Claustro do Convento das Maltesas / Igreja e Convento das Maltezas / Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Estremoz / Centro de Ciência Viva (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Claustro
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A irmandade da Misericórdia de Estremoz foi fundada em 1502 (União das Misericórdias Portuguesas, 2003), funcionando originalmente na Igreja de São Miguel e tendo desde 1578 a tutela do Hospital de Nossa Senhora dos Mártires (ESPANCA, 1975). Em 1610 um alvará régio autorizava a confraria a instalar-se em casas próprias no Largo da Porta Nova, nas quais funcionavam as enfermarias (Idem, ibidem).
No último quartel do século XIX o provedor José Joaquim de Carvalho pediu para que as instalações da Misericórdia se mudassem "(...) para o extinto convento das Maltezas, que reunia possibilidades excepcionais de expansionismo hospitalar (...)" (Idem, ibidem), transferência que ocorreu cerca de 1881.
O designado Convento das Maltesas, ou de São João da Penitência, foi instituído em 1519, sendo o único cenóbio dos Cavaleiros de Rodes em Portugal, sendo posteriormente integrado na Ordem de Malta (Idem, ibidem). Divergem as informações sobre quem teria sido o mecenas da edificação do complexo conventual, sendo esta atribuída quer a D. Manuel, o que situaria o início das obras antes de 1521, quer ao Infante D. Luís, seu filho (Idem, ibidem). Quando o espaço conventual foi ocupado pelas instalações assistenciais da Misericórdia, a estrutura do edifício foi bastante alterada, subsistindo o claustro original.
Construído possivelmente no primeiro quartel do século XVI, apresenta uma estrutura "híbrida" "contrafortada e arcaizante" com elementos góticos e manuelinos no piso térreo. As arcadas do registo inferior são constituídas por arcos lanceolados geminados. Os espaços interiores são cobertos por abóbadas de ogivas e arestas com decoração zoomórfica e antropomórfica. A cércea foi aumentada no século XVII com um segundo registo, de arcada apoiada em pilares toscanos.
Actualmente, o espaço do Convento das Maltesas é utilizado por diferentes entidades. O templo é utilizado para ofícios religiosos, parte das dependências conventuais continuam a ser tuteladas pela Misericórdia e o espaço do claustro recebeu em 2001 o Centro Ciência Viva de Estremoz.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006
Diploma de Classificação
Decreto n.º 9 842, DG, I Série, n.º 137, de 20-06-1924 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
Portaria de 6-05-1960, publicada no DG, II Série, n.º 119, de 20-05-1960 (sem restrições)
Afectação
22051577
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Estremoz / Estremoz (Santa Maria e Santo André)
Rossio Marquês de Pombal
Estremoz -
Polícia:
LATITUDE
38.842931
LONGITUDE
-7.584346
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1502
1502 (União das Misericórdias Portuguesas, 2003), funcionando originalmente na Igreja de São Miguel e tendo desde 157...
1519
1519, sendo o único cenóbio dos Cavaleiros de Rodes em Portugal, sendo posteriormente integrado na Ordem de Malta (Id...
1521
1521, quer ao Infante D.
1578
1578 a tutela do Hospital de Nossa Senhora dos Mártires (ESPANCA, 1975).
1610
1610 um alvará régio autorizava a confraria a instalar-se em casas próprias no Largo da Porta Nova, nas quais funcion...
1881
1881.
1924
1924 (ver Decreto) A irmandade da Misericórdia de Estremoz foi fundada em 1502 (União das Misericórdias Portuguesas, ...
1975
1975).
2001
2001 o Centro Ciência Viva de Estremoz.
2003
2003), funcionando originalmente na Igreja de São Miguel e tendo desde 1578 a tutela do Hospital de Nossa Senhora dos...
2006
2006
9
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
A arquitectura manuelina
DIAS, Pedro
Edição
2009
Vila Nova de Gaia
Estremoz e o seu termo regional
CRESPO, Marques
Edição
1950
Estremoz
Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal
COSTA, Pe. António Carvalho da
Edição
1712
Lisboa
Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I)