A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Ponte de Lima

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Ponte de Lima
Outras Designações
Pelourinho de Ponte de Lima (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O conselho de Ponte de Lima é um dos mais antigos no território nacional, tendo recebido o primeiro foral em 1125, antes mesmo da formação de Portugal. A via romana que aí atravessava o Rio Lima, ligando Portucale e a Galiza, determinou a importância estratégia do local e o seu rápido repovoamento cristão. As terras da Ponte, integradas no Condado Portucalense, cujo governo fora entregue pelo rei de Leão a Henrique da Borgonha, faziam então parte de um sistema de administração militar baseado em tenências, correspondendo à circunscrição de Riba de Lima. No seguimento da estratégia de independência em relação à monarquia galega, à qual o condado estava unido por laços de vassalagem, iniciada pelo próprio Conde D. Henrique e continuada por sua mulher D. Teresa, várias localidades da região recebem carta de foral na mesma altura. No documento referente a Ponte de Lima, esta é designada como "lugar de Ponte", sendo o topónimo completo utilizado pela primeira vez nas Inquirições de 1258. Na carta de D. Teresa é também mencionada a feira local, a mais antiga que se conhece no país, determinando desde a alta Idade Média a importância da actividade mercantil e comercial para a prosperidade da região.
O foral de 1125 é posteriormente confirmado, primeiro por D. Afonso II, em 1212, e depois por D. Afonso IV (1326), pela infanta D. Branca (1332), e por D. Afonso V (1449). Por fim, Ponte de Lima recebe Foral Novo de D. Manuel, em 1511, na mesma altura em que se levavam a cabo obras de melhoramento em toda a vila, ordenadas pelo monarca. Na sequência do novo foral ter-se-à erguido um pelourinho, do qual ainda restam alguns elementos, embora apenas parcialmente utilizados na reconstrução actual, datada já do século XX. O pelourinho manuelino terá substituído uma "picota" mais antiga, anterior pelo menos a 1444, quando assim é designada em carta de D. Afonso V. Foi levantado extramuros, em pleno areal do rio Lima, o mesmo onde se desenrolava a feira, e diante da Porta do Postigo e da Torre de São Paulo, sofrendo frequentemente os efeitos das cheias periódicas que chegavam a atingir esta última. O primeiro restauro documentado do pelourinho quinhentista é de 1755, devendo-se ao derrube do monumento, novamente em consequência da subidas das águas, no ano anterior. Em 1818, foram acrescentadas no topo do fuste as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Em 1857, em consequência das obras de alargamento do Passeio de D. Fernando, fronteiro ao rio, o Senado da Câmara encontra nova localização para o pelourinho, e este é apeado para se remontar na Praça da Rainha. No entanto, neste processo dispersam-se boa parte dos seus elementos. As pedras do soco e da base do fuste foram imediatamente empregues nas obras do passeio, enquanto outras peças viriam a ser reutilizadas ao longo do século: o Escudo Régio foi colocado, depois de 1863, na fonte de S. João, uma parte do capitel foi colocada em 1884 no Claustro do Asilo de D. Maria Pia, e o fuste serviu, em 1877, para sustentar o travejamento de uma taberna ainda no Passeio de D. Fernando. A esfera armilar perdeu-se, depois de ter estado arrumada no pátio interior do edifício da Câmara.
A reconstrução actual, que data de 1935, foi feita para o Jardim da Praça da República, diante do Tribunal, e aí colocada durante as Festas do Concelho. De acordo com a notícia da cerimónia, este pelourinho aproveitava apenas as armas de D. João VI, sendo novos todos os outros elementos. Levanta-se presentemente em frente aos Paços do Conselho, sendo constituído por uma plataforma de três degraus circulares, sobre a qual assenta a base, cilíndrica e lisa, e o fuste, liso e de secção circular, adelgaçando em direcção ao topo. O capitel é ainda um cilindro esguio e de faces lisas, onde se destaca o escudo citado, encimado por coroa imperial ao modo de dossel. O conjunto é rematado por quatro volutas ao alto, com uma haste sustentando esfera armilar e Cruz da Ordem de Cristo, vazada. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Ponte de Lima / Arca e Ponte de Lima
Praça da República
Ponte de Lima -
Polícia:
LATITUDE
41.76757
LONGITUDE
-8.583047
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1125
1125, antes mesmo da formação de Portugal. A
1212
1212, e depois por D.
1258
1258.
1326
1326), pela infanta D.
1332
1332), e por D.
1444
1444, quando assim é designada em carta de D.
1449
1449).
1511
1511, na mesma altura em que se levavam a cabo obras de melhoramento em toda a vila, ordenadas pelo monarca.
1755
1755, devendo-se ao derrube do monumento, novamente em consequência da subidas das águas, no ano anterior. E
1818
1818, foram acrescentadas no topo do fuste as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve.
1857
1857, em consequência das obras de alargamento do Passeio de D.
1863
1863, na fonte de S.
1877
1877, para sustentar o travejamento de uma taberna ainda no Passeio de D.
1884
1884 no Claustro do Asilo de D.
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA O conselho de Ponte de Lima é um dos mais antigos no território...
1935
1935, foi feita para o Jardim da Praça da República, diante do Tribunal, e aí colocada durante as Festas do Concelho. De
1
IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Anais Municipais de Ponte de Lima LEMOS, Miguel Roque dos Reis, REIS, António Matos Edição 1977 Ponte de Lima
Roteiro da Ribeira Lima AURORA, Conde de Edição 1959 Porto
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa
Pelourinhos do distrito de Viana do Castelo Edição 2001 Viseu

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Casa torreada dos Barbosas Aranhas
Casa torreada dos Barbosas Aranhas

Ponte de Lima

Ver Ficha
Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, matriz de Ponte de Lima
Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, matriz de Ponte de Lima

Ponte de Lima

Ver Ficha
Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima
Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima

Ponte de Lima

Ver Ficha
Casa das Pereiras, incluindo o jardim e o logradouro
Casa das Pereiras, incluindo o jardim e o logradouro

Ponte de Lima

Ver Ficha