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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casal de Santa Maria (conjunto edificado e zona envolvente), também denominado «Parque de Serralves» ou «Quinta do Riba de Ave» (primitiva Quinta do Conde de Vizela - Carlos Alberto Cabral)

Arquitectura Civil / Casal

Designação
Designação Atual
Casal de Santa Maria (conjunto edificado e zona envolvente), também denominado «Parque de Serralves» ou «Quinta do Riba de Ave» (primitiva Quinta do Conde de Vizela - Carlos Alberto Cabral)
Outras Designações
Casa de Serralves / Casal de Santa Maria / Museu de Serralves (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Parque de Serralves (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Casal
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Actualmente conhecido como Casa de Serralves, sede da fundação com o mesmo nome, este imóvel constituiu originalmente a habitação portuense do segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, numa freguesia rural da zona ocidental do Porto. A encomenda do conjunto, constando de uma casa com capela, um parque de grandes dimensões, zonas de lazer e agrícolas, e edifícios anexos, foi atribuída ao prestigiado arquitecto portuense José Marques da Silva, formado em Paris, e autor, entre outros, do teatro de São João e da estação ferroviária de São Bento, na mesma cidade. Da reunião entre o gosto actualizado de Carlos Alberto Cabral e a marcante influência francesa da obra de Marques da Silva, surgiria um dos mais interessantes exemplares de arquitectura Art Deco do país, e uma excepcional adição ao património modernista da cidade do Porto.
Após um primeiro projecto, datado de 1925 e apresentado na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais de Paris, no mesmo ano, o risco definitivo da Casa de Serralves surgiria em 1931, seguindo-se-lhe o projecto dos jardins, estes da autoria do arquitecto e urbanista francês Jacques Gréber, trazendo já um largo currículo internacional. As obras ficaram concluídas em 1940, apenas sete anos antes da morte de Marques da Silva.
A casa é um edifício de dois pisos (e cave), cuja planta se articula ainda com o corpo da capela, definindo uma zona de pátio aberto. Na fachada principal, muito característica, destaca-se o avançado envidraçado que enquadra a entrada. As antigas dependências familiares, com zonas de serviço na cave, salas no piso térreo, e quartos no segundo piso, encontram-se presentemente adaptadas como espaço museológico. Esta utilização contemporânea da casa é bastante feliz, adequando-se a ela as suas linhas modernistas, as largas superfícies envidraçadas, a ligação dos salões principais aos respectivos jardins, ou o imponente hall principal, de pé-direito duplo. A adaptação a espaço cultural, de fruição pública, também está de acordo com as particularidades históricas e arquitectónicas do imóvel e do parque envolvente. A casa, representando um ícone modernista da cidade do Porto e uma obra única no seu estilo no país, destaca-se também no conjunto da produção de Marques da Silva, que aqui logrou conjugar os códigos puramente Déco com um "pragmatismo construtivo" (Ana TOSTÕES) que ultrapassa o mero decorativismo e assume uma escala e equilíbrio notáveis. Na decoração dos interiores, efemeramente habitados por Carlos Alberto Cabral e Blanche Daubin na década de 40, foram ainda utilizadas obras de artistas franceses de primeiríssima linha, como sejam Edgar Brandt, Jacques-Émile Ruhlmann, Jules Leleu, Charles Siclis (que havia sido já chamado para traçar a casa principal, depois entregue a Marques da Silva), René Lalique, e outros.

Quanto ao parque, este representa um dos poucos (e mais relevantes) exemplos de paisagismo modernista, de influência francesa, em todo o mundo. Constituído por 18 hectares de terreno em socalcos, inclui um jardim com relvados, árvores frondosas, canteiros e tanques de água, ligado por uma escadaria ao lago de tipo romântico; continua a desdobrar-se em terrenos agrícolas, com pastagens e horta, até terminar na zona dos antigos estábulos e anexos. Junto à casa fica o grande Roseiral, entre os mais notáveis do país e actualmente em fase de recuperação, e outras zonas ajardinadas. Existe ainda uma extensa mancha de bosque (carvalhal) e um campo de ténis. Na sua totalidade, a área verde garantida pelo Parque de Serralves, de resto inserido numa zona densamente urbanizada, apresenta um importantíssimo contributo para a qualidade ambiental da cidade do Porto. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 31-G/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (sem restrições) (reclassificou como MN) (ver Decreto)
Anúncio n.º 14393/2011, DR, 2.ª série, n.º 195, de 11-10-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 23-03-2010 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Informação favorável de 17-12-2009 da DRC do Norte
Proposta de 14-10-2009 da Fundação Serralves para a reclassificação como MN
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (classificou como IIP o "Casal de Santa Maria (conjunto edificado e zona envolvente), também denominado «Parque de Serralves» ou «Quinta do Riba de Ave» (primitiva Quinta do Conde de Vizela - Carlos Alberto Cabral)") (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Decreto n.º 31-G/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (manteve em vigor a ZEP já fixada) (ver Decreto)
Anúncio n.º 14393/2011, DR, 2.ª série, n.º 195, de 11-10-2011 (ver Anúncio)
Parecer de 23-03-2010 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor que a ZEP seja mantida mas que o seu limite seja rigorosamente desenhado
Portaria n.º 593/99, DR, II Série, n.º 133, de 09-06-1999 (sem restrições)
Afectação 9914629
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Porto / Lordelo do Ouro e Massarelos
Avenida do Marechal Gomes da Costa
Porto -
Polícia:
Rua de Serralves
Porto -
Polícia: 977
Rua de D. João de Castro
Porto -
Polícia:
Rua de Gil Eanes
Porto -
Polícia:
Rua de Bartolomeu Velho
Porto -
Polícia: 141
Largo de D. João III
Porto -
Polícia:
LATITUDE
41.159605
LONGITUDE
-8.656479
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1925
1925 e apresentado na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais de Paris, no mesmo ano, o risco defi...
1931
1931, seguindo-se-lhe o projecto dos jardins, estes da autoria do arquitecto e urbanista francês Jacques Gréber, traz...
1940
1940, apenas sete anos antes da morte de Marques da Silva.
1996
1996 (classificou como IIP o "Casal de Santa Maria (conjunto edificado e zona envolvente), também denominado «Parque ...
2009
2009 da DRC do Norte Proposta de 14-10-2009 da Fundação Serralves para a reclassificação como MNDecreto n.º 2/96, DR,...
2010
2010 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
2011
2011, DR, 2.ª série, n.º 195, de 11-10-2011 (ver Anúncio)Parecer favorável de 23-03-2010 do Conselho Consultivo do IG...
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (sem restrições) (reclassificou como MN) (ver Decreto) Anúnc...
18
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
<i>Arquitectura Moderna e Obra Global a partir de 1900</i> TOSTÕES, Ana Edição 2009 Porto
Marques da Silva CARDOSO, Ana Sofia Edição 2012 Vila do Conde

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