Nota Histórico-Artistica
O tanque dos Mouros situa-se na proximidade da cidade de Estremoz, junto à EN Lisboa/Estremoz/Elvas. Um dos lados do tanque foi parcialmente cortado por esta via. O grosso da estrutura hidráulica desenvolve-se a sul da estrada, sendo ainda visível, a Norte, a continuação de parte dos muros. Apesar deste corte, a sua monumentalidade, bem como a visão de conjunto mantêm-se pelo que constitui um interessante pólo de visita para quem circule pela estrada nacional ou pretenda conhecer os arredores de Estremoz.
O Tanque dos Mouros é uma estrutura romana com grande capacidade de armazenamento de água, tendo em vista as suas dimensões (90mX45m), com muros com espessuras que variam, de acordo com a topografia do terreno, entre os 2,2m, 2,6m e de 1,2m nos lados sudeste, sudoeste e nordeste, respectivamente. Actualmente, conserva ainda uma altura de cerca de 2,5m, no seu vértice sul. Os autores (QUINTELA 1986) recolheram informações orais em como o tanque há cerca de 40 anos terá sido aterrado para a sua área interior ser aproveitada para semeadura, pelo que se pode pressupor uma altura original entre os 4 e os 5m.
A sua construção parece estar ligada ao aproveitamento de água para rega e para abastecimento de uma eventual villa, como parece apontar a evidência de um canal que conduziria a água desta estrutura até à ermida gótica de Nossa Senhora dos Mártires, local aonde à superfície é visível abundante espólio romano.
Pelas características apontadas, este imóvel merecia ser objecto de escavações arqueológicas que permitissem conhecer melhor o tipo de estrutura hidráulica romana, o seu funcionamento e os possíveis reaproveitamentos em épocas posteriores pois, os autores já citados consideram a possibilidade de ter sido dotado tardiamente com máquinas hidráulicas para produção motriz.
Ana Carvalho Dias / IGESPAR, I.P. /2009
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-CI/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (com restrição da área de arqueologia) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 21-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 19050/2011, DR, 2.ª série, n.º 243, de 21-12-2011 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Despacho de concordância de 26-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como SIP
Nova proposta de 14-06-2011 da DRC do Alentejo
Devolvido em 23-05-2011 à DRC do Alentejo para aplicação do artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Nova proposta de 11-05-2011 da DRC do Alentejo
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido em 20-08-2010 à DRC do Alentejo para formalizar proposta de ZEP
Proposta de 3-08-2010 da DRC do Alentejo para a classificação como SIP
Edital de 23-11-2009 da CM de Estremoz
Despacho de abertura de 29-06-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 6-06-2009 da DRC do Alentejo para a abertura do procedimento de classificação
Parecer de 20-01-2006 do IPA favorável à classificação
Proposta de classificação de 22-05-1986 do Centro de Estudos de Hidrosistemas do IST
Número do Processo
Não disponível