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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Nossa Senhora da Soledade, também denominada Igreja Pequena

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Nossa Senhora da Soledade, também denominada Igreja Pequena
Outras Designações
Capela de Nossa Senhora da Soledade / Igreja Paroquial de Olhão / Igreja de Nossa Senhora do Rosário / Igreja Pequena (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Localizada no limite Norte da aldeia de pescadores de Olhão no século XVII, com a fachada principal voltada a Sul, para a localidade, a actual capela de Nossa Senhora da Soledade foi a primeira igreja matriz da povoação. A sua construção remonta à primeira metade de Seiscentos, altura em que Olhão despontava já como pólo proto-urbano a nascente de Faro, graças à sua activa e florescente comunidade piscatória.
De planta longitudinal composta por nave única e capela-mor quadrangular (esta coberta por uma cúpula oitavada), a igreja é uma obra barroca relativamente modesta, mas que denota alguma riqueza artística de âmbito regional, como a existência de uma cúpula (elemento que procurou alcançar alguma da monumentalidade cenográfica que caracteriza o período barroco). A fachada principal acentua a relativa simplicidade do projecto, ao organizar-se num corpo único de três andares, onde se inscreve um portal de arco recto e um grande janelão vertical, terminando em empena triangular irregular, cujo tímpano é decorado por um brasão sobrepujado por cruz. No interior, o espaço é amplamente iluminado por três pontos focais: lateralmente (por janelões na parede Norte da nave); verticalmente (através do lanternim da cúpula) e longitudinalmente (pelo grande janelão da fachada principal).
A autonomia concelhia dos olhaneses, conseguida em 1695, levou à construção de um templo de maiores proporções e de outro impacto urbanístico e cenográfico. No mesmo século em que havia sido construída, a primitiva matriz deixava de corresponder à imagem de poder e de autonomia de uma população em ascendência. Em 1715, o novo tempo tutelar da paróquia abria ao culto e transferiam-se, solenemente, os sinos da antiga matriz para a recém inaugurada igreja. Com esta mudança, a Soledade passava à condição de capela, utilizada para funções essencialmente devocionais e funerárias, como ainda hoje acontece.
Todavia, a transferência da sede religiosa não significou uma menor atenção por parte da comunidade de Olhão em relação ao seu primeiro templo. Se, em 1734, há a notícia de que uma parede se encontrava muito arruinada, não deixa de ser verdade que, meio século depois, houve recursos económicos suficientes para a feitura de um novo retábulo-mor. Este, foi contratado pelo Compromisso Marítimo, a 18 de Maio de 1779, com o entalhador farense Manuel Francisco Xavier, "o mais prestigiado entalhador algarvio no período rococó" (LAMEIRA, 2000, p.326) e, certamente, um dos mais caros artistas da época (na altura já em fim de carreira), facto que comprova o relativo desafogo económico da confraria dos marítimos de Olhão.
Com a actualização estética do ponto fundamental de religiosidade do interior da igreja, fechava-se um capítulo na história do templo. Depois dessa grande empreitada, só chegaram referências de obras menores de consolidação e de conservação dos elementos já existentes, como terá acontecido em 1855. Na actualidade, a função de apoio à igreja matriz, servindo de capela mortuária, é a principal função deste templo. Em todo o caso, mantém-se como um dos imóveis mais emblemáticos da cidade, não apenas pela componente de memória que encerra, mas, também, pela sua localização privilegiada, nas traseiras do Compromisso Marítimo (actual museu) e no mesmo conjunto urbano que a Igreja Matriz.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-EI/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 23-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Despacho de abertura de 13-05-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 4-05-1999 da DR de Faro
Despacho de concordância de 17-12-1998, determinando a autonomização das propostas em processos individuais
Proposta de 4-12-1998 da DR de Faro para abertura de processos de classificação de vários imóveis
Proposta (1998?) de vários cidadãos para a classificação do Núcleo Histórico de Olhão
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Olhão / Olhão
Praça da Restauração
Olhão -
Polícia:
Rua do Capitão João Carlos Mendonça
Olhão -
Polícia:
Rua do Compromisso
Olhão -
Polícia:
Rua da Soledade
Olhãi -
Polícia:
LATITUDE
37.025735
LONGITUDE
-7.8412
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1695
1695, levou à construção de um templo de maiores proporções e de outro impacto urbanístico e cenográfico. No mes
1715
1715, o novo tempo tutelar da paróquia abria ao culto e transferiam-se, solenemente, os sinos da antiga matriz para a...
1734
1734, há a notícia de que uma parede se encontrava muito arruinada, não deixa de ser verdade que, meio século depois,...
1779
1779, com o entalhador farense Manuel Francisco Xavier, "o mais prestigiado entalhador algarvio no período rococó" (L...
1855
1855.
1998
1998, determinando a autonomização das propostas em processos individuais Proposta de 4-12-1998 da DR de Faro para ab...
1999
1999 do vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 4-05-1999 da DR de Faro Despacho de concordância de 17-12-19...
2000
2000, p.326) e, certamente, um dos mais caros artistas da época (na altura já em fim de carreira), facto que comprova...
2003
2003 do Ministro da Cultura Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR Despacho de abertura de 13-05-1999 d...
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)Despacho de homologação de 23-05-2003 do Minis...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A talha no Algarve durante o Antigo Regime LAMEIRA, Francisco Edição 2000 Faro
Edifício do Compromisso Marítimo LAMEIRA, Francisco Edição 2001 Olhão
Igreja Matriz de Olhão LAMEIRA, Francisco Edição 1994 Olhão
Monografia do concelho de Olhão da Restauração OLIVEIRA, Francisco Xavier d'Ataíde Edição 1906 Porto
Acerca da antiguidade das freguesias de Quelfes e pechão e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Olhão e sua primitiva confraria (subsídios) MASCARENHAS, José Fernandes Edição 1987 Olhão
Cronologia geral da História de Olhão da Restauração NOBRE, Antero Edição 1986 Olhão

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

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Exploração Geográfica
Igreja Nossa Senhora do Rosário, matriz de Olhão, e Capela de Nosso Senhor dos Aflitos
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