A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Museu da Cerâmica, antigo Palacete Visconde de Sacavém, e jardim envolvente

/

Designação
Designação Atual
Museu da Cerâmica, antigo Palacete Visconde de Sacavém, e jardim envolvente
Outras Designações
Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha / Palácio do Visconde de Sacavém / Museu da Cerâmica (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
localizado a Sul do centro da cidade das Caldas da Rainha, o antigo Palacete do Visconde de Sacavém integra-se num espaço ajardinado. O conjunto ocupa um quarteirão triangular que se apresenta praticamente todo rodeado por um muro rústico em alvenaria de pedra observando-se, ainda hoje, um grande portal de entrada virado a Sul, com gradeamento em ferro forjado ladeado por pilastras igualmente em pedra.
O edifício principal, datado de 1893, localiza-se sensivelmente ao centro da propriedade, destacando-se, desde logo, pela presença de uma torre. No entanto este imóvel só é visível penetrando na propriedade, dada a densidade da vegetação existente. O jardim, de caraterísticas românticas, compõe-se de alamedas, canteiros, floreiras, lagos e um auditório ao ar livre. A decoração que ornamenta todo o conjunto, inclui azulejos datados do século XVI ao século XX, elementos arquitetónicos cerâmicos e estatuária, distribuindo-se não só ao longo do terreno, como também junto ao muro que delimita a propriedade, surgindo mesmo painéis temáticos virados à rua como que apelar à visita. Desta forma, o próprio jardim é parte integrante do percurso museológico, uma vez que, para além do seu valor botânico e paisagístico, possuiu um inegável interesse artístico pelas peças que alberga.
O edifício principal, outrora residência do Visconde de Sacavém, possui uma planta quadrangular de três pisos, destacando-se as fachadas em aparelho de pedra à vista. Analisando o imóvel, verifica-se que o terceiro piso amansardado deverá corresponder a uma fase posterior. Duas escadas de acesso com alpendre marcam as zonas de entrada, uma delas alinhada com a torre de dois pisos. Sobre cada uma destas entradas alpendradas abre-se uma janela de sacada com gradeamento em ferro, enquanto que os restantes vãos surgem intercalados por painéis de azulejo.
Integra ainda o conjunto um edifício de dois pisos localizado junto à rua Dr. Ilídio Amado onde se situa a sala de exposições temporárias, a loja, a olaria e o Centro de Documentação, bem como um antigo atelier de cerâmica que o Visconde de Sacavém construiu para a escultor austríaco José Füller. Este atelier que funcionou entre 1892 e 1896, contribuiu, decididamente, para a própria decoração do palacete.

História
O palacete, hoje Museu da Cerâmica, foi mandado construir em 1893 para residência de verão do 2º Visconde de Sacavém, José Joaquim Pinto da Silva (1863-1928), um insigne colecionador de cerâmica e importante mecenas de ceramistas das Caldas. Em 1981 o edifício é adquirido pelo Estado à família, incluindo um conjunto de peças da sua coleção particular, de modo a instalar aí um museu. Em 1983 é oficialmente criado o Museu da Cerâmica, tendo este, em 1991, ficado afeto ao Instituto Português de Museus, hoje Direção Regional de Cultura do Centro. O acervo do Museu integra diversas coleções representativas da produção das Caldas da Rainha entre os séculos XVII a XVIII e núcleos da produção do século XIX à primeira metade do século XX, bem como de outros centros cerâmicos do país e do estrangeiro.
São de salientar os trabalhos da barrista Maria dos Cacos (laborou entre 1820 e 1853), autora de peças utilitárias antropomórficas, e de Manuel Mafra (1829-1905). Merece também um especial destaque o núcleo de obras de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) realizadas entre 1884 e 1905. Existem, também, núcleos de faianças da Real Fábrica do Rato, de olaria tradicional e de produção local de escultura e miniatura dos séculos XIX e XX. O Museu alberga ainda uma coleção de azulejos hispano-mouriscos e holandeses.
A cerâmica contemporânea de autor não ficou esquecida, destacando-se as peças de Júlio Pomar e de Manuel Cargaleiro entre as quarenta peças existentes.

Maria Ramalho/DGPC/2017
Diploma de Classificação
Portaria n.º 667/2022, DR, 2.ª série, n.º 171, de 5-09-2022 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 27-07-2022 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 79/2022, DR, 2.ª série, n.º 80, de 26-04-2022 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 7-03-2022 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 15-12-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-03-2018 da DRC do Centro para a classificação como MIP
Anúncio n.º 239/2015, DR, 2.ª série, n.º 204, de 19-10-2015 (ver Anúncio)
Despacho de 11-09-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento da classificação
Parecer favorável de 9-09-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 12-07-2013 da DRC do Centro para abertura do procedimento de classificação
Proposta de classificação de 18-09-2012 do Museu da Cerâmica
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12220650
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Leiria / Caldas da Rainha / Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
Rua Dr. Ilídio Amado
Caldas da Rainha -
Polícia:
LATITUDE
39.399446
LONGITUDE
-9.130365
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1820
1820 e 1853), autora de peças utilitárias antropomórficas, e de Manuel Mafra (1829-1905). Me
1829
1829-1905).
1846
1846-1905) realizadas entre 1884 e 1905.
1853
1853), autora de peças utilitárias antropomórficas, e de Manuel Mafra (1829-1905). Me
1863
1863-1928), um insigne colecionador de cerâmica e importante mecenas de ceramistas das Caldas.
1884
1884 e 1905.
1892
1892 e 1896, contribuiu, decididamente, para a própria decoração do palacete. Hi
1893
1893, localiza-se sensivelmente ao centro da propriedade, destacando-se, desde logo, pela presença de uma torre.
1896
1896, contribuiu, decididamente, para a própria decoração do palacete. Hi
1905
1905).
1928
1928), um insigne colecionador de cerâmica e importante mecenas de ceramistas das Caldas.
1981
1981 o edifício é adquirido pelo Estado à família, incluindo um conjunto de peças da sua coleção particular, de modo ...
1983
1983 é oficialmente criado o Museu da Cerâmica, tendo este, em 1991, ficado afeto ao Instituto Português de Museus, h...
1991
1991, ficado afeto ao Instituto Português de Museus, hoje Direção Regional de Cultura do Centro. O
2012
2012 do Museu da Cerâmica Imóvel localizado a Sul do centro da cidade das Caldas da Rainha, o antigo Palacete do Visc...
2013
2013 da DRC do Centro para abertura do procedimento de classificação Proposta de classificação de 18-09-2012 do Museu...
2015
2015, DR, 2.ª série, n.º 204, de 19-10-2015 (ver Anúncio) Despacho de 11-09-2015 do diretor-geral da DGPC a determina...
2017
2017
2018
2018 da DRC do Centro para a classificação como MIP Anúncio n.º 239/2015, DR, 2.ª série, n.º 204, de 19-10-2015 (ver ...
2021
2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 1-03-2018 da DRC do Centro para a classificação como MIP Anú...
2022
2022, DR, 2.ª série, n.º 171, de 5-09-2022 (ver Portaria)Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 27-...
20
IMAGENS
0
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Ermida do Espírito Santo
Ermida do Espírito Santo

Caldas da Rainha

Ver Ficha
Edifício do Museu de José Malhoa
Edifício do Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

Ver Ficha
Chafariz da Rua Nova
Chafariz da Rua Nova

Caldas da Rainha

Ver Ficha
Hospital e Parque Termal das Caldas da Rainha
Hospital e Parque Termal das Caldas da Rainha

Caldas da Rainha

Ver Ficha