 20-04-2018 a DRC do Centro enviou nova proposta à autarquia
Proposta de alteração de 14-11-2017 da CM de Castelo Branco
Em 2-08-2017 a DRC do Centro enviou nova proposta à CM de Castelo Branco
Em 8-03-2017 a CM de Castelo Branco informou não concordar com a obrigatoriedade de acompanhamentop arqueológico para qualquer tipo de obra de revoilvimento do solo
No seguimento de reunião com a CM de Castelo Branco, em 2-12-2016 a DRC do Centro enviou nova proposta à autarquia
Em 10-03-2016 a CM de Castelo Branco informou não se justificar o estabelecimento da referida ZEP
Em 18-12-2015 a DRC do Centro enviou nova proposta à CM de Castelo Branco
Em 8-05-2013 a CM de Castelo Branco informou que o Órgão Executivo da CM, em reunião de 3-05-2013, deliberou por unanimidade aprovar a proposta de ZEP
Em 18-04-2013 a DRC do Centro enviou proposta de ZEP à CM de Castelo Branco para emissão de parecer
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Castelo Branco / Castelo Branco / Castelo Branco
Praça do Município
Castelo Branco -
Polícia:
LATITUDE
39.823337
LONGITUDE
-7.493435
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1743
1743, encontrando-se então na posse da família Fonseca Coutinho. O
1888
1888 o Estado adquiriu o imóvel, para três anos depois instalar aí o Governo Civil. Já
1978
1978 (ver Decreto) No decorrer dos séculos XVII e XVIII a cidade de Castelo Branco conheceu um importante impulso na ...
1991
1991, p.
2001
2001 o piso superior foi afecto ao IPPAR, funcionando aí a Direcção Regional de Castelo Branco, e o Governo Civil no ...
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IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco SALVADO, António Edição 1976 Castelo Branco
Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
Castelo Branco LEITE, Ana Cristina Edição 1991 Lisboa
Castelo Branco e a sua Região NUNES, António Pires Edição 1980 Coimbra
"Monumentos de Castelo Branco - Capelas e Cruzeiros", Beira Baixa SANTOS, Manuel Tavares dos Edição 1953 Castelo Branco
Memorial Chronológico e Descriptivo da Cidade de Castelo Branco SILVA, J. A. Porfírio Edição 1853 Lisboa
Castelo Branco na História e na Arte Edição 1958

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