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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Convento de São Jorge de Milreus

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Convento de São Jorge de Milreus
Outras Designações
Mosteiro de São Jorge de Milreus / Escola Universitária Vasco da Gama (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As origens do mosteiro de São Jorge de Milreus permanecem obscuras. A data mais recuada apontada para a sua fundação é a de 1080, em plena época de governo de D. Sesnando, uma das figuras históricas da cidade de Coimbra que mais se prestou a versões lendárias. António Nogueira Gonçalves menciona uma doação de Julho de 1136, do diácono Salvador Guimarães, da ermida e da torre de Caniardo (CORREIA e GONÇALVES, 1947). Por esta informação ficamos a saber que um primitivo templo já existia nesta altura, o que coloca Milreus na linha da frente do primeiro impulso construtivo românico da cidade, e que estava relacionado com uma torre, muito provavelmente uma estrutura militar de características semelhantes à da Torre de Bera.
Nos meados desse século XII, o mosteiro terá atingido grande prosperidade, conforme parece depreender-se da grande doação que Salvador Viegas fez ao cenóbio, em 1159, de um assinalável conjunto de bens nas imediações. Ao invés, desconhecemos, por completo, o projecto românico do mosteiro, não obstante conservar-se parte de uma pequena capela em ruínas. O famoso painel do Agnus Dei, que se conserva no Museu Nacional de Machado de Castro, que Virgílio Correia e António Nogueira Gonçalves supuseram ser oriundo deste conjunto edificado, parece antes ter feito parte da Sé Catedral de Coimbra, de acordo com as conclusões de Manuel Luís Real (REAL, 1974, pp.162-164).
O que hoje é possível verificar em São Jorge de Milreus é o produto de uma grande campanha remodeladora, levada a cabo a partir de 1526, sob patrocínio de D. Martinho de Portugal. O período de maior labor construtivo deu-se na década de 50 desse século XVI, altura a que corresponde a generalidade do mosteiro. Esta monumental campanha, de carácter maneirista, foi mais uma de quantas os Jesuítas efectuaram por todo o país, entrando no governo da instituição precisamente nesse século XVI. Nos dois séculos seguintes, o mosteiro foi objecto de numerosas campanhas artísticas parcelares, destacando-se os revestimentos azulejares da igreja e da sala do capítulo, datáveis da primeira metade do século XVIII, e a campanha de pintura joanina executada por André Gonçalves para a capela-mor da igreja.
A expulsão dos Jesuítas determinou a venda do mosteiro e um relativo período de decadência e de abandono. Só na segunda metade do século XVIII, no reinado de D. Maria I, os cónegos regrantes compraram o antigo cenóbio e deram novo alento à casa monástica e às condições de subsistência da comunidade religiosa. Nessa altura reconstruiram-se grande parte da igreja e algumas dependências conventuais. A história da comunidade foi bastante atribulada atá à extinção das Ordens Religiosas de 1834. A partir dessa data, com a passagem para a posse de privados, Milreus viu o seu património artístico ser sucessivamente alienado, apesar de o seu espaço ter tido sempre ocupação. Mais recentemente, o conjunto foi adquirido para aqui se instalar a Universidade Vasco da Gama, a primeira instituição universitária privada de Coimbra. O projecto de adaptação do espaço pré-existente a esta nova funcionalidade representou um dos mais interessantes desafios de reutilização de uma estrutura antiga, com mais de sete séculos de história, na recente dinâmica interventiva em imóveis.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Coimbra / Santa Clara e Castelo Viegas
Quinta de São Jorge
Castelo Viegas -
Polícia:
LATITUDE
40.175732
LONGITUDE
-8.414154
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1080
1080, em plena época de governo de D.
1136
1136, do diácono Salvador Guimarães, da ermida e da torre de Caniardo (CORREIA e GONÇALVES, 1947). Po
1159
1159, de um assinalável conjunto de bens nas imediações. Ao
1526
1526, sob patrocínio de D.
1834
1834.
1947
1947).
1974
1974, pp.162-164).O que hoje é possível verificar em São Jorge de Milreus é o produto de uma grande campanha remodela...
2002
2002, DR, I Série-B.
28
IMAGENS
8
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventario Artistico de Portugal - Cidade de Coimbra. GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio Edição 1947 Lisboa
A arte românica de Coimbra (novos dados - novas hipóteses) REAL, Manuel Luís Obra
Coimbra e Região BORGES, Nelson Correia Edição 1987 Lisboa
"Mosteiro de São Jorge, exemplo flagrante do desprezo pelo património", Diário de Coimbra, 14/7/1991 NUNES, Mário Edição 1991
"Mosteiro de São Jorge, notas históricas sobre o conjunto monástico", Diário de Coimbra, 21/7/1991 NUNES, Mário Edição 1991
"Último encontro com um convento de Coimbra", O Independente, 20/5/1994 RAPOSO, Francisco Edição 1994
"Regresso ao convento", Diário de Notícias, 25/2/1996 CABO, Ana Isabel Edição 1996
Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra Câmara Municipal de Coimbra - Departamento de Cultura Edição 2009 Coimbra

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