A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Santa Marinha de Arcozelo

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Santa Marinha de Arcozelo
Outras Designações
Igreja Paroquial de Arcozelo / Igreja de Santa Marinha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Os mais antigos vestígios arquitectónicos da igreja matriz de Arcozelo datam do final da época românica, altura em que se deve ter levantado o templo (ou, em alternativa, refeito um anteriormente existente, que alguns autores supõem recuar ao século XII, altura em que teria sido doado por D. Afonso Henriques à Sé de Tuy). Sucessivas remodelações, em diferentes alturas da história do edifício, conferiram-lhe um aspecto muito diferente do que teve na Idade Média, fazendo com que se possam visualizar distintas épocas de construção.
De românico, conservam-se alguns modilhões, ainda incorporados nas cornijas das faces laterais que suportam o telhado. São elementos decorados com motivos frequentes, maioritariamente figurativos e retratando bustos humanos e animais, aqui e ali relacionados com caracteres geométricos. A cronologia a atribuir-lhes não é pacífica. Carlos Alberto Ferreira de Almeida propôs uma datação a rondar "os fins do século XII ou inícios do XIII" (ALMEIDA, 1987, p.113), mas é também provável que possam ser de época ligeiramente posterior, pelo sucesso e pela longa duração que o Românico teve no Alto Minho. A cornija é ornamentada com uma sucessão de bolas, ou meias esferas, solução que Gerhard Graf concluiu ter inspiração na arte pré-românica (GRAF, 1986, vol.2, p.25), mas que vamos ver aparecer na região Norte do país ao longo dos séculos da Baixa Idade Média.
As grandes obras que reformularam, quase por inteiro, o templo ocorreram na época moderna. Ferreira de Almeida mencionou uma campanha do século XVI, a que atribuiu parte dos bustos humanos da cachorrada (ALMEIDA, 1987, p.113). A esta provável reforma pode pertencer também o portal principal, em arco de volta perfeita de aduelas chanfradas, mas nada mais conhecemos desse momento.
Bastante melhor documentadas estão as transformações do século XVIII, que poderão mesmo ter-se iniciado algumas décadas antes. Nessa altura, a planta do templo não foi objecto de modificações de maior, mantendo-se a nave única e a capela-mor quadrangular, mas tudo o resto foi amplamente reformulado. Na fachada principal, a janela do segundo registo passou a ostentar uma moldura e o provável campanário axial foi demolido em benefício da construção de uma torre sineira - adossada à frontaria pelo lado Norte, de secção quadrangular e com arcos sineiros nas quatro faces. No interior, o tecto (que seria originalmente de madeira) recebeu uma abóbada ligeiramente abatida, e edificou-se, sobre a porta principal, um coro-alto assente em placa recta e protegido por balaustrada de madeira. Diversos altares de talha dourada, relativamente tardios de um ponto de vista estilístico, pontuam o interior da nave e, transposto o arco triunfal, de volta perfeita sobre pilastras, encontram-se dois corpos laterais à capela-mor, de planta quadrangular e menor altura, a que se acede por arcos abatidos, que conferem ao templo uma falsa sensação de transepto.
Estas alterações provocaram a destruição quase integral dos vestígios mais antigos que, sintomaticamente, se resumem aos modilhões das naves laterais. No geral, as várias campanhas de obras que se sucederam neste espaço religioso provam uma mesma e ininterrupta modéstia de meios e de criação artística. Se, para a época românica, podemos equacionar um templo comum a tantos outros edificados no Alto Minho por essa altura, a empreitada barroca actuou sobre o edifício de forma essencialmente pragmática, não recorrendo a rasgos artísticos e estéticos assinaláveis, mas actualizando-o de forma minimamente aceitável para os cânones então vigentes.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 47 984, DG, I Série, n.º 233, de 6-10-1967 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Ponte de Lima / Arcozelo
EN 306 e caminho municipal 1240
- -
Polícia:
LATITUDE
41.79182
LONGITUDE
-8.592127
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1967
1967 (ver Decreto) Os mais antigos vestígios arquitectónicos da igreja matriz de Arcozelo datam do final da época rom...
1986
1986, vol.2, p.25), mas que vamos ver aparecer na região Norte do país ao longo dos séculos da Baixa Idade Média.As g...
1987
1987, p.113), mas é também provável que possam ser de época ligeiramente posterior, pelo sucesso e pela longa duração...
0
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
História da Arte em Portugal - O Românico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 2001 Lisboa
"Primeiras Impressões sobre a Arquitectura românica portuguesa", Revista da Faculdade de Letras do Porto, Série História, nº1, pp.3-56 ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1972 Porto
Alto Minho ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1987 Lisboa
"Igrejas e capelas românicas da Ribeira Minho", Caminiana, ano IV, nº6, pp.105-152 ALVES, Lourenço Edição 1982 Caminha
Arquitectura religiosa do Alto Minho, 2 vols. ALVES, Lourenço Edição 1987 Viana do Castelo
Inventário Artístico da Região Norte - III (Concelho de Ponte de Lima) Edição 1974 Porto

Galeria de Imagens

Sem Imagens

Não foram encontradas imagens para este registo.

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Casa de Pomarchão, incluindo a capela, o terreiro e o portão
Casa de Pomarchão, incluindo a capela, o terreiro e o portão

Ponte de Lima

Ver Ficha
Casa do Outeiro, com a sua capela, os terreiros, portão, cruzeiro e aqueduto
Casa do Outeiro, com a sua capela, os terreiros, portão, cruzeiro e aqueduto

Ponte de Lima

Ver Ficha
Penedo de granito insculturado conhecido por «Pedra do Cavalinho»
Penedo de granito insculturado conhecido por «Pedra do Cavalinho»

Ponte de Lima

Ver Ficha
Capela do Anjo da Guarda
Capela do Anjo da Guarda

Ponte de Lima

Ver Ficha