Nota Histórico-Artistica
A unidade industrial conhecida por Fábrica do Inglês foi construída pela sociedade constituída pela empresa Avern, Sons & Barris e por um empresário corticeiro de Silves, Nunes Mascaranhas, em 1893. Gregório Mascaranhas fora presidente da Câmara Municipal de Silves, e diversas iniciativas culturais e edifícios públicos da cidade tiveram o seu patrocínio pessoal. A partir de 1938, quando um terço da fábrica foi vendido à sociedade londrina Henry Bucknall & Sons, o imóvel teve diversos proprietários, portugueses e ingleses. De 1962 até 1995, quando a unidade deixou de laborar, pertenceu a José Alexandre Estrelo e sua irmão Ana Cristina Estrelo, filhos de um empregado da corticeira. Em 1998, a Sociedade Fábrica do Inglês, S. A. adquire a propriedade e o seu recheio, e aí instala um parque temático e museu.
O conjunto da fábrica ocupa um quarteirão junto da Avenida Marginal de Silves. Os antigos edifícios fabris, térreos, desenvolvem-se em torno de um pátio central, onde existe um jardim e um pequeno chalet com planta em cruz. As fachadas exteriores são cegas na quase totalidade da sua extensão, e rasgadas a oeste por três portões de ferro. As obras de reabilitação do conjunto, que decorreram entre 1998 e 1999, permitiram a instalação do Museu da Cortiça, que em 2001 foi premiado pelo Fórum Museológico Europeu com o Prémio Micheletti para o Melhor Museu Industrial da Europa.
Sílvia Leite / DIDA, IGESPAR I.P. / 2010
Diploma de Classificação
Anúncio n.º 22/2022, DR, 2.ª série, n.º 29, de 10-02-2022 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 15-12-2021 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 13-10-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 24-06-2020 da DRC do Algarve para a classificação como MIP
Anúncio n.º 67/2019, DR, 2.ª série, n.º 72, de 11-04-2019 (ver Anúncio)
Despacho de 25-02-2019 da Secretária de Estado da Cultura a aprovar a abertura de novo procedimento de classificação da Fábrica do Inglês, incluindo os jardins e o património móvel integrado, nomeadamente o Museu de Cortiça
Proposta de 18-10-2018 da DGPC para a aprovação da abertura de novo procedimento de classificação
Proposta de 22-08-2018 da DRC do Algarve para a abertura de novo procedimento de classificação
Anúncio n.º 176/2018, DR, 2.ª série, n.º 197, de 12-10-2018 (publicitou a caducidade do procedimento de âmbito nacional) (ver Anúncio)
Procedimento de âmbito nacional caducado
Anúncio n.º 55-A/2018, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12-04-2018 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 9-04-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 21-03-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP da Fábrica do Inglês, incluindo os jardins e o património móvel integrado
Proposta de 29-05-2017 da DRC do Algarve para a classificação como MIP
Anúncio n.º 107/2016, DR, 2.ª série, n.º 73, de 14-04-2016 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 7-03-2016 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 4-03-2016 da Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial da DGPC para a alteração da designação para Fábrica do Inglês, incluindo os jardins e o património móvel integrado, nomeadamente o do Museu de Cortiça
Proposta de abertura de 19-02-2016 da DRC do Algarve
Proposta de 11-02-2016 da APAI para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Edital n.º 78/2010 de 19-10-2010 da CM de Silves
Deliberação camarária de 29-09-2010 a determinar a classificação como IIM
Em 1-07-2010 foi dado conhecimento do despacho à CM de Silves
Despacho de arquivamento de 2-06-2010 do subdiretor do IGESPAR, I.P.
Proposta de arquivamento de 6-05-2010 da DRC do Algarve, por não possuir valor nacional
Deliberação camarária de 3-03-2010 para a classificação como IIM
Número do Processo
Não disponível