A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Avô, incluindo as ruínas da Ermida de São Miguel situada no âmbito do Castelo

Arqueologia / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Avô, incluindo as ruínas da Ermida de São Miguel situada no âmbito do Castelo
Outras Designações
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A questão da formação da linha de castelos a Sul do rio Alva permanece por esclarecer. Não existem dúvidas acerca da implementação de uma rede defensiva de época islâmica na região, visível, em particular, na concentração de topónimos originados a partir da palavra árabe qal'a al-rãyya (catraia) (MARQUES, 1993, pp.192-198). Esta linha parece-nos ter sido originada numa época já avançada, provavelmente na sequência das conquistas de al-Mansur de final do século X (FERNANDES, 2003, p.89). No entanto, dessa rede não terá feito parte o castelo de Avô, cujas primeiras notícias datam somente do século XII. Mesmo as notícias relativas à existência da localidade de Avô, no início do século IX, devem ser encaradas com reservas, uma vez que não está suficientemente provada a relação de uilar auolo (referida em 908) com a actual vila de Avô, ao contrário do que pretendeu José BIGOTTE, 1981, p.60. E o mesmo se deve dizer em relação a um eventual passado romano, constantemente argumentado, mas ainda não arqueologicamente comprovado.
De acordo com as investigações de António Nogueira GONÇALVES, 1933, republ. 1980, p.326, o castelo teria sido construído nos primeiros tempos da monarquia portuguesa e em estrita relação com a manutenção da actividade mineira na região. No final do reinado de D. Sancho II, na guerra civil então verificada contra seu irmão, futuro D. Afonso III, o castelo desempenhou papel importante, sendo entregue a Pedro Martins e, posteriormente, destruído pela facção vencedora. Em 1254, uma bula de Inocêncio IV exortava o monarca português a reconstruí-lo, o que só deverá ter sido consumado no reinado de D. Dinis.
Não obstante as múltiplas transformações por que passou, são vários os indícios que apontam para uma cronologia dionisina de parte do conjunto militar que chegou até aos nossos dias. O principal é a configuração oval da cerca, em polígono irregular, acessível por portal de arco quebrado. O segundo é a incorporação da torre de menagem na muralha, protegendo o ângulo Sul da fortificação. Estas duas características, apesar de esclarecedoras quanto à cronologia do castelo, são evidentemente redutoras numa perspectiva de análise global do conjunto. Com efeito, não estamos suficientemente informados a respeito do sistema de torres, da organização interna do recinto, de eventuais dispositivos complementares de defesa e da própria história do castelo e consequente relevância regional durante o final da Idade Média.
Aparentemente inalterado durante a época moderna, num sinal que deve ser interpretado como revelador da posição secundária que assumiu ao longo desse período, começou a ser desmantelado no século XIX, num processo comum a muitas outras fortalezas medievais do país. Em 1856, a Câmara de Oliveira do Hospital ordenou a destruição da torre de menagem, pois ameaçava ruir a todo o instante. Em 1879, grande parte da secção Sul das muralhas foi desmantelada para se aplicar a pedra na construção da estrada distrital que rasga esta parcela de território. E durante essa segunda metade de século muitos particulares recorreram ao velho castelo para obter pedra para as suas construções (CORREIA e GONÇALVES, 1952).
A derradeira fase de obras, responsável pelo actual aspecto da fortaleza, decorreu nas décadas de 40 e de 60 do século XX. Nessa altura, os castelos portugueses foram objecto de grande interesse por parte dos restauradores, ao abrigo da ideologia estado-novista, que via nestes elementos patrimoniais um notável eco do glorioso passado nacional. Logo em 1942 procedeu-se à reconstrução de parte das muralhas e, entre 1963 e 1966, novos trabalhos decorreram na cerca e na capela de São Miguel, templo localizado no interior do castelo e cujas origens remontam ao período medieval, embora alvo de sucessivos melhoramentos ao longo dos séculos posteriores.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45 327, DG, I Série, n.º 251, de 25-10-1963 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Oliveira do Hospital / Avô
-- --
Avô -
Polícia:
LATITUDE
40.29314
LONGITUDE
-7.90429
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1254
1254, uma bula de Inocêncio IV exortava o monarca português a reconstruí-lo, o que só deverá ter sido consumado no re...
1856
1856, a Câmara de Oliveira do Hospital ordenou a destruição da torre de menagem, pois ameaçava ruir a todo o instante...
1879
1879, grande parte da secção Sul das muralhas foi desmantelada para se aplicar a pedra na construção da estrada distr...
1933
1933, republ.
1942
1942 procedeu-se à reconstrução de parte das muralhas e, entre 1963 e 1966, novos trabalhos decorreram na cerca e na ...
1952
1952).A derradeira fase de obras, responsável pelo actual aspecto da fortaleza, decorreu nas décadas de 40 e de 60 do...
1963
1963 (ver Decreto) A questão da formação da linha de castelos a Sul do rio Alva permanece por esclarecer. Nã
1966
1966, novos trabalhos decorreram na cerca e na capela de São Miguel, templo localizado no interior do castelo e cujas...
1980
1980, p.326, o castelo teria sido construído nos primeiros tempos da monarquia portuguesa e em estrita relação com a ...
1981
1981, p.60.
1993
1993, pp.192-198).
2003
2003, p.89).
6
IMAGENS
8
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal: distrito de Coimbra GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio Edição 1952 Lisboa
"O castelo de Avô", Arte e arqueologia, nº1 (1993), republ. Estudos de História da Arte Medieval, pp.325-333 GONCALVES, António Nogueira Edição 1980 Coimbra
"II.4 Avô", Terras da Moura encantada, pp.61-63 PEREIRA, Mário Edição 1999 Porto
A igreja pré-românica de São Pedro de Lourosa, Dissertação de Mestrado em Arte, Património e Restauro FERNANDES, Paulo Almeida Edição 2002 Lisboa
"O «Portugal» islâmico", Nova História de Portugal, vol. 2 MARQUES, A. H. de Oliveira Edição 1993 Lisboa
"Avô - a fidalga e nobre vila", Concelho de Oliveira do Hospital - subsídios para a sua história, 1998, pp.221-265 HALL, Tarquínio Edição 1998 Oliveira do Hospital
Monografia da vila e concelho de Seia BIGOTTE, José Quelhas Edição 1981 Seia
Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos Edição 2010 Coimbra

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Pelourinho de Avô
Pelourinho de Avô

Oliveira do Hospital

Ver Ficha
Casa de Brás Garcia Mascarenhas
Casa de Brás Garcia Mascarenhas

Oliveira do Hospital

Ver Ficha
Antigo Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento
Antigo Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento

Oliveira do Hospital

Ver Ficha
Igreja Matriz de Vila Cova do Alva
Igreja Matriz de Vila Cova do Alva

Arganil

Ver Ficha