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Logótipo MCJD PCI
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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Marcos graníticos n.os 5 e 6

Arquitectura Civil / Marco

Designação
Designação Atual
Marcos graníticos n.os 5 e 6
Outras Designações
Marcos na Quinta do Piar / Marcos de Demarcação da Zona de Produção de Vinhos Generosos do Douro em Mesão Frio (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Marco
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Localizados na Quinta do Piar, na freguesia de Barqueiros, concelho de Mesão Frio, estes marcos em granito integram um extenso conjunto de outros exemplares da mesma tipologia que demarcam geograficamente a denominada Região Vinhateira do Alto Douro, ou Alto Douro Vinhateiro.
O marco n.º 5 apresenta um corpo paralelepipédico de remate liso, com 122 cm de altura por 43 cm de largura, apresentando na face principal, virada para o socalco, a inscrição "FEITORIA" distribuída por duas linhas. O marco n.º 6, de menores dimensões (62x38x27cm), está integrado na parede Norte do armazém da quinta, a cerca de 4m de altura do solo, servindo de cachorro de suporte de uma das vigas da armação do telhado. Formando também um paralelepípedo, apresenta na face principal a inscrição "FEITORIA" dividida em duas gravações.
História
Embora se conheçam referências documentais ao Vinho do Porto desde o terceiro quartel do século XVII, será a partir do Tratado de Methuen, celebrado em 1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O referido acordo entre as duas coroas estimulou de forma notória a produção nacional, procedendo-se então à reestruturação dos vinhedos e elegendo-se os terrenos da zona do Cima Corgo para a sua produção.
No entanto, a elevada produção da região, que transformou totalmente a sua paisagem e passou a dedicar-se em exclusivo à vinha, levou a uma crise de superprodução de vinho, apenas ultrapassada com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no ano de 1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O estabelecimento da Companhia teve como objetivo demarcar a região vinícola do Alto Douro, garantindo assim a qualidade do vinho e criando a primeira zona mundial de origem controlada no sentido em que é hoje entendido esse conceito.
Foi justamente no âmbito desta medida que em 1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colocação de 201 marcos de granito, aos quais se juntaram, em 1761, mais 134 marcos. Este vasto conjunto de imponentes padrões de pedra marca uma extensa região que se estende ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, abrangendo nove concelhos dos distritos de Vila Real e Viseu.
Executados em granito, estes padrões paralelepipédicos foram gravados com a designação "Feitoria", havendo nalguns casos a adição do ano em que foram colocados. A demarcação e a respetiva colocação dos marcos foram realizadas pela Comissão Demarcante, constituída por Carvalho e Melo; o texto resultante deste trabalho permite identificar as vinhas demarcadas, os seus proprietários e o local de implantação original do marco.
Em 1946 grande parte dos marcos pombalinos foram classificados como de interesse público, sendo então catalogados com um número. Estão integrados na classificação do Alto Douro Vinhateiro, inscrito em 2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.
Estes dois marcos, correspondentes aos números 5 e 6, foram colocados na primeira adição da demarcação, entre os rios Teixeira e Seromenha, nos terrenos da Quinta do Piar, propriedade de Lourenço de Azevedo, que solicitou a inclusão da sua quinta na demarcação em 1759. Mais tarde, ambos seriam aproveitados para a construção do armazém da quinta; o n.º 5 foi retirado em 1941 e recolocado na vinha abaixo da casa por iniciativa do então proprietário, o Eng.º Luis Guedes de Paiva.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
(com a colaboração do Museu do Douro)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 35 909, DG, Série I, n.º 236, de 17-10-1946 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Mesão Frio / Barqueiros
Quinta do Piar
- -
Polícia:
LATITUDE
41.137006
LONGITUDE
-7.890269
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1703
1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O
1756
1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O
1757
1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colo...
1759
1759.
1761
1761, mais 134 marcos.
1941
1941 e recolocado na vinha abaixo da casa por iniciativa do então proprietário, o Eng.º Luis Guedes de Paiva.Catarina...
1946
1946 (ver Decreto) ImóvelLocalizados na Quinta do Piar, na freguesia de Barqueiros, concelho de Mesão Frio, estes mar...
2001
2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.Estes dois marcos, co...
2010
2010.Estes dois marcos, correspondentes aos números 5 e 6, foram colocados na primeira adição da demarcação, entre os...
2018
2018(com a colaboração do Museu do Douro)
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Marcos da Demarcação AA.VV. Edição 2007 Peso da Régua
As demarcações pombalinas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1951 Porto
As demarcações marianas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1996 Porto

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