Construído no século XVIII, período de que ainda restam importantes vestígios, sendo o principal a organização funcional da propriedade, com corpo residencial, capela e dependências agrícolas de apoio à actividade rural, o conjunto chegou até aos inícios do século XX em estado de acentuado abandono.
Por essa altura, foi adquirido por um inglês que procedeu à sua reconstrução, segundo princípios estéticos estranhos ao vocabulário tradicional português. Com efeito, os apontamentos neo-vitorianos assumem um carácter único em toda a paisagem monumental do Alto Minho, destacando-se a arcada nobre do segundo piso, seccionada por longa arcaria de arcos de volta perfeita.
Mas a reinvenção palaciana de cariz saxónico não foi suficiente para diluir as características barrocas originais. A escadaria de lanços simétricos que marca a fachada principal e, principalmente, os dois torreões de três andares, igualmente simétricos entre si, com que terminam o corpo residencial são elementos típicos da arquitectura civil barroca nacional que aqui se mantêm como uma relíquia salva da erosão do tempo pelo acaso da história. Para conseguir maior relevância cenográfica, a frontaria é encimada por pináculos de gosto oitocentista e o eixo axial inclui a pedra de armas original que tutela simbolicamente a entrada.
Na actualidade, o Paço é um estabelecimento de turismo de habitação, destacando-se os quartos das torres, de onde se desfruta uma magnífica vista sobre a paisagem deste Alto Minho interior.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
13.07.2007
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-AE/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 2632/2012, DR, 2.ª série, n.º 27, de 7-02-2012 (ver Anúncio)
Parecer de 10-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a clarificar que a categoria a atribuir deve ser a de MIP
Despacho de homologação de 8-07-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 17-12-2008 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 5-07-1994 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 29-06-1994 da DR do Porto
Proposta de classificação de 29-07-1992 da APCA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público
ZEP
Portaria n.º 740-AE/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria) Anúncio n.º 2632/2012, DR, 2.ª série, n.º 27, de 7-02-2012 (ver Anúncio) Despacho de homologação de 8-07-2010 do Secretário de Estado da Cultura Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. Proposta de 17-12-2008 da DRC do Norte
Afectação
9914630
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Jolda (Madalena) e Rio Cabrão
- -
Novais -
Polícia:
LATITUDE
41.801595
LONGITUDE
-8.50831
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1992
1992 da APCA Construído no século XVIII, período de que ainda restam importantes vestígios, sendo o principal a organ...
1994
1994 do presidente do IPPAR Proposta de abertura de 29-06-1994 da DR do Porto Proposta de classificação de 29-07-1992...
2007
2007
2008
2008 da DRC do Norte para a classificação como IIP Despacho de abertura de 5-07-1994 do presidente do IPPAR Proposta ...
2009
2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
2010
2010 do Secretário de Estado da Cultura Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. P
2011
2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a clarificar que a categoria a atribuir deve ser a de MIP Despacho de ho...