Imóvel
O Palácio da Quinta das Conchas situa-se na Alameda das Linhas de Torres uma via cujo o nome aponta para a importância da região durante as invasões francesas. Na realidade este edifício e a antiga quinta integram-se num conjunto de propriedades que tiveram um papel de relevo na proteção da cidade (retaguarda de defesa) surgindo o palácio em continuidade arquitetónica com o Palácio da Quinta dos Ulmeiros que se encontra a Sul.
Atualmente da área verde que incluía terras de cultivo e um jardim de recreio que envolvia diretamente o imóvel pouco resta dado o desenvolvimento urbano que se impôs nesta região a partir sobretudo dos meados do século XX, subsistindo apenas um pedaço de terreno que circunda o imóvel até à Rua Silva Tavares. Este espaço que se encontra relativamente arborizado apresenta-se rodeado por muro baixo com cerca em ferro. Mais a Norte, completamente separado do palácio, preservou-se um espaço arborizado denominado "Parque da Quintas das Conchas e dos Lilases" que conserva setores do que outrora teria sido esta vasta propriedade.
O edifício principal que possuiu uma planta retangular e uma cobertura de quatro águas, foi construído numa fase posterior, possivelmente já no século XVIII, apresentando uma fachada de aparato virada à Alameda (lado Oeste) sem portal de entrada. Esta fachada encontra-se dividida em três corpos separados por pilastras de cantaria.
Os dois pisos existentes encontram-se igualment, divididos por friso de cantaria, sendo as janelas todas de sacada com ferragens e moldura simples no piso térreo e decoradas no superior. A este imóvel ligam-se dois corpos mais antigos com janelas de molduras simples em pedra, perfazendo uma planta em U com pátio central.
Na fachada Sul, no setor que corresponde ao corpo mais antigo, observa-se a existência de uma janela arquitravada junto a um portal de entrada de verga ondeada, aparentemente quinhentista, comprovando assim que este setor era, de facto, mais antigo.
Nos interiores destaque-se a presença de painéis azulejares mono ou policromáticos com motivos vegetalistas e de padrão que se encontram distribuídos pelos diferentes corredores, bem como a arcaria do pátio com pilastras de cantaria simples
História
A propriedade onde atualmente se encontra o palacete, terá tido origens no século XVI (1560), época em que foi adquirida por um rico mercador de nome Afonso Torres. Ao longo do século XIX a quinta foi sendo dividida por vários proprietários, entrando na posse do município de Lisboa em 1966, altura em que o palácio já se encontrava muito degradado.
Maria Ramalho/DGPC/2016.
Diploma de Classificação
Em 8-10-2007 foi dado conhecimento do despacho à CM de Lisboa
Despacho de encerramento de 19-09-2007 da subdirectora do IGESPAR, I.P.
Proposta de 17-08-2007 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para o encerramento do procedimento de classificação de âmbito nacional
Edital n.º 36/2007 de 27-04-2007 da CM de Lisboa, publicado no Boletim Municipal n.º 690 de 10-05-2007
Despacho de 23-03-2007 do Director Municipal de Cultura da CM de Lisboa a determinar a abertura do processo de classificação como de IM
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Em Vias de Classificação
Em Vias de Classificação para IM - Interesse Municipal
ZEP
n/a
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Lumiar
Alameda das Linhas de Torres
Lumiar -
Polícia:
154-156
LATITUDE
38.767784
LONGITUDE
-9.158132
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1560
1560), época em que foi adquirida por um rico mercador de nome Afonso Torres.
1966
1966, altura em que o palácio já se encontrava muito degradado. M
2007
2007 foi dado conhecimento do despacho à CM de Lisboa Despacho de encerramento de 19-09-2007 da subdirectora do IGESP...
2016
2016.
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