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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa de Penalva

Arquitectura Civil / Casa

Designação
Designação Atual
Casa de Penalva
Outras Designações
Solar dos Azeredos Pinto / Casa de Penalva (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Casa
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A documentação existente, estudada e divulgada pelo proprietário (AZEREDO, 1938), permite acompanhar a evolução da casa de Penalva, que constitui um bom exemplo das sucessivas campanhas arquitectónicas de que muitos edifícios foram objecto, ao longo dos séculos, conservando, no entanto, o equilíbrio e as linhas de força que mais caracterizam o imóvel (AZEVEDO, 1969, pp. 15-17).
Foi primeiro senhor de Penalva, António de Azeredo Pinto, que veio de Mesão Frio para se instalar em Baião, no primeiro quartel do século XVII, remontando a esta época as zonas mais antigas da casa (AZEREDO, 1938, p. 71; IDEM, 1914).
Assim, e partindo de um primeiro núcleo seiscentista, que corresponde às actuais zonas de serviços, a Casa de Penalva foi ampliada em 1738, construindo-se, nessa época, parte da actual fachada. As obras deste período ficaram a dever-se à iniciativa de Francisco José de Azeredo e Melo, prolongando-se, muito possivelmente até á segunda metade do século. Foi, no entanto, entre 1870 e 1871 que a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado principal longo e oratório numa das extremidades. Na verdade, a capela primitiva, dedicada a Santa Bárbara e edificada em 1640, encontrava-se afastada da casa, tendo sido demolida em 1900 por ameaçar ruína. Sobreveio-lhe, apenas, o lintel da porta com uma inscrição referente à sua fundação, que passou integrar a capela edificada em 1870, no interior da casa, e que viria a ser reconstruída em 1933 (IDEM, p. 72), ganhando, então, um maior destaque no prolongamento da fachada.
Esta, voltada para o jardim, desenvolve-se em dois registos, com vãos rectangulares no primeiro e janelas de guilhotina, com molduras recortadas no segundo. Destacam-se as centrais pelo lintel coroado por volutas e medalhão central. O ritmo destes vãos converge para a porta, de moldura recortada e encimada pela pedra de armas dos Azeredo e Pinto, implantado já ao nível do frontão triangular que a empena desenha. A capela, com portal e óculo quadrilobado profusamente decorados e recortados, termina num frontão triangular de lanços contracurvados, com fogaréus no prolongamento dos cunhais.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Número do Processo
Penalva
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Baião / Ancede e Ribadouro
-- -
Penalva -
Polícia:
LATITUDE
41.110282
LONGITUDE
-8.059841
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1640
1640, encontrava-se afastada da casa, tendo sido demolida em 1900 por ameaçar ruína. S
1738
1738, construindo-se, nessa época, parte da actual fachada.
1870
1870 e 1871 que a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado principal longo e oratório numa das extremidade...
1871
1871 que a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado principal longo e oratório numa das extremidades. Na
1900
1900 por ameaçar ruína. S
1914
1914).
1933
1933 (IDEM, p.
1938
1938), permite acompanhar a evolução da casa de Penalva, que constitui um bom exemplo das sucessivas campanhas arquit...
1969
1969, pp.
1978
1978 (ver Decreto) A documentação existente, estudada e divulgada pelo proprietário (AZEREDO, 1938), permite acompanh...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
Casas de Baião AZEREDO, Álvaro de Edição 1938 Porto
Azeredos de Mesão-Frio: seus ramos e ligações MELO, Álvaro de Azeredo Leme Pinto e Edição 1914 Porto

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