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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Citânia da Raposeira

Arqueologia / Citânia

Designação
Designação Atual
Citânia da Raposeira
Outras Designações
Senhora do Castelo / Citânia de Martins Sarmento / Ruínas Romanas da Raposeira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Citânia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Sítio
É no fundo poente do monte da Senhora do Castelo, em Mangualde, que se localiza o Sítio Arqueológico da Raposeira, o mais importante do concelho.
O monte terá albergado um povoado amuralhado em época proto-histórica, mantendo-se habitado durante a época romana. O sítio classificado consiste num conjunto de estruturas e vestígios arqueológicos correspondentes a uma mansio romana de grandes dimensões, com ocupação datável entre o final do século I a.C. e o início do século V d.C. Para além do espaço habitacional, definido por compartimentos pavimentados a tijoleira e granito, e delimitados por muros, a estação integra diversas construções complementares, incluindo um pátio com latrina, um complexo termal privado, com hipocausto assente em pilares monolíticos de granito e respetiva rede de saneamento e abastecimento de água, um núcleo agrícola com celeiros e armazéns, e uma possível oficina de ferreiro. No recinto foram exumados, entre outros, inúmeros fragmentos de vidro e cerâmica autóctone e de importação, bem como um importante conjunto de moedas da dinastia dos Antoninos.
História
Foi em 1889 que Alberto Osório de Castro descobriu, com base em indicações de locais, uma "citânia" na Quinta da Raposeira. Escavações posteriores puseram a descoberto "(¿) três salas de um hypocausto, um cunhal de habitação, encanamentos de pedra e chumbo, calçadas de pedra rolada, um segmento de grande muco circular, e um edifício dividido em pequenos cubículos, afora fragmentos inumeráveis de louçaria indígena e de importação (¿)." (CASTRO, A. Osório de, 1890, p. 1).
Contudo, os trabalhos no local seriam interrompidos até finais do século XX, quando a Associação Cultural Azurara da Beira, com o apoio da CM Mangualde, retomou as escavações no local em 1984, começando a pôr a descoberto as actuais ruínas, e dando assim um importante passo na valorização do sítio.
Em 2011, sob os auspícios da autarquia mangualdense, as ruínas foram alvo de uma intervenção de requalificação e valorização. Graças aos trabalhos, desenvolveram-se novos estudos do local, que trouxeram resultados significativos e permitiram uma nova interpretação.
Não sendo inequivocamente esclarecedores, os achados arqueológicos baseados na tipologia arquitectónica e aliados ao local da implantação do sítio - localizado junto ao cruzamento de duas vias imperiais importantes - permitem encarar o sítio da Quinta da Raposeira como uma mansio ou mutatio. Esta funcionalidade, não excluindo liminarmente outra qualquer interpretação, nomeadamente a que considerava que o sítio correspondia a uma villa, surge como a mais plausível, de acordo com Pedro C. Carvalho, que considera que é "(¿) provável que este lugar corresponda ao que os Romanos designavam de mansio ou mutatio, ou seja (¿) uma estalagem romana, de natureza pública ou oficial, situada junto ao cruzamento de duas importantes estradas imperiais. (...) Tratar-se-ia, portanto, de uma estação de muda que prestava apoio, sobretudo, aos correios e transportes da administração imperial que circulavam pelo cursus publicus." (CARVALHO, Pedro C, et. al., 2014, p. 17).Catarina Oliveira
DGPC, 2021
com a colaboração de António Tavares, Câmara Municipal de Mangualde
Diploma de Classificação
Declaração de retificação n.º 1037/2014, DR, 2.ª série, n.º 197, de 13-10-2014 (retificou a designação da União das Freguesias) (ver Declaração)
Portaria n.º 645/2014, DR, 2.ª série, n.º 148, de 4-08-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 4-04-1990 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 8-01-1990 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Informação favorável de 6-01-1988 dos SRA da Zona Sul
Nova proposta de 21-07-1987 da ACAB para a classificação da Citânia da Raposeira
Proposta de 26-12-1989 da Assossiação Cultural de Azurara da Beira (ACAB) para a classificação das Termas Romanas da Quinta da Raposeira
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / Mangualde / Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta
Quinta da Raposeira
- -
Polícia:
LATITUDE
40.611057
LONGITUDE
-7.752478
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1037
1037/2014, DR, 2.ª série, n.º 197, de 13-10-2014 (retificou a designação da União das Freguesias) (ver Declaração) Po...
1889
1889 que Alberto Osório de Castro descobriu, com base em indicações de locais, uma "citânia" na Quinta da Raposeira. Esc
1890
1890, p.
1984
1984, começando a pôr a descoberto as actuais ruínas, e dando assim um importante passo na valorização do sítio.Em 20...
1987
1987 da ACAB para a classificação da Citânia da Raposeira Proposta de 26-12-1989 da Assossiação Cultural de Azurara d...
1988
1988 dos SRA da Zona Sul Nova proposta de 21-07-1987 da ACAB para a classificação da Citânia da Raposeira Proposta de...
1989
1989 da Assossiação Cultural de Azurara da Beira (ACAB) para a classificação das Termas Romanas da Quinta da Raposeir...
1990
1990 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 8-01-1990 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a ...
2011
2011, sob os auspícios da autarquia mangualdense, as ruínas foram alvo de uma intervenção de requalificação e valoriz...
2014
2014, DR, 2.ª série, n.º 197, de 13-10-2014 (retificou a designação da União das Freguesias) (ver Declaração) Portari...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Complexificação das sociedades e sua inserção numa vasta rede de intercâmbios", Nova História de Portugal JORGE, Vítor de Oliveira Edição 1990 Lisboa
"As origens do povoamento da região de Viseu", Revista Conimbriga, vol. 35. p. 5-35 ALARCÃO, Jorge Manuel N. L. Edição 1996 Coimbra
"Monumentos Arqueológicos da Sociedade Martins Sarmento", Revista de Guimarães CARDOZO, Mário Edição 1951 Guimarães
"Coisas Velhas", O Arqueólogo Português VASCONCELLOS, José de Leite de Edição 1917 Lisboa
A Civitas de Viseu. Espaço e Sociedade, Dissertação de Doutoramento em Arqueologia apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra VAZ, João Luís da Inês Edição 1997 Coimbra
"Uma lápide de Mangualde in Extensão Arqueológica do Museu Etnológico", O Arqueólogo Português CORTEZ, Fernando Russell Edição 1956 Lisboa
"Uma 'nova via' na velha rede viária romana de Mangualde", Atas do V Congresso de Arqueologia do Interior Norte e Centro de Portugal, Meda, Foz Côa e Figueira de Castelo Rodrigo. p. 273-292 TAVARES, António Edição 2021
"Extractos archeológicos das "Memórias Parochiaes de 1758", O Arqueólogo Português AZEVEDO, Pedro A. de Edição 1898 Lisboa
A estalagem Romana da Raposeira CARVALHO, Pedro C. Edição 2014 Viseu
"Citânia da Raposeira", Informação Arqueológica, 7, pp. 96-98 PORTAS, Clara Edição 1986 Lisboa
"A Citânia de Martins Sarmento", Novo Tempo CASTRO, Alberto Osório de Edição 1890 Mangualde

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