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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Marco granítico n.º 75

Arquitectura Civil / Marco

Designação
Designação Atual
Marco granítico n.º 75
Outras Designações
Marco no lugar da Gonta / Marcos de Demarcação da Zona de Produção de Vinhos Generosos do Douro em Vila Real (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Marco
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Implantado no Lugar da Gonta, junto ao chamado Caminho de D. João, em Guiães, Vila Real, este marco de granito integra um vasto conjunto de padrões da mesma tipologia que servem para demarcar geograficamente a denominada Região Vinhateira do Alto Douro, ou Alto Douro Vinhateiro.
O marco em forma de paralelepípedo apresenta remate liso, exibindo na face principal, virada ao citado caminho, a inscrição "FEITORIA 1761", dividida em três linhas e integrada por dois filetes (no topo e na base da epígrafe). Classificado em 1946 com o n.º 75, este padrão é um dos mais pequenos do conjunto, medindo 75 cm de altura por 34 cm de largura.
História
Embora se conheçam referências documentais ao Vinho do Porto desde o terceiro quartel do século XVII, será a partir do Tratado de Methuen, celebrado em 1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O referido acordo entre as duas coroas estimulou de forma notória a produção nacional, procedendo-se então à reestruturação dos vinhedos e elegendo-se os terrenos da zona do Cima Corgo para a sua produção.
No entanto, a elevada produção da região, que transformou totalmente a sua paisagem e passou a dedicar-se em exclusivo à vinha, levou a uma crise de superprodução de vinho, apenas ultrapassada com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no ano de 1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O estabelecimento da Companhia teve como objetivo demarcar a região vinícola do Alto Douro, garantindo assim a qualidade do vinho e criando a primeira zona mundial de origem controlada no sentido em que é hoje entendido esse conceito.
Foi justamente no âmbito desta medida que em 1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colocação de 201 marcos de granito, aos quais se juntaram, em 1761, mais 134 marcos. Este vasto conjunto de imponentes padrões de pedra marcam uma extensa região que se estende ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, abrangendo nove concelhos dos distritos de Vila Real e Viseu.
Executados em granito, estes padrões paralelepipédicos foram todos gravados com a designação "Feitoria"; alguns exibem, também, o número de ordem da colocação, ou o ano em que foram colocados. A demarcação e a respetiva colocação dos marcos foram realizadas pela Comissão Demarcante constituída por Carvalho e Melo em 1757; o texto resultante deste trabalho permite identificar as vinhas demarcadas, os seus proprietários e o local de implantação original do marco.
Em 1946 grande parte dos marcos pombalinos foram classificados como de interesse público, sendo então catalogados com um número. Estão integrados na classificação do Alto Douro Vinhateiro, inscrito em 2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.
O marco classificado com o n.º 75 corresponde ao 12.º marco da adição à demarcação dos terrenos das Cidermas. Originalmente estava no canto do lagar de João Antunes Guimarães, sendo pago pelo proprietário do terreno, João Madeira. À data da classificação estava localizado no Caminho de D. João, na Gonta, que corresponde hoje ao caminho público junto à Quinta de Vilela, que parte da Estrada 1258, no Alto de S. Pedro, em direção a Sapa.
Nos finais do século XX, o terreno por cima do caminho foi arribado, provocando a queda do marco; este foi colocado à face do caminho, sendo progressivamente soterrado pela erosão natural dos terrenos circundantes. Em 2007 o Museu do Douro, com a colaboração do Sr. Júlio Correia, retirou a terra e deixou o marco novamente visível.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
(com a colaboração do Museu do Douro)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 35 909, DG, Série I, n.º 236, de 17-10-1946 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Vila Real / Guiães
Caminho de D. João (Gonta)
- -
Polícia:
LATITUDE
41.195596
LONGITUDE
-7.662724
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1258
1258, no Alto de S.
1703
1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O
1756
1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O
1757
1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colo...
1761
1761", dividida em três linhas e integrada por dois filetes (no topo e na base da epígrafe). C
1946
1946 (ver Decreto) ImóvelImplantado no Lugar da Gonta, junto ao chamado Caminho de D.
2001
2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.O marco classificado ...
2007
2007 o Museu do Douro, com a colaboração do Sr. J
2010
2010.O marco classificado com o n.º 75 corresponde ao 12.º marco da adição à demarcação dos terrenos das Cidermas. Or...
2018
2018(com a colaboração do Museu do Douro)
2
IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Marcos da Demarcação AA.VV. Edição 2007 Peso da Régua
As demarcações pombalinas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1951 Porto
As demarcações marianas no Douro vinhateiro FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da Edição 1996 Porto

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