A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja Paroquial de São João Baptista de Rei

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja Paroquial de São João Baptista de Rei
Outras Designações
Igreja de São João Baptista, paroquial de São João de Rei / Igreja Paroquial de São João de Rei / Igreja de São João Baptista (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As primeiras referências documentais a São João de Rei remontam às Inquirições de 1053, constituindo o denominado Foral Velho, de 1228, o mais importante e antigo diploma referente a esta freguesia. D. Afonso Henriques inscreveu a localidade no domínio do Mosteiro de Santa Maria do Bouro, e D. Manuel concedeu-lhe novo foral com data de 25 de Fevereiro de 1514. O concelho de São João de Rei, dependente da Comarca de Guimarães, dispunha, em 1706, de um juiz, dois vereadores, um procurador por eleição trienal do povo, almotacéis, quatro tabeliães e outros (CELESTINO, 1994). A documentação conhecida permite concluir que era um concelho relativamente rico (IDEM). Foi concelho até 1853, transformando-se, no ano seguinte, em freguesia integrada no concelho de Póvoa de Lanhoso (ASSIS, ENCARNAÇÃO, 17/06/2004).
A igreja que hoje conhecemos, dedicada a São João Baptista, é uma edificação do século XVIII, com certeza construída em substituição de uma outra, mais antiga, que serviu a paróquia desde os seus tempos mais remotos. É possível que a implantação do templo primitivo coincida com a do actual, justificando-se esta ideia pelos vestígios de elementos altimedievais encontrados, dos quais se destaca um capitel pré-românico, que serve de base à pia de água benta (muito embora não seja possível determinar com exactidão se o capitel é originário desta igreja) (CELESTINO, 1994; ASSIS, ENCARNAÇÃO, 17/06/2004).
Em 1698, uma Visitação do "Livro das Visitações", refere a necessidade de construir uma nova igreja (ASSIS, ENCARNAÇÃO, 17/06/2004). O século XVIII foi, ao que tudo indica, um período de prosperidade e crescimento económico nesta região, porventura fruto de rendimentos e recursos económicos oriundos de terras brasileiras (CELESTINO, 1994). Todavia, o templo não reflecte este desenvolvimento económico, pautando-se por uma depuração mais próxima da arquitectura chã seiscentista, ou mesmo anterior. Na verdade, o frontão que remata o portal principal deixa adivinhar um desenho erudito, de grande classicismo, e os pináculos (de inspiração flamenga), revelam um gosto pouco comum no século XVIII, mas muito característico do final do século XVI e inícios da centúria seguinte. Estas características poderiam fazer recuar a edificação da igreja, mas os elementos conhecidos até à data não permitem afirma-lo com certeza. A ser uma edificação setecentista, importa reforçar a ideia de que o templo retoma modelos arquitectónicos muito anteriores.
Os volumes da nave a da capela-mor são bem visíveis do exterior, com o último mais estreito e baixo, mas ambos rematados por pináculos nos cunhais, e cruz na empena. Na fachada, apenas o portal se destaca: de verga recta, é encimado por frontão triangular. O revestimento azulejar é recente. Junto ao frontispício da igreja, ergue-se o campanário, de cantaria, coroado por pináculos e cruz, com duas sineiras e acesso por escadaria.
De planta longitudinal, com nave única e capela-mor, o interior apresenta coro-alto, púlpito com base em granito e balaustrada de madeira, e altares laterais abertos por arcos de volta perfeita, em cantaria, com retábulos. O arco triunfal, de volta perfeita, em cantaria, articula a nave e a capela-mor, onde se destaca o retábulo, de talha dourada, de estilo nacional. São muito poucas as referências conhecidas relativas a esta imponente obra, que ocupa a parede testeira da capela-mor. Apenas se sabe que não era mencionada em 1726 (CRAESBEEK, 1726), o que, juntamente com a representação das armas de São Francisco de Assis (dois braços em forma de cruz), tem levado alguns autores a questionar se este altar seria, originalmente, destinado a este espaço, uma vez que a igreja é dedicada a São João Baptista (ASSIS, ENCARNAÇÃO, 17/06/2004).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Póvoa de Lanhoso / São João de Rei
-- -
São João de Rei -
Polícia:
LATITUDE
41.62246
LONGITUDE
-8.293162
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1053
1053, constituindo o denominado Foral Velho, de 1228, o mais importante e antigo diploma referente a esta freguesia.
1228
1228, o mais importante e antigo diploma referente a esta freguesia.
1514
1514.
1698
1698, uma Visitação do "Livro das Visitações", refere a necessidade de construir uma nova igreja (ASSIS, ENCARNAÇÃO, ...
1706
1706, de um juiz, dois vereadores, um procurador por eleição trienal do povo, almotacéis, quatro tabeliães e outros (...
1726
1726 (CRAESBEEK, 1726), o que, juntamente com a representação das armas de São Francisco de Assis (dois braços em for...
1853
1853, transformando-se, no ano seguinte, em freguesia integrada no concelho de Póvoa de Lanhoso (ASSIS, ENCARNAÇÃO, 1...
1982
1982 (ver Decreto) As primeiras referências documentais a São João de Rei remontam às Inquirições de 1053, constituin...
1994
1994).
2004
2004).
7
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Antigamente era San Johan de Rey CELESTINO, António Edição 1994 Póvoa do Lanhoso
"Freguesia de S. João de Rei já foi concelho", Diário do Minho ENCARNAÇÃO, Marta, ASSIS, Francisco de Edição 2004 Braga
"Retábulo barroco representa a maior riqueza da igreja", Diário do Minho ENCARNAÇÃO, Marta, ASSIS, Francisco de Edição 2004 Braga
"Igreja paroquial guarda vestígios do templo primitivo", Diário do Minho ENCARNAÇÃO, Marta, ASSIS, Francisco de Edição 2004 Braga
Terras de Lanhoso: monografias NORTON, Maria Henriqueta C. R. Teixeira da Mota, FREITAS, Paulo Alexandre Ribeiro Edição 1987 Póvoa de Lanhoso
Memórias ressuscitadas da Província de Entre-Douro-e-Minho CRAESBEECK, Francisco Xavier da Serra Edição 1726

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Pelourinho de Monsul (fragmentos na povoação)
Pelourinho de Monsul (fragmentos na povoação)

Póvoa de Lanhoso

Ver Ficha
Casa solarenga
Casa solarenga

Póvoa de Lanhoso

Ver Ficha
Portal armoreado da Casa da Torre de Vilar
Portal armoreado da Casa da Torre de Vilar

Amares

Ver Ficha
Casa da Ribeira
Casa da Ribeira

Amares

Ver Ficha