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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Sé de Castelo Branco / Igreja de São Miguel, matriz de Castelo Branco, e respetivo património móvel integrado

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Sé de Castelo Branco / Igreja de São Miguel, matriz de Castelo Branco, e respetivo património móvel integrado
Outras Designações
Sé Catedral de Castelo Branco / Igreja Matriz de Castelo Branco / Igreja Paroquial de São Miguel / Catedral de Castelo Branco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Com referências documentais conhecidas desde o século XIII, a igreja de São Miguel reveste-se de particular interesse, ao reflectir todo um percurso religioso e patrimonial de mais de oito séculos, que é também parte integrante da história da cidade. Percurso esse documentado pelas várias inscrições patentes na nave da igreja, alusivas às diferentes campanhas arquitectónicas de que hoje subsistem maioritariamente testemunhos barrocos e rococós, muito embora seja possível identificar vestígios da estrutura quinhentista no arco cruzeiro (RIBEIRO, 2002) ou mesmo de épocas anteriores nos contrafortes da capela-mor, e dependências revestidas por cruzarias de ogivas.
Recentemente, e no decorrer de obras de recuperação do imóvel (Março de 2004), foi descoberta uma necrópole medieval na zona exterior junto à cabeceira da igreja, com 32 sepulturas antropomórficas, em granito (que conservam as ossadas em bom estado), muito possivelmente, dos séculos XIV ou XV.
Com a elevação de Castelo Branco a Diocese, em 1771 (até 1882 quando foi anexada à Diocese de Portalegre), a igreja de São Miguel tornou-se Catedral, beneficiando das obras, de inícios do século XVI, que haviam destruído quase na totalidade os vestígios da estrutura medieval original. De facto, ainda antes de ser elevada a Catedral, a igreja teve várias campanhas, que remontam aos séculos XVII e XVIII com a reestruturação do arco triunfal cerca de 1608; a reedificação da igreja em 1682 por iniciativa do Bispo da Guarda D. Martins de Melo (os primeiros dois registos da actual fachada deverão remontar a esta época); a campanha decorativa de 1691 em que D. Frei Luís da Silva (Bispo da Guarda) patrocinou a introdução de telas de Bento Coelho da Silveira em oito capelas.
Do período posterior a 1771 data a reconstrução da capela-mor por Pedro Gonçalves (mestre pedreiro) em 1785, que incluiu ainda o retábulo e o órgão, a sacristia e a capela do Santíssimo; ou a inclusão de telas de Pedro Alexandrino para o retábulo-mor e capela do Santíssimo em 1791.
Em 1803 a igreja encontrava-se necessitada de nova intervenção de restauro, depois da queda da cobertura da nave, do coro, e do avançado estado de ruína da fachada e de uma das torres. Se bem que as obras destas últimas só tenham vindo a ser efectuadas em meados do século XX, as restantes permitiram actualizar a igreja em relação às novas exigências litúrgicas (LEITE, 1991, p. 54).
No conjunto do edifício, é de destacar não apenas a relevância das composições exteriores, de gosto assumidamente barroco (da campanha de 1682), ou já de cariz neo-clássico em determinados pormenores interiores mais tardios (como as pinturas das abóbadas da nave a capela-mor), mas também o papel fundamental atribuído à pintura, resultante da encomenda a Bento Coelho e Pedro Alexandrino, artistas que marcaram dois períodos diferenciados do barroco nacional.
O edifício actual, de planta longitudinal, com duas torres adossadas à fachada e sacristia também adossada, apresenta alçado principal imponente mas relativamente austero, com três portais a que correspondem, no registo superior, duas janelas e um nicho com a imagem de São Miguel a pisar o dragão, em pedra pintada. O interior, de nave única com alçados de dois registos, exibe seis altares laterais, de talha dourada com colunas torsas e pintura a óleo. Destaca-se a Capela do Santíssimo, revestida com mármores de cor branca, cinza e preta, e com a representação da Última Ceia (LEITE, 1991, p. 56).
Rosário Carvalho
Diploma de Classificação
Decreto n.º 10/2021, DR, 1.ª série, n.º 109, de 7-06-2021 (reclassificou como MIN com a designação de MN e alterou a designação para Sé de Castelo Branco/Igreja de São Miguel, matriz de Castelo Branco, e respetivo património móvel integrado) (ver Decreto)
Classificação aprovada no Conselho de Ministros de 22-04-2021
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 21-05-2020 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 219/2019, DR, 2.ª série, n.º 243, de 18-12-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 14-03-2019 da diretora-geral da DGPC e a determinar que fosse promovida a consulta pública, dado não haver ampliação do objeto a reclassificar
Parecer de 28-11-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a abertura de procedimento de reclassificação como MN e alteração da designação para "Sé de Castelo Branco/Igreja de São Miguel, matriz de Castelo Branco, e respetivo património móvel integrado"
Proposta de 9-10-2018 da DRC do Centro para a abertura de procedimento de reclassificação como MN e alteração da designação para "Sé de Castelo Branco/Igreja de São Miguel, matriz de Castelo Branco, e respetivo património integrado"
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (classificou como IIP a Igreja de S. Miguel, também igreja matriz e sé catedral) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12700426
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Castelo Branco / Castelo Branco / Castelo Branco
Largo da Sé
Castelo Branco -
Polícia:
LATITUDE
39.826754
LONGITUDE
-7.490947
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1608
1608; a reedificação da igreja em 1682 por iniciativa do Bispo da Guarda D. M
1682
1682 por iniciativa do Bispo da Guarda D.
1691
1691 em que D.
1771
1771 (até 1882 quando foi anexada à Diocese de Portalegre), a igreja de São Miguel tornou-se Catedral, beneficiando d...
1785
1785, que incluiu ainda o retábulo e o órgão, a sacristia e a capela do Santíssimo; ou a inclusão de telas de Pedro A...
1791
1791.
1803
1803 a igreja encontrava-se necessitada de nova intervenção de restauro, depois da queda da cobertura da nave, do cor...
1882
1882 quando foi anexada à Diocese de Portalegre), a igreja de São Miguel tornou-se Catedral, beneficiando das obras, ...
1978
1978 (classificou como IIP a Igreja de S.
1991
1991, p.
2002
2002) ou mesmo de épocas anteriores nos contrafortes da capela-mor, e dependências revestidas por cruzarias de ogivas. R
2004
2004), foi descoberta uma necrópole medieval na zona exterior junto à cabeceira da igreja, com 32 sepulturas antropom...
2018
2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a abertura de procedimento de reclassificação como MN e alteraç...
2019
2019, DR, 2.ª série, n.º 243, de 18-12-2019 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 14-03-2019 da diretora-geral da...
2020
2020 do diretor-geral da DGPC Anúncio n.º 219/2019, DR, 2.ª série, n.º 243, de 18-12-2019 (ver Anúncio) Despacho de c...
2021
2021, DR, 1.ª série, n.º 109, de 7-06-2021 (reclassificou como MIN com a designação de MN e alterou a designação para...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco SALVADO, António Edição 1976 Castelo Branco
"Obras de Pedro Alexandrino de cara lavada", Raia - da Beira interior ao Alto Alentejo, n.º 56, pp. 38-41 REGO, Pedro Edição 2004 Castelo Branco
Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses VITERBO, Francisco M. de Sousa Edição 1988 Lisboa
"Lembranças para a História do Bispado de Castelo Branco", Estudos de Castelo Branco DIAS, Jaime Lopes Edição 1971 Castelo Branco
Monographia de Castello Branco ROXO, António Edição 1891 Elvas
Esboço Histórico da Cidade de Castelo Branco MARTINS, Anacleto Pires da Silva Edição 1979 Castelo Branco
Castelo Branco e o seu Alfoz, Achegas para uma Monografia Regional CARDOSO, J. Ribeiro Edição 1953 Castelo Branco
"Apontamentos para a História de Castelo Branco", Estudos de Castelo Branco CARDOSO, Eloy Edição 1963 Castelo Branco
Arte e Artistas na Beira Baixa HORMIGO, José Joaquim Mendes Edição 1998 sl
Jardim do Paço - novos contributos para o estudo dos recreios episcopais de Castelo Branco REGO DA SILVA, Pedro Edição 2001 Castelo Branco
Castelo Branco LEITE, Ana Cristina Edição 1991 Lisboa
Memorial Chronológico e Descriptivo da Cidade de Castelo Branco SILVA, J. A. Porfírio Edição 1853 Lisboa
"Igreja de São Miguel da Sé de Castelo Branco", Reconquista RIBEIRO, João Edição 2002 Castelo Branco
Castelo Branco na História e na Arte Edição 1958

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

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Exploração Geográfica
Igreja de Santo António (também denominada Igreja da Misericórdia Velha ou Igreja de Santa Isabel), incluindo o património móvel integrado
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Cruzeiro de Castelo Branco
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